segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"Aceitação"


As coisas não estavam fluindo como eu esperava em determinada situação e... segundo a minha visão do que deveria acontecer em determinado tempo, eu diria que as coisas não estavam "dando certo".

Fazia Ho'oponopono e nada mudava... Até que uma noite, lendo o livro "As sete leis espirituais do sucesso" li sobre a aceitação... e aquilo serviu como uma luva, era tudo que eu precisava ouvir.
"Hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, todos os fatos como eles se manifestarem". Saber que o momento é como deve ser. Dizer a si mesmo: "minha aceitação será total e completa; verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem".
... uma ficha caiu... o "não estar dando certo" era o meu julgamento sobre a situação, um julgamento que poderia ser baseado em memórias equivocadas... e esse julgamento não estava dando espaço para nenhuma outra possibilidade além daquela que eu esperava... eu estava resistindo a tudo que não fosse aquilo.

Aceitei o momento... não resistindo ao presente, sabendo que tudo era como tinha que ser e que as coisas poderia estar dando certo... e eu que não estava percebendo. Me lembrei que o nosso desejo da personalidade pode não ser exatamente o que é o desejo da nossa Alma... e, mesmo que em alguns casos fosse, o nosso tempo é muito diferente do tempo natural... e com a nossa pressa... acabamos limitando a ação do Universo, querendo que tudo chegue a tempo e a hora... e quando não chega, logo pensamos que "não está dando certo", criamos resistência e com isso nos desligamos do fluxo natural.
Enfim... quando aceitei completamente a situação, fiquei calma, parece que saiu um peso enorme de dentro de mim que eu nem tinha percebido como estava me afetando.
Quando fazemos Ho'oponopono, somos inspirados a fazer determinada coisa ou somos levados ao que precisamos no momento... Entendi que a Divindade me guiou para ler sobre a aceitação para me mostrar algo que precisava naquela hora.

Alguns dias depois, as coisas fluíram e se manifestaram naquela situação da forma mais perfeita... sem esforço e com leveza... que nem em meus planos mais perfeitos eu poderia imaginar...

Muitas vezes, acreditamos que as coisas só acontecem se percorrerem determinados caminhos, e que leva um tempo certo para que elas aconteçam. Aprendemos assim... mas, para o Grande Mistério não existem limites nem condições.

Julgamos o tempo todo os acontecimentos tendo como referência as nossas experiências passadas, baseadas no que é conhecido, e com isso fechamos a porta para o novo... para o desconhecido.
Quando tomamos para nós a escolha de fazer as coisas do nosso modo, abrimos mão de todas as outras possibilidades, porque limitamos a ação do Universo, quando resistimos ao que Ele nos traz, se aquilo não se encaixa nos nossos planos.

O que chamamos "Milagre" pode fazer parte do nosso dia-a-dia quando estamos em sintonia com o que é natural e simples e podemos nos surpreender com coisas que pareciam impossíveis de acontecer, naturalmente acontecem em um tempo que nem cabe na nossa imaginação...

Aceitar o nosso momento presente é uma chave preciosa... só assim podemos transformar o que é para ser transformado e perceber o que está perfeito como é...

Rubia A. Dantés
FONTE:www.somostodosum.ig.com.br

Perder a razão




Duvido que alguém em sã consciência queira ficar com raiva, ou maltratar alguém. Mas, muitas vezes, fazemos isso. Acabamos agindo de forma impulsiva e dando vazão a uma energia muito ruim que é a raiva e perdendo a razão.

Outro aspecto desta questão, são os sentimentos contidos. Porque não basta não demonstrar uma raiva e ficar com ódio estourando dentro de si. Precisamos, de alguma forma, não sentir raiva, temos que conseguir ficar bem, mesmo quando enfrentamos coisas pesadas e negativas. Aliás, quanto mais pesada for uma questão, mais deveríamos conseguir ficar fora dos ataques de raiva. Mas como conseguir isso, se as reações de raiva são altamente impulsivas? Como dominar os instintos?

Naturalmente, a resposta é acalmar as emoções e serenar o desejo de vingança, e isso não é uma coisa fácil de se fazer. Trabalhando com Terapia de Vidas Passadas, digo isso com bastante segurança, porque vejo inúmeros casos de pessoas que enfrentam esse tipo de desafio vida apos vida. O insucesso no sentido de controlar a raiva e, com isso impedir atos negativos, tem sido uma das molas propulsoras de inúmeras encarnações cercadas de ódio. Mas como os Seres de Luz ensinam, num determinado momento, esse circulo vicioso deve ser rompido, e essa mudança depende de nós. Depende de nossas atitudes e da tomada de consciência. Porque ninguém muda um traço de caráter da noite para o dia. Muitas vezes tendo até consciência de que estamos errados não conseguimos mudar, porque tem algumas forças que são poderosas.

Vi em histórias de Vidas Passadas que junto com as pessoas envolvidas em debates, gritos e discussões ficam vários espíritos obsessores cobrando débitos. Almas aflitas que se comprazem com nosso sofrimento, porque se sentem no direito de cobrar. Energias que querem nos ver sofrer e pagar cada um de nossos deméritos. Mas será que precisa ser assim?

Em tudo, uma sintonia, uma força, e que quando não temos consciência agimos por instinto, mas à medida em que ganhamos luz, acalmamos nossos pensamentos e emoções, as coisas vão serenando dentro e fora de nós. É muito comum uma pessoa que está na condição de vitima de uma história se tornar o algoz por perder a razão.

Este é o caso de Adriana, mulher de meia idade, casada pela segunda vez. Veio me procurar por conta da relação exaustiva e tumultuada com a filha. Logo na primeira sessão, apareceu uma vida em que as duas foram irmãs e competiram pelo amor do mesmo homem. Como ela morreu acreditando que a irmã tinha traído sua confiança, o ódio tomou conta dela e em várias vidas que seguiram, esta moça, de índole pacifica, foi cruel com as pessoas, pesada no julgamento e em várias situações que poderia ter perdoado quis tomar a justiça em suas mãos. Em outra vida, ela foi freira e na tentativa de purificar sua energia, descobriu as orações, mas em contra-partida se tornou radical, perfeccionista exigindo de si mesma e das outras pessoas uma postura sempre honesta e correta. Mais uma vez esqueceu como perdoar, e se colocar no lugar do outro para tentar compreender atitudes erradas.

Adriana estava sofrendo demais por conta de sua forma de ver a vida, tranqüila com os estranhos, mas, em casa, sua vida era um inferno, e quanto mais ela queria direcionar, ensinar a filha, a raiva tomava conta da relação. O alivio aconteceu quando a filha foi morar fora. Muitas vezes se afastar da provocação é uma bênção. Precisamos deixar de lado o desejo de corrigir as pessoas. A raiva acumulada nos transforma em justiceiros implacáveis.

Saber a fonte da raiva ajudará muito na cura desse estado maligno. Todos nós estamos nesse mundo para nos aprimorar. Claro que precisamos nos defender, saber nos colocar, mas não precisamos usar de violência. Como diz o ditado: se rebatermos o mal com mais maldade, acabaremos todos cegos, surdos e mudos...



Por Maria Silvia Orlovas
FONTE: somostodosum.ig.com.br

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Assim como você age seu corpo reage!



Viver no piloto automático, levando seu corpo físico ao extremo de sua capacidade, pode lhe causar problemas físicos e emocionais sérios.
Sua mente governa seu corpo físico e, portanto, é de extrema importância que ela permaneça em equilíbrio.

A correria de nosso dia-a-dia, as pressões que sofremos no âmbito profissional, as relações desestruturadas que podem estar fazendo parte de nossas vidas, podem estar, sem você perceber, direcionando-lhe a um colapso físico.
No plano emocional, precisamos deixar de lado sentimentos negativos, precisamos nos programar para viver com alegria, felicidade, amor incondicional, equilíbrio mental e paz interior em todos os momentos.

No plano físico, é muito importante adotarmos uma dieta saudável, reduzirmos o consumo de carne, eliminarmos as drogas, álcool e estimulantes artificiais, fazermos exercícios físicos todos os dias, respirarmos fundo e tomarmos o máximo possível de sol e ar puro.

O pior para todos nós é vivermos no piloto automático e não controlarmos o nosso foco de atenção. Essa situação se arma da seguinte forma: tenho isso para fazer, aquilo também, fora o que ficou pendente ontem, tudo é urgente e precisa ser feito em um prazo inexistente. Na ânsia de resolvermos tudo para todos, esquecemos de nós mesmos e, com o foco colocado fora de você, o colapso físico se instala sem você perceber.

A vida, neste momento conturbado em que nos encontramos, exige que sejamos detentores de nosso poder pessoal e de autodomínio em cada momento.
Um desequilíbrio em nossa estrutura física que se manifesta na forma de uma doença precisa ser observado! Se houver uma reação sintomática de nosso corpo físico, o questionamento da origem de tudo aquilo deve ser imediato.
Com o intuito de detectar a origem da ação que desencadeia uma reação física ou emocional, a mesa radiônica é um excelente instrumento.

A mesa radiônica foi criada há mais de 20 anos e passou por diversos ajustes, sempre apoiados em princípios divinos, permitindo acessar com ela as mais elevadas dimensões energéticas, propiciando assim as mais variadas pesquisas e diagnósticos.
A mesa radiônica é um ilimitado instrumento de cura quântica, usado junto com o pêndulo e baseado nos princípios da radiestesia, radiônica, psicotrópica e geometria sagrada. Sua atuação se dá no plano físico, emocional, mental e espiritual. Através da mesa podemos diagnosticar e medir as mais diversas vibrações de energia e desse modo fazer o preciso diagnóstico.
Podemos fazer com ela diagnósticos de negócios, relacionamentos, viagens entre outros.
Ela equilibra todas as nossas freqüências de energia e atua nos nossos mais profundos bloqueios, transmutando sentimentos e emoções e trazendo de volta à sua vida a ordem cósmica perfeita.

Há algumas semanas atrás fiz um diagnóstico da seguinte forma:
O relato pessoal indicava já no momento da consulta alguns sintomas físicos instalados que estavam sendo tratados por médicos.
O relato era o seguinte: a pessoa sentia um formigamento nos extremos das mãos e dos pés, contrações involuntárias de musculatura na forma de câimbras ou tremedeiras musculares involuntárias, um tremor e angústia na região do peito, além de picos de pressão que estavam sendo controlados por remédios.
O diagnóstico nesse caso seria para a área da saúde.

Iniciei, então, o equilíbrio de todas as freqüências e depois parti para a verificação dos bloqueios energéticos, como de costume, e nesse caso o que apareciam como bloqueios eram situações emocionais recentes extremamente desgastantes.
Realizei o desbloqueio na mesa radiônica destas situações e solicitei a verbalização de cada situação vivida, pois quando trazemos para a consciência e verbalizamos o ocorrido, a energia do momento vivido se modifica, tornando-se menos densa.
No diagnóstico final, encontrei uma situação de estresse emocional intenso associado a um quadro de ansiedade acentuada. O caminho indicado para a cura, sem interferência no tratamento médico, foi a respiração.

Quando deixamos de respirar de maneira apropriada, o nosso corpo físico desencadeia todos os sintomas apresentados pela pessoa. A ansiedade e o estresse tornam nossa respiração curta e sem a plena e adequada oxigenação de nossos órgãos, fazendo nosso corpo entrar em colapso.

No âmbito médico, este tipo de diagnóstico recebe o nome de tetania, por deficiência respiratória, associada a estresse emocional e ansiedade.
Meditar ajuda a reordenar a mente e acalmar a ansiedade. Melhora o entendimento de objetivos e motivações e equilibra o seu emocional.
A respiração completa realizada na meditação permite a melhora da sua saúde em geral e reduz seu metabolismo, levando a um ótimo funcionamento do corpo físico!
Agora, neste momento, pode estar vindo em nossa mente a pergunta: como meditar?
Tenho uma excelente sugestão que é utilizar a meditação on-line que se encontra disponível na página principal do site www.somostodosum.com.br , na qual você escolhe o tipo de imagem a ser utilizada, o som que deseja ouvir e ainda pode ser guiado na realização da mesma, proporcionando assim foco, para quem não tem o hábito de meditar.

Todo esse diagnóstico feito pela mesa radiônica permitiu à pessoa envolvida perceber o quanto ela estava deixando de prestar atenção nela mesma, o quanto ela estava vivendo a vida dos outros em excesso e, principalmente, à necessidade de modificar a sua maneira de viver, buscando uma qualidade de vida diferenciada. Tudo isso só foi possível com o auxílio da mesa radiônica, que alertou para ação que estava desencadeando o colapso físico e, com isso, a pressão se estabilizou e todos os sintomas desapareceram.
Nesse momento, é muito importante ressaltar que a Radiestesia não interfere no aspecto médico. Portanto, durante toda a fase de diagnóstico, tratamento e mudança de hábitos, o acompanhamento médico se fez presente com todo o seu respeito e importância.
Desse aprendizado, para nossa vida fica o seguinte: somos responsáveis pela nossa qualidade de vida, atitudes nos levam a condições criadas por nós mesmos!

O mais importante é dizer: nunca, mas nunca mesmo aceite a doença como parte de sua vida, se ela se instalou, tente entender o que há por trás dela, modifique hábitos, crie nova maneira de viver e, principalmente, desenvolva sempre um projeto para sua vida.

Quem tem projeto, tem vontade de viver... e quem tem vontade de viver não adoece!
O segredo está em prestar atenção, pois assim como você age, seu corpo reage!

Maria Isabel Carapinha
(FONTE: www.somostodosum.com.br)

Como saber quem eu sou



Como voltar à nossa essência, a quem somos verdadeiramente? Como acreditar que essa pessoa, que convivo por anos, ou seja, eu mesmo, na realidade pouco tem a ver com quem penso ser? Não é simples descobrir quem somos. É um processo que pode levar anos, talvez uma vida inteira, pois sempre estamos mudando, evoluindo, e que bom!

Podemos começar reconhecendo e aceitando as emoções e sentimentos negativos que há dentro de nós, para só depois mudar o que nos faz sofrer. Um caminho muitas vezes árduo, que exige paciência, persistência e, acima de tudo, muita compreensão para conosco. O sofrimento está aí, latejante, presente, vivo, que nos faz querer sair correndo a cada novo problema que surge. O desânimo e desespero se fazem presentes. Mas fugir, reprimir, negar, só faz tudo ficar mais profundo e intenso dentro de nós.
Comece se perguntando quais são os sentimentos que têm sentido nos últimos meses ou anos. Quais são eles? Escreva um por um. Esse passo é importante para que consiga identificá-los. Essa confrontação honesta com o que sente e lhe faz sofrer pode ser o começo de sua libertação desses mesmos sentimentos.

É preciso entender que muitas vezes o conflito que parece advir do externo, na verdade, é apenas o reflexo daquilo que está bem dentro de nós, mas como está bem escondido há anos, sentimos dificuldade em identificá-lo. E assim, muitos de nós continuamos a nos enganar e a sofrer.
Tudo aquilo que sentimos pode ser transformado quando o reconhecemos sem medos ou fugas.

O passo mais importante é esse: aprender a identificar cada sentimento, faça isso todos os dias. Depois exercite identificar a causa, que também não é simples, requer acima de tudo, persistência. Pergunte-se: "o que estou sentindo?" Depois de ouvir a resposta, pergunte: "o que me faz sentir isso?" E ouça a resposta. Isso o levará cada vez mais perto da pessoa que você é.

Culpar os outros, seja este quem for, por aquilo que tem passado ou sentido, nada contribuirá para mudar, por isso é preciso se responsabilizar pela própria mudança, sem esperar que outras pessoas mudem, isso é responsabilidade de cada um, e ninguém pode fazer isso pelo outro. A sua mudança depende exclusivamente de você; a mudança do outro, depende dele. Sim, em alguns momentos temos que aprender a lidar com a sensação de impotência, decepção e frustração que a vida nos coloca. Nem tudo é perfeito, mas se olharmos tudo como aprendizado, teremos outra percepção dos acontecimentos e em conseqüência, menos sofrimento.
Comece a perceber quais situações estão lhe deixando insatisfeito, desesperado, doente. O enfrentamento desses problemas lhe proporcionará uma maior percepção de sua própria capacidade de superá-los.

O autoconhecimento não o faz isento de sentimentos negativos ou sofrimento, mas pode fazer com que lide de uma maneira muito mais saudável com os mesmos. Conforme se conhecer mais e mais, não deixará de ficar triste, chorar, mas quando isso acontecer não lhe provocará mais desespero como provavelmente acontece, haverá muito mais controle e entendimento das possíveis causas, pois estará aprendendo a identificá-las.
É preciso lembrar ainda, que por mais que as pessoas desejem muito ser feliz, a maioria sente dificuldade em se permitir, como se não se sentissem merecedoras e, inconscientemente, acabam por se boicotar em mudar o que é preciso, permanecendo no mesmo padrão durante anos, ainda que à custa de muito sofrimento e dor.

Nunca abandone o desejo de ser feliz, mas para isso é preciso se permitir, sem carregar a sensação de estar fazendo algo errado. Busque sua própria evolução, pois cada um de nós, e ninguém mais, é responsável pelo próprio crescimento.
Evite a todo custo permanecer rígido em crenças, valores, que um dia lhe foram ensinados e vivenciados como se fossem seus, pois na maior parte das vezes eles não lhes pertencem. Quanto mais conseguir identificar o que aprendeu e descartar, libertar ou mudar aquilo que não lhe serve, mais estará perto de quem você é verdadeiramente.

Exercite a flexibilidade, estar aberto a novos valores, deixar fluir seus sentimentos e tudo aquilo que está dentro de você com a naturalidade que o processo exige. Seja verdadeiro e honesto consigo mesmo, como espera que outras pessoas sejam com você.
Neste instante, procure dentro de você quais são seus verdadeiros desejos. Vá lá no fundo, vasculhe tudo, que os encontrará. Não é um caminho fácil, mas quem disse que deveria ser?
Por que assumimos tantos compromissos com outras pessoas e raramente nos comprometemos com nós mesmos? Sabe aquelas atitudes que espera dos outros, mas que raramente você dá a si mesmo? Comece por aí, sendo tão amoroso, compreensivo, carinhoso, leal, honesto, comprometido consigo mesmo, da mesma maneira que é com outras pessoas.

Esse é apenas um dos caminhos para chegar a seu verdadeiro eu, mas no decorrer do processo irá se surpreender com outras maneiras de se conhecer cada dia mais. Afinal, autoconhecimento não tem fim, é algo que devemos cultivar eternamente. Por isso, não importa quando começa, o importante é aprender a se ouvir e acima de tudo, se respeitar. Caso tenha dificuldade nesse processo, procure ajuda de um psicólogo de sua confiança, ele com certeza lhe ajudará.


Rosemeire Zago
(FONTE: www.somostodosum.ig.com.br)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Repressão"



Tudo aquilo que tentamos reprimir em nós, torna-se mais forte. Esta é uma das leis básicas da existência, a de que a repressão gera uma força antagônica ainda maior.

E a prova disso é que quanto mais reprimimos nossos reais sentimentos e desejos, mais intensamente eles tentarão se manifestar, seja através de estresse emocional ou, num estágio mais avançado, de uma doença criada no corpo físico.

Mas, dirão alguns, nem sempre a vida nos permitirá manifestar todos os nossos sentimentos, então, como fazer? Não reprimir significa reconhecer. Ainda que a expressão seja impossível, o importante é que tenhamos a consciência do processo, pois só assim, reconhecendo-o, teremos o poder de decidir como lidar com aquela situação.

Mesmo que não possamos dar vazão ou exteriorizar plenamente nossos sentimentos, precisamos deixar que eles se tornem conhecidos por nós. Muitos seres humanos passam a vida tentando negar o que sentem, até mesmo para si próprios.

Racionalizam as emoções, tentando ignorá-las, pois olhar para elas muitas vezes requer coragem. O importante é ter sempre em mente que podemos ser estranhos para o restante do mundo, mas nunca para nós mesmos.

Somente aquele que se conhece em profundidade e tem a coragem de admitir, reconhecer e aceitar todos os seus sentimentos e emoções, mesmo aqueles não tão bonitos, que seria preferível ignorar, pode experimentar a totalidade de seu ser.

Este é um preço que sempre valerá a pena pagar, ainda que momentos dolorosos possam fazer parte do caminho.

"As Três Chaves para o Autoconhecimento
A Alquimia Interior

Na minha visão, a primeira coisa que precisa ser entendida é que todas as qualidades da sua personalidade, do seu coração, devem desenvolver-se corretamente.

Qual é o segundo ponto? O segundo ponto é que deve existir consciência, mas nenhuma repressão. Quanto mais você reprime os sentimentos, mais eles tornam-se inconscientes.
Você é uma coletânea de energias desconhecidas. Você é o centro de energias bem desconhecidas, com as quais você não tem nenhuma familiaridade, nenhuma consciência.

O conhecer faz de você um mestre. Dentro de você, muitas energias, mais fortes do que a eletricidade, estão acesas, faiscando. A raiva, o ódio, o amor soltam faíscas dentro de você.

Transforme a sua vida num laboratório do interior e comece a conhecer todas essas energias dentro de você - observe-as, reconheça-as. Nunca as reprima, nem mesmo casualmente.

Nunca as tema, nem por engano, mas tente conhecer o que quer que exista dentro de você. Se a raiva vem, sinta-se afortunado e agradeça à pessoa que lhe fez sentir raiva; ela lhe deu uma oportunidade - alguma energia surgiu dentro de você e agora você pode observá-la. Olhe-a silenciosamente, isolada; pesquise para ver o que ela é.
Quanto mais cresce o seu saber, mais profunda torna-se a sua compreensão. Quanto mais você torna-se mestre da sua raiva, mais perceberá que ela está sob o seu domínio. No dia em que você se tornar o mestre da sua raiva, será o dia em que você poderá transformá-la.

Você somente pode transformar aquilo do qual você é mestre; você não pode mudar aquilo do qual você não é mestre. E lembre-se, você nunca pode ser mestre de algo com o qual você briga, porque é impossível tornar-se mestre de um inimigo; só se pode ser mestre de um amigo. Se você se torna inimigo das suas energias interiores, então, nunca poderá tornar-se mestre das mesmas. Você não pode vencer sem amor e amizade.

Não tema, nem condene os infinitos tesouros de energias dentro de você. Comece conhecendo o que se encontra escondido no seu interior.
Esta é a segunda chave: você não deve reprimir nenhuma de suas energias: você deve conhecê-las, reconhecê-las, observá-las e vê-las. A observação terá dois resultados: primeiro, o conhecimento de suas próprias energias se ampliará, e conhecê-las fará de você um mestre; e segundo, a força do grilhão que essas energias têm sobre você diminuirá.

Bem lentamente, você descobrirá que primeiro a raiva vem e você observa; então, gradualmente, depois de algum tempo, você descobrirá que quando a raiva vier, o observador virá ao mesmo tempo. E finalmente, você descobrirá que quando a raiva se preparar para aparecer, o observador já estará lá. À partir do dia em que o observador chega antes da raiva, não há mais nenhuma possibilidade da raiva surgir.

A terceira chave é a transformação.
Cada qualidade pode ser transformada. Tudo tem muitas formas; tudo pode mudar para a forma oposta. Não há qualidade ou energia que não possa ser convertida para o bem, para a benção.

E lembre-se, aquilo que pode tornar-se ruim, sempre pode tornar-se bom; aquilo que pode tornar-se prejudicial, sempre pode tornar-se útil. Útil e prejudicial, bom e ruim são direções. É uma questão simples de transformar mudando a direção e as coisas se tornarão diferentes.

A forma que você está se movendo agora é errada. Qual é a prova que algo está errado? A prova que algo está errado é que quanto mais você se move mais você se torna vazio, quanto mais você se move, mais você se torna triste; quanto mais você se move, mais você se torna impaciente; quanto mais você se move, mais você é preenchido com escuridão. Se for esta a situação, então certamente você está se movendo erradamente.

Bem-aventurança é o único critério para a vida. Se sua vida não é bem aventurada, então saiba que você está se movendo erradamente. Sofrimento é o critério de estar errado, e bem-aventurança é o critério de estar certo - não há outro critério.

Não há necessidade de perguntar a mais ninguém. Você pode usar esse critério todo dia, na sua vida cotidiana. O critério é a bem-aventurança. É o mesmo critério de testar ouro esfregando-o em uma pedra: o ourives jogará fora o que quer que não seja puro e colocará o que é puro na sua loja.

Continue checando, cada dia, utilizando o critério da bem-aventurança; veja o que é certo e o que é errado. O que quer que esteja errado pode ser jogado fora, e o que quer que esteja certo começará a se acumular lentamente como um tesouro.


Elisabeth Cavalcante
(FONTE: somostodosum.ig.com.br)

A habilidade de se auto-acolher após uma discussão




É nos momentos em que nos desentendemos com os outros que mais temos que nos entender conosco mesmo. Afinal, o desconforto com o outro nos leva a sentir nossa própria desarmonia. Diante de tais situações, o melhor é saber se recolher, dar a si a oportunidade de aumentar a sua compreensão da situação antes que a situação se torne caótica demais.

Toda negatividade se origina de um certo descontentamento. Mas, muitas vezes procuramos a raiz desse descontentamento no lugar errado. Polarizamos os conflitos. Sobrecarregamos pessoas e situações com tantos defeitos que nem nos damos conta que fazemos parte deste conflito.

Não é fácil escutar o descontentamento alheio sem se deixar contaminar pelo próprio desconforto. Por isso, quando uma discussão torna-se apenas um desabafo agressivo, o melhor é refletir antes de sair acusando o outro disto e daquilo. Saber se auto-observar e suportar o silêncio, gerado após de uma descarga de insatisfações de ambas as partes, requer a habilidade de se auto-acolher. Nestes momentos, buscar apoio em nós mesmos nos dá a chance de reconhecer nossas próprias falhas.

O problema surge quando não sabemos como nos auto-acolher. Pois buscamos no outro a base de nossa segurança. Naturalmente, não é fácil encontrá-lo disponível para nos receber, se há pouco havia uma enxurrada de insatisfações.

Mas, se estivermos acostumados a depender do estado emocional alheio para nos sentirmos bem, instintivamente começaremos a tentar transformá-lo para que ele possa nos atender em nossa necessidade de ser visto e acolhido. O outro, pressionado por nosso desejo "secreto" de mudá-lo, pode reagir negativamente e se tornar ainda mais indisponível. A essa altura ambos irão se sentir desconfortáveis sem saber bem o porquê. Afinal, todo esse processo de buscar se acalmar nas condições emocionais alheias ocorre, na maioria das vezes, sem que ambos estejam conscientes de suas carências e intenções.

Aqui ocorre um grande perigo: "Quando não temos a nós mesmos para nos acolher acusamos o outro de não estar pronto para nos receber".
Surge, então, o ressentimento de não ter recebido a atenção que se buscava. É como diz a psicanalista Maria Rita Kehl: "O ressentido acusa, mas não está seriamente interessado em ser ressarcido do agravo que sofreu". Afinal, ele não quer liberar o outro de sua punição, quer continuar secretamente a transformá-lo para que ele se adapte as suas demandas.

Lama Michel Rinpoche em seus ensinamentos nos alerta: "Agredir o outro é uma forma de autoagressão. Pois a agressão nos impede de elaborar a nossa raiva interiormente. O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele, mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão nossa.
Numa discussão, aquele que quer mais agredir é o mais fraco interiormente. Quanto mais elaboramos a nossa raiva interiormente, menos precisamos do outro para extravasá-la". Mais uma vez, podemos reconhecer que quando não nos acolhemos perdemos a chance de nos encontrar!

Os mestres budistas nos lembram que o que nos deixa doentes não é o fato de não expressarmos a nossa raiva, mas, sim, o apego ao desejo intenso de expressá-la. É o apego a esse desejo que devemos nos libertar. Para tanto, temos que nos acolher, escutar nossos próprios ressentimentos, faltas e insatisfações. Até sentir o calor da discussão passar...

Uma vez equilibrados, agora, está na vez de acolher o outro. Como?
Uma vez estava muito magoada com algo que um amigo me disse, e Lama Gangchen Rinpoche me falou: "Não escute as palavras, elas são apenas a mente. Escute além das palavras. Assim, você vai encontrar o coração e, de coração para coração, algo acontece. Passo a passo".

Bel Cesar
(FONTE: somostodosum.ig.com.br)