quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"ABRAÇANDO A IMPERFEIÇÃO"


(Livre tradução de um texto em inglês, sem designação de autoria)

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" - Baby, eu adoro torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" - Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Essa é a minha oração para você, hoje. Que possa aprender a levar o bem, o mal, as partes feias de sua vida colocando-as aos pés do Espírito Santo. Porque afinal, ele é o único que poderá lhe dar uma relação na qual uma torrada queimada não seja um evento destruidor."

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos e com amigos.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Todos temos histórias tristes para contar! E daí?


Todos, efetivamente todos temos histórias tristes para contar...

Torna-se vencedor, feliz e próspero aquele que aprende com as adversidades e corrige sua vibração para manifestar abundância e paz.

Não existe sequer uma pessoa que não tenha uma história de vida recheada de situações difíceis, desilusões, crises, perdas e sofrimentos. Não é nada difícil entrevistar dez pessoas e todas elas apresentarem listas intermináveis de situações traumáticas.

O que transforma as pessoas é a importância que elas dão para os fatos traumáticos e os aprendizados que elas extraem de cada situação.

O vencedor, ou seja, a pessoa de sucesso, abundância e próspera já descobriu o segredo dessas conquistas, o ingrediente ideal para manifestar o que deseja. Todas as pessoas saudáveis, mesmo que de forma inconsciente, já assimilaram esse estilo de ser e pensar.

Não há como negar que o sofrimento sempre vem em reação à vibração que você está. Quando ele ocorre ciclicamente significa que você continua na sintonia errada.

O sofredor convicto é alguém que, mesmo sem perceber, está viciado nessa frequência de acontecimentos negativos. Por sua vez, o vencedor é aquele que, assim que observa uma manifestação negativa em sua vida, faz mudanças e ajusta o foco, porque identifica que sua conduta em algum momento foi inadequada, o que, por equívocos, acabou aproximando para sua experiência situações ruins. Ele sabe de sua responsabilidade.

Veja o sofredor: É uma vítima. O governo foi o culpado pelo seu infortúnio - o chefe não reconhece suas habilidades - a esposa não o ama como ele merece - seus vizinhos não são agradáveis como ele queria - seu corpo não é saudável como ele sonhara - a cidade que mora não é nem "de longe" parecida com a que ele gostaria.

Vemos todos os dias pessoas como essa, reclamando, questionando, pensando nos erros. Pessoas frustradas com suas vidas insistem em se questionar mentalmente:

O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado? O que eu estou fazendo de errado?

O que está fazendo de errado?

Ainda pergunta! É isso que está fazendo de errado...

Esse autoquestionamento sem nexo. Essa dedicação intensa a tudo o que ele não quer. É isso que ele faz de errado...

Sua lição de casa deveria ser imaginar-se constantemente feliz, próspero, com a casa dos seus sonhos, na cidade desejada. Ele deveria mergulhar na sua visão de vida ideal. Deveria imaginar-se em um corpo saudável, em uma vida leve, próspera, abundante e feliz. Ele precisaria sentir essa vibração, transmutando por completo a antiga sintonia da vitimização e da lamentação. Mas não, ele se concentra nos desgostos, e, por conseqüência, alimenta mais essas ocorrências.

É claro que o sofredor tem motivos reais, contudo, para manter esse sofrimento na sua alma, pois é uma decisão que só cabe à pessoa. Você pode estar me chamando de insensível, coração de pedra ou algo parecido. Pois não sou! E lhe afirmo: se você pensa assim, está sintonizado na mágoa, e vai atrair mais e mais situações que lhe provoque tal sentimento.

Conscientize-se definitivamente: não sou eu nem qualquer pessoa ou situação externa que lhe magoa, porque a mágoa é sua própria vibração. Assim sendo, você está ciclicamente atraindo situações de mágoa (ou qualquer outro sentimento) para sua vida. O que estou querendo é justamente que você saia desse círculo vicioso, torne-se forte emocionalmente e deixe a lamentação de lado.

Sim, eu sei que você deve estar pensando: "Não é simples assim porque eu perdi meu filho em um acidente". Ou "perdi minha mãe e meu pai no mesmo dia". Ou também pode ter acontecido a maior das desgraças em sua vida, que daria o filme mais triste do ano... Sim, tudo isso é possível, tudo isso é muito doloroso! Mas eu lhe pergunto: Você quer mais sofrimento para sua vida ainda? Quer mais escassez ainda? Quer mais conflitos ainda? Quer mais relacionamentos superficiais ainda? Quer mais falta de confiança ainda? Quer mais falta de energia ainda? Quer ficar sentindo-se mais abandonado e rejeitado ainda? Quer ficar dizendo todas as desgraças da sua vida, competindo para provar que suas tristezas são maiores que as de todo o mundo? Acho que não!

Nessa competição não há nenhum bom prêmio para o primeiro lugar. A única corrida que devemos participar nesse sentido é a de querer ser uma pessoa melhor a cada dia, através de um saudável movimento interno de querer melhorar-se a cada dia.

Liberte-se, pare de se lamentar, pare de chorar, pare de "alugar" os ouvidos alheios com suas reclamações... Pare de cansar seu anjo da guarda com tanta ingratidão... Deixe de ser cego para as verdades divinas e faça sua parte... Pare de transferir sua responsabilidade, já chega, não tem mais desculpas!

Se você quer ser triste, chateado, depressivo, afundado em dívidas, que seja! Mas tenha consciência de que a responsabilidade é só sua e de mais ninguém.

Vai discordar de tudo isso? Me condenar, me criticar? Tudo bem, mas pense se você realmente quer continuar nessa e rejeitar tudo que leu, ou se quer morder o orgulho, assumir seus papéis e manifestar uma realidade de vida exemplar para todo o mundo?

Está contigo!

Da minha parte, coloco todo o meu desejo que você dê um salto de qualidade na sua vida!

Reflita.

Por Bruno J. Gimenes

"A ilusão do reflexo"


Conta-se que um pai deu a sua filha um colar de diamantes de alto preço.

Misteriosamente, alguns dias depois o colar desapareceu. Falou-se que poderia ter sido furtado.

Outros afirmaram que talvez um pássaro tivesse sido atraído pelo seu brilho e o levado embora.

Fosse como fosse, o pai desejava ter o colar de volta e ofereceu uma grande recompensa a quem o devolvesse: R$ 50.000,00.

A notícia se espalhou e, naturalmente, todos passaram a desejar encontrar o tal colar.

Um rapaz que passava por um lago, próximo a uma área industrial, viu um brilho no lago.

Colocou a mão para proteger os olhos do sol e certificou-se: era o colar.

O lago, entretanto, era muito sujo, poluído, e cheirava mal.

O rapaz pensou na recompensa. Vencendo o nojo, colocou a mão no lago, tentando apanhar a jóia.

Pareceu pegá-la, mas sentiu escapulir das suas mãos. Tentou outra vez. Outra mais. Sem sucesso.

Resolveu entrar no lago. Emporcalhou toda sua calça e mergulhou o braço inteiro no lago.

Ainda sem sucesso. O colar estava ali. Mas ele não conseguia agarrá-lo. Toda vez que mergulhava o braço, ele parecia sumir.

Saiu do lago e estava desistindo, quando o brilho do colar o atraiu outra vez.

Decidiu mergulhar de corpo inteiro. Ficou imundo, cheirando mal. E ainda nada conseguiu.

Deprimido por não conseguir apanhar o colar e conseqüentemente, a recompensa polpuda, estava se retirando, quando um velho passou por ali.

O que está fazendo, meu rapaz?

O moço desconfiou dele e não quis dizer qual o seu objetivo. Afinal, aquele homem poderia conseguir apanhar o colar e ficar com o dinheiro da recompensa.

O velho tornou a perguntar, e prometeu não contar a ninguém.

Considerando que não conseguia mesmo apanhar o colar, cansado, irritado pelo fracasso, o rapaz falou do seu objetivo frustrado.

Um largo sorriso desenhou-se no rosto do interlocutor.

Seria interessante, falou em seguida, que você olhasse para cima, em vez de somente para dentro do lago.

Surpreso, o moço fez o recomendado. E lá, entre os galhos da árvore, estava o colar brilhando ao sol.

O que o rapaz via no lago era o reflexo dele.

A felicidade material se assemelha ao reflexo do colar no lago imundo.

Na conquista de posses efêmeras, quase sempre mergulhamos no lodo das paixões inconseqüentes.

A verdadeira felicidade, no entanto, não está nas posses materiais, nem no gozo dos prazeres.

Ela reside na intimidade do ser. Nada ruim em se desejar e batalhar por uma casa melhor, um bom carro, roupas adequadas às estações, uma refeição deliciosa.

Nada ruim em desejar termos coisas. A forma como as conquistamos é que fará a grande diferença.

Se para as conseguir, necessitamos entrar no lodaçal da corrupção, da mentira, da indignidade, somente sairemos enlameados, e infelizes.

Esse tipo de felicidade é como o reflexo do colar na água: pura ilusão.

Somente existe verdadeira felicidade nas conquistas que a honra dignifica, que a consciência não nos acusa.

Pensemos nisso. E, antes de sairmos à cata desesperada de valores materiais expressivos, analisemos o que necessitamos dar em troca.

Porque nada vale que mereça sacrificar a honra, a dignidade pessoal, a auto-estima, a vida espiritual.

Tudo é passageiro na Terra. Lembre disso.



Redação do Momento Espírita com base em conto de autoria desconhecida.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Coragem"


Aceitar com tranqüilidade as mudanças que a vida traz para a nossa vida, é um aprendizado difícil e, por isso, nossa tendência inicial é resistir a elas durante algum tempo.

Para muitos seres humanos, os imprevistos são vistos como ameaças durante toda a vida. Eles seguem cultivando um medo do novo que pode tornar sua jornada muito mais difícil, levando-os a desenvolver distúrbios emocionais bastante sérios, como a síndrome do pânico.

Quanto mais resistência há em enfrentar as transformações, maiores são as chances de que a doença e o desequilíbrio se instalem rapidamente. Só há uma maneira de minimizar o temor e a ansiedade que uma mudança traz, é enxergá-la como uma valiosa oportunidade para que provemos nossa força interior.

Essa diferença de postura é essencial para que possamos vencer nossos bloqueios e inseguranças diante de situações desconhecidas. Existem inúmeros recursos terapêuticos que podem nos ajudar neste caminho, só precisamos tomar a decisão e ir à busca daqueles que podem tornar o desafio da mudança menos árduo.

Resistir ao novo como se ele significasse sempre uma promessa de infelicidade, é parte da estratégia da mente para nos manter paralisados, vitimas da estagnação e do medo.

Muitas vezes, aquilo que visualizamos como segurança, não passa de uma prisão, na qual permanecemos durante muito tempo, agarrando-nos à ilusão de que ali o sofrimento não irá nos atingir. Mas o pior que poderíamos experimentar já se encontra presente, que é a incapacidade de nos movermos de modo confiante para outras direções.

Enquanto cultivarmos essa resistência, tudo continuará obscuro, e a luz da consciência jamais se fará presente. Derrubar o muro que nos separa da felicidade e da paz, exige muita força de vontade e, acima de tudo, uma grande coragem para ir de encontro ao desconhecido sem qualquer temor.

"Eu estou tateando no escuro. Osho, você poderia tirar-me disso?"

"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem.

....Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu pudesse tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não seria muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.

Alguma vez você já observou uma criança tentando abrir à força um botão de flor? O botão pode ser aberto, mas não será uma flor, alguma coisa ficará faltando, algo de grande significado. A alma estará faltando. A flor tem alma quando ela floresce espontaneamente, daí ela tem vida. Quando você a força, você a destrói. Tudo que é belo na vida pode apenas acontecer; não pode ser feito.

....Você está mantendo os seus olhos fechados, e despendendo muita energia para mantê-los fechados. A mesma energia que os está mantendo fechados, se relaxados, irá ajudá-los a se abrirem.

...Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.

Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar.... A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la.

... Ninguém pode ser acordado antes da sua hora, nem deve ser.

...Olhe para meu punho: se eu tiver que mantê-lo como um punho, eu terei que mantê-lo fechado, cerrado. No momento em que eu parar de fechá-lo, ele começará a se abrir espontaneamente. Estar aberto é natural, estar fechado é antinatural. Para mantê-lo fechado você tem que colocar muita energia nele. Para abrir, nenhuma energia é necessária.

...Um punho cerrado é antinatural; uma mão aberta é natural.. Qualquer dia, mantenha o seu punho fechado por todo o tempo e ao final da tarde você se sentirá realmente cansado. O natural é a mão aberta.

Um coração aberto é um fenômeno natural; um ser aberto é simplesmente natural. Um ser fechado é muito antinatural, muito artificial; você tem que colocar toda a sua energia nisso. Essa é a minha observação em milhares de pessoas: elas dão toda a sua energia para se manterem miseráveis.

Permanecer no inferno é um grande investimento. Não é fácil, é muito difícil. Você precisa ser muito forte para estar no inferno, muito teimoso, decidido. (...) Você tem que ser duro como um diamante, somente então você pode permanecer no inferno. Se não for assim... ninguém está impedindo o seu caminho. Basta relaxar e você entra no céu, o relaxamento é a porta.

Você diz: Eu estou tateando no escuro. Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.

Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir...
Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho." .

OSHO - Zen: the Path of Paradox

Elisabeth Cavalcante

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pratique aquilo que fala, só assim sua comunicação terá credibilidade


Encontramos pessoas no nosso caminho com comportamentos que provocam em nós as ações e reações necessárias para o nosso crescimento. Podemos chamá-los de espelhos ou instrumentos, e, como aprendemos que aqueles que estão ao nosso lado têm sintonia conosco, muitas vezes nos perguntamos:" não tenho nada a ver com ele! Sou muito diferente, onde está o espelho? E, se ele é instrumento, quero saber "do que", qual é o aprendizado que me falta? Também surgem as culpas. Que será que eu fiz, para merecer isso?" Passamos a vida tentando falar dos nossos sentimentos, discutindo, com o(s) outro(s). E, se for no trabalho, então, piorou! Eternas reuniões para tentar um ambiente mais harmônico, às vezes, sem solução.

Então, antes de responder ou começar uma discussão, pare e reflita: "o que será que o outro quer me dizer? Suas colocações fazem sentido para mim? Palavras podem ser interpretadas de acordo com as referências do outro, e pior, de acordo com os padrões mentais e emocionais dele. Como agir na prática? "Não tire conclusões precipitadas, não tome atitudes intempestivas, baseadas naquilo que ouve". Não reaja antes de compreender o que o outro quis dizer"! SILENCIE!
Mudaríamos uma situação se fizéssemos uma introspecção conectados ao Eu Superior. Pensamos: Se esse é o caminho divino, e o Pai quer o melhor para nós, por que sofro com essas situações? Sofremos porque sem essa conexão, ficamos escravos de nossa personalidade. Resistimos, não aceitamos, e não compreendemos a mensagem que Deus quer nos enviar. Tentamos decifrá-las através do mental e da palavra.

Falamos muito, mas não nos comunicamos. Para uma comunicação saudável, divina, "pensamentos, sentimentos, e ações" devem estar sintonizados e integrados, primeiro dentro de nós. O ego divide e as palavras ditas através do mental egóico, limitam e truncam nossa comunicação. A alma fala através do sentimento, a personalidade através de palavras, e só conseguimos reconhecer uma verdade de acordo com o sentimento que temos em relação a elas.

E qual o maior problema do ser humano? Não saber se comunicar. A maioria dos problemas criados na vida, surgem das más comunicações com parceiros afetivos, filhos, colegas de trabalho, sociedade e formam um novelo, onde não encontramos o fio da meada. Nos perguntamos: Onde isso começou? Como vai acabar? Por que o outro não me entende? Tenho boas intenções, por que sou mal interpretada(o)? E a confusão torna-se interminável... um fala, o outro responde, cada um com sua versão, todos se sentem injustiçados. Cada um tem a sua verdade e ninguém percebe, dentro desse emaranhado, que está fora de seu centro. Ficamos mais preocupados em fazer prevalecer a nossa verdade, em provar que estamos certos, em mostrar que sofremos, menos em contribuir com um bom resultado para ambas as partes. Falta DISCERNIMENTO!... a função cerebral equilibrada, o Bom Senso. Com Discernimento, usamos razão e intuição, com harmonia para interagir com o meio externo, sem desconsiderar nossas necessidades e sentimentos.

O ser humano dá muita importância para a palavra, mas, ela só surte efeito se formos bons ouvintes. Falamos a partir do conhecimento que temos e da experiência que vivemos, e cada um de nós tem educação, crenças, padrões, e experiências diferentes, e também verdades, conceitos, definições diferentes em relação à mesma situação. Portanto, concluímos que se não estivermos dispostos a "ouvir com o coração e mente abertos", as palavras não traduzirão a melhor maneira de se comunicar. Os sentimentos e as experiências que vivemos nos permitem SABER.

Só conseguimos uma comunicação verdadeira através de palavras se elas partirem do coração. E como saber de onde elas se originam, se o nosso ego interfere? Simplesmente, precisamos perceber como fica nosso coração, qual o sentimento que surge, com aquilo que falamos, ou que ouvimos. Quando a palavra sai do coração, ela flui com tanta facilidade, que o outro que está ouvindo, mesmo que não esteja entendendo, vai sentir a energia, e, no mínimo, vai parar para pensar e refletir, antes de contestar. Alguns dizem:"mas, eu falo a verdade, e o outro não entende, e isso abala meu relacionamento! Eu pergunto: que verdade? A sua? Será que o outro tem a mesma opinião? Fala a partir do coração, ou da forma como pensa?
Reflita: se a sua escolha é ter bons relacionamentos, dê prioridade para conhecer você mesmo, reconhecer Deus dentro de si, e o resto virá como conseqüência.

APRENDA A RELACIONAR-SE COM VOCÊ MESMO EM 1º LUGAR!
Só podemos dar aquilo que temos. Se analisarmos nossos relacionamentos a partir desta ótica, iremos perceber que falamos com o outro da forma como pensamos, através das crenças que temos e não da experiência que vivemos. Se só podemos dar aquilo que temos, também só devíamos falar sobre aquilo que experimentamos. Enquanto não aprendermos a usar a palavra com equilíbrio, a nossa comunicação mais poderosa é a experiência! Quando experimentamos e praticamos aquilo que falamos, a nossa palavra tem convicção e credibilidade. Se você atrai relacionamentos difíceis, tem sempre as mesmas dificuldades, com pessoas diferentes, em empregos diferentes, não consegue interagir com filhos, não é compreendida pela família, pelos colegas, etc.

Pare, observe e reflita: COMO ESTOU ME COMUNICANDO? A partir daí, ocorrerão grandes mudanças à sua volta, porque elas já começaram a acontecer dentro de você.

VERA GODOY

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"SUGADORES DE ENERGIA"


O termo é aqui tratado sob um foco energético, significando energia sugada por algo ou alguém.

Por sermos um complexo energético, estamos sujeitos a interações com várias dimensões de energias que podem ocasionar assimilação ou perda de energia.

Sugador energético é aquele que suga energias de pessoas, animais, plantas, etc. São muitos os fatores que possibilitam desenvolver este processo: carências afetivas, sexuais, financeiras, intelectuais, etc.

Um sugador energético é definido como uma pessoa que tem a habilidade inata de tirar energia da vida de outros através da telepatia, contato pessoal, etc.

Todos os sugadores são maus? Definitivamente, NÃO. Ele pode absorver energia, às vezes, sem perceber (inconscientemente). Alguns nem mesmo conhecem a própria natureza. Ninguém nasce com "Sou um vampiro energético" estampado no peito.

Alguns comportamentos de um sugador energético:

1- Podem ter mudanças de humor drásticas que dependem do nível de sua energia pessoal e podem ir rapidamente de um estado de excesso de energia, feliz, bem disposta saudável para o extremo depressivo.
2- Podem entrar em estado de flutuação como depressão e baixa de energia.
3- Ele pode sugar energia de tudo e de todos que estejam ao seu redor, até que sua energia pessoal esteja estabilizada.
4- Existem sugadores que drenam o outro até o ponto de esgotamento, para satisfação própria.
5- Drenar energia de uma pessoa fraca e doente causa danos para o sugador, logo ele só suga de quem tem boa energia.
6- Pela preferência pela existência noturna, às vezes, uma reação ou aversão à luz.

Sintomas que uma pessoa pode ter quando está em contato com sugador energético:

1- Poderá se sentir mal ou cansada;
2- Esta fadiga pode acontecer mental, emocional ou fisicamente;
3- Pode se sentir frequentemente drenado como resultado (perdendo energia);
4- Exposição a este tipo de drenagem de energia normalmente causa sofrimento físico.

Como um sugador energético suga energia?

1- Pelo olhar;
2- Contato físico;
3- À distância ( é o caso da maioria dos sugadores);
4- Contato sexual;
5- Alguns têm a habilidade de sugar energia não só de pessoa, como de coisas, animais , plantas, etc.

O tema parece assustador, mas temos que considerar que diante de tudo que foi descrito acima você pode estar desconfiando que tem um sugador em sua vida ou o que é pior, que você pode ser um sugador energético.

Para não causar tanto desconforto ao leitor, tenho que informar que a maioria dos sugadores são instintivos. Eles se aproximam por necessidade inconsciente, de pessoa com boa dose de energia: estas pessoas são alegres, prósperas, animadas, felizes... e por este estado de boa vibração energética poderiam estar protegidos, porém, quando estas pessoas desalinham seus pensamentos e sentimentos, sentem raiva, tristeza, sentem-se vitimizadas, carentes, atraem por sincronicidade vibracional os sugadores de plantão e este se juntam afetivamente às suas vítimas que passam a doar mais energia do que o outro precisa, alimentando assim um vício energético.

Por outro lado, um sugador energético é uma pessoa que precisa de ajuda para que entenda que ela pode ser sua própria geradora de energia, que ela pode ser sua fonte própria e para isto precisa de uma ajuda externa, pois a maioria deles não sabem que são sugadores.

Tanto para o sugador, quanto para a vítima, tem solução. Pois a dependência é energética e a doação também, logo é só mudar o padrão vibracional da vítima que o sugador não vai encontrar sintonia e vai parar com a relação vampiresca e manter uma relação saudável. Por sua vez, o sugador precisa buscar ajuda para se equilibrar, para acender sua luz, para buscar energia na natureza, no sol, no mar, na vegetação, boa alimentação, mas tem que fazer tratamentos energéticos para equilibrar esta dependência.

Não podemos apontar para uma pessoa e aleatoriamente falar que ela seja um sugador, nem devemos nos intitular também só porque algumas características citadas acima são percebidas, mas pode ser feita uma AVALIAÇÃO RADIESTÉSICA para detectarmos possíveis focos de energia de baixa vibração e identificar se a causa foi um sugador ou outras causas e fazer tratamentos energéticos personalizados tanto para equilibrar a energia de um sugador quanto para alinhar o padrão vibracional da vítima para não sofrer mais estas interferências. Uma avaliação radiestésica não vai apontar quem seja o seu possível sugador, mas vai indicar, dentre outras interferências, se você tem uma origem de perda de energia fundamentada num sugador energético.

Tanto um quanto o outro precisam de ajuda para viverem bem e em comunhão.

UM SUGADOR ENERGÉTICO SÓ QUER SER AMADO, PORÉM, DESCONHECE O CAMINHO EQUILIBRADO PARA ISTO.
por Eliana Kruschewsky

"O Amor Verdadeiro"


Fala-se hoje em dia, de forma um tanto crítica, naquilo que chamam de "amor romântico", como se fosse um tipo menor de amor, mesclado de infantilidades, de falta de bom senso, de fuga da realidade. Estive pensando muito sobre isto, pois me considero uma pessoa romântica, uma daquelas remanescentes, talvez, de uma época que já passou, dos chamados "anos dourados". O que ficou claro pra mim é que eu não reconheço amor sem muito carinho, muita ternura, confidências ao pé do ouvido, cumplicidade, respeito, troca de olhares sinceros da alma, simbolismos, beleza, delicadeza, muita amizade e tudo isto dentro de uma confidencialidade onde só os dois cabem! Enfim, acho que o amor verdadeiro nos conecta com a criança que nos habita e que nos tempos atuais da racionalidade, da busca desarvorada de um supérfluo que nos custa caro demais, está esquecida, chorando e pedindo pra ser ouvida, pelo menos quando estamos mais distanciados de todo este barulho e deste movimento excessivo, que nem cabe no tempo.

Amor que ama faz surpresas, sonha com letras de músicas, reconhece perfumes, busca se expressar em pequenos presentes, em toques cheios de carinho e de muita sensualidade também, nascidos de um desejo profundo que se extravasa, por não caber todo no coração...

Que pena que hoje se está perdendo o costume de fazer serenatas embaixo da janela da pessoa amada! Como é maravilhoso acordar com uma música apaixonada e terna sendo cantada por uma voz que reconhecemos, cheia de ternura e doçura, de ardor e desejo!
É tão bom sentir no olhar do outro a verdade de um sentimento que nada pede além da necessidade de ser revelado. É tão delicioso tocar alguém fora do momento de fazer amor, apenas pra lhe lembrar do quanto é amado.

Receber flores em momentos imprevistos, ser surpreendida por um telefonema no meio da noite, que nos acorda apenas para enviar um beijo e desejar uma noite de bons sonhos!
Dar presentes sem tanto valor material, mas cheios de pequenos detalhes que relembram momentos gostosos vividos e que assim se perpetuam...

Tudo isto parece que nos faz andar sobre uma passarela de flores, de magia e isto é o verdadeiro amor, que é romântico, sim, mas que não poderia ser vivido de forma diferente.
Aquele sentimento puro e ardoroso, que nos preenche, que nos ilumina inteiros, que nos faz príncipes e princesas de um verdadeiro conto de fadas, que precisamos saber cultivar com os pequenos detalhes românticos, no dia-a-dia.

Como amar se não for deste jeito? Será o amor um sentimento capaz de sobreviver sem todo este doce mistério, sem esta doação de essências, sem este alimento que vem do fundo de nosso espírito e que se estabelece, simplesmente, sem teorizações, sem explicações, sem porquês, sem nada...

O AMOR VERDADEIRO É! E se expressa usando de todos os recursos de beleza e criatividade, de pureza e doçura, de poesia, de romantismo.

Estou escrevendo e percebo muito azul em torno de mim, uma vibração potente e ao mesmo tempo frágil, que pede para se manifestar em nossas vidas, pra levar, de vez, pra longe, o que houver de violência, de tristeza e de dor.

Viva o amor que pede passagem na vida de cada um, com muito romantismo, muito olho no olho, muitas carícias e muita cumplicidade. Pra que isto aconteça assim, precisamos nos dar um tempo... Abrir um espaço em nossas vidas, acreditar no incomensurável, no sentimento, naquilo que o coração expressa com força, apesar de todo o desequilíbrio e violência de tantos à nossa volta. Precisamos soltar os nossos corações, tantas vezes aprisionados pelo medo.
por Maria Cristina

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Ame e seja amado"


Para você, como seria uma história de amor perfeita? O que você espera de seu parceiro? O que falta na sua relação para você ser mais feliz? Antes de responder apressadamente a estas questões, convidamos você a partir de agora a refletir com calma sobre tudo isso, sobre sua vida, suas escolhas, suas crenças.
A comunicação é um dos pilares para um bom relacionamento afetivo. A comunicação se estabelece quando o outro consegue compreender o que transmitimos.
Utilizamos diversos canais para nos comunicarmos, além da linguagem verbal.
Nossa fisiologia também fala por nós, ou seja, nosso corpo, nossa postura, nossos gestos, um olhar, um toque, etc, são muitas as formas de comunicação.
Por isso, passe a prestar atenção nos pequenos detalhes, nos sinais da pessoa que está do seu lado. Como ela se veste, como se porta quando você o toca, qual a reação dela quando você surge com um buquê de flores... Afinal, vale a pena sabermos como o outro funciona para assim conquistarmos mais harmonia na relação.

Não é à toa, portanto, que a comunicação, de forma geral -seja através de gestos ou palavras- vai determinar o sucesso ou o fracasso de um relacionamento. Neste sentido, a atenção torna-se também outro poderoso instrumento no relacionamento. As pessoas nos dão dicas o tempo todo de como elas funcionam. Basta estarmos atentos...

Se nós não percebemos estas dicas, talvez seja porque a nossa atenção esteja concentrada mais na nossa própria performance do que no nosso parceiro.
Converse com a pessoa que você gosta, descubra o que a faz sentir-se totalmente amada e querida...
Uma forma de fazer esta descoberta é mudar seu ponto de vista, colocar-se na posição perceptiva do outro. Isto pode ser difícil no começo, mas facilita muito a relação. Quando conseguimos nos colocar realmente na pele do outro, muitas de nossas percepções a respeito dele provavelmente vão mudar.
Cada pessoa focaliza aquilo que ela valoriza. O que determina o nosso foco é a nossa própria história de vida, as nossas crenças, os nossos valores. Quando consigo enxergar o mundo com os olhos do outro, ouvir com os ouvidos do outro e sentir como ele se sentiria, aí sim terei como avaliar o seu comportamento. Do contrário, estarei simplesmente julgando o meu parceiro com base nas minhas próprias prioridades, que não necessariamente, são as dele.

Quando nos relacionamos somente com pessoas que pensam como nós, por um lado é bem confortável, pois não precisaremos lidar com a frustração, com a crítica. Mas por outro lado, estamos perdendo a oportunidade de conhecermos algo totalmente novo, diferente daquilo que nós já conhecemos, ou pelo menos achamos que conhecemos, que são nossos próprios comportamentos...
Interessante é que muitas pessoas se sentem atraídas por outras que parecem totalmente diferentes, não conseguem explicar isto, às vezes gera-se até uma certa angústia. Esta atração pode estar sendo movida por anseios inconscientes, mas nos dá uma grande dica sobre o caminho que estamos querendo percorrer...aí entra o lado aventureiro do ser humano...
O relacionamento afetivo é o feedback mais procurado nos dias de hoje...

As pessoas parecem felizes quando têm um companheiro que atendam os seus anseios, suas carências, suas necessidades... Mas quando olham para si mesmas, estão vazias destas mesmas qualidades e por isso mesmo, não conseguem atender os anseios do outro, nem os seus próprios anseios. Para que isso não vire um círculo vicioso, auto-estima é a palavra-chave.
Para amar e ser amado é preciso antes amar a si mesmo. Por isso ter auto-estima é imprescindível no amor. Auto-estima é tudo o que eu penso e sinto sobre mim mesmo. É conhecer a minha auto-imagem, minhas crenças, meus valores e mesmo meus defeitos.
Uma baixa auto-estima nos leva a comparações, competições, tendência ao perfeccionismo, sentimento de inferioridade, dependência emocional e sensibilidade às críticas. E sejamos francos, ninguém gosta de estar do lado de alguém que sempre se coloca no papel de vítima e de pessoas que vivem na defensiva.
Por outro lado, com uma auto-estima elevada, você consegue se sentir amado e amar com intensidade, já que se aceita como é, com suas competências e incapacidades. E é ótimo poder contar com alguém que além de não precisar da opinião dos outros para seguir em frente, encara a vida com motivação e energia.
Tudo bem, nem sempre é fácil ter uma auto-estima inabalável, mas só o fato de você estar lendo este artigo demonstra que você está disposto a encarar essa jornada rumo à compreensão de si mesmo e com vontade de elevar sua auto-estima. O processo para isso muitas vezes é natural, outras, requer um empenho maior. Independente de como seja o caminho até lá, valorize cada esforço que fizer, seja amoroso e compreensivo consigo mesmo.
Acredite em você e seja feliz!

Este texto é parte integrante do CD que acompanha a revista PNL Aplicada: Guia do Equilibrio Emocional
Autoria: Mirtes Esteves Carneiro

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pensei ter encontrado um príncipe...


por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br



Há um tempo para estar à frente, um tempo para estar atrás; um tempo para estar em movimento, um tempo para estar em repouso; um tempo para sermos fortes, um tempo para estarmos exaustos; um tempo para estar em segurança, um tempo para estar em perigo.
O Mestre vê as coisas como são, sem tentar controlá-las. Ele deixa que elas sigam o próprio caminho, e reside no centro do círculo". (BUDA)

O Universo é sábio e estamos aqui para aprender a superar obstáculos, e, por isso, ele coloca em nosso caminho pessoas, que com suas características, irão nos servir de espelhos, onde poderemos olhar e reconhecer em nós as mudanças que precisam ser feitas e, assim, sairmos do sofrimento.

Em uma das Vivências que faço sobre relacionamentos, uma das participantes falou:

"Fico pensando o que mudou tanto na minha vida para que eu me sinta tão vazia, sem motivação, sem estímulo, sem graça e triste. Sinto um peso muito difícil de largar. O dinamismo que eu tinha sumiu, e estou apática: Já me questionei: larguei um parceiro que me fazia sofrer, e, hoje, em outra companhia, achei que estaria diferente, mas não, estou pior! Antes, mesmo com todas as dificuldades, eu era alegre, espontânea, brincalhona, irreverente, e, hoje, me sinto velha, sem vida!"

O problema não está na parceria que estabelecemos e, sim, em nós. Somos os únicos responsáveis pelas experiências que passamos. Como transformar os padrões de comportamento que acarretam sofrimento interior?

Dizemos que as situações são repetitivas, mas, na verdade, são acontecimentos diferentes, proporcionando situações que nos colocam frente a frente com o mesmo ensinamento, ou seja, como não aprendemos na 1ª vez, a vida dá outra chance, como se nos dissesse: "meu filho, não conseguiu entender daquele jeito, mas não tem problema, vamos experimentar de outro".

Podemos questionar: o que aconteceu na primeira vez com ela? Conseguia ser alegre apesar de sofrer com a falta de companheirismo, a ausência de diálogo, onde não se sentia reconhecida, respeitada, pois, esta era a sua queixa.

Com o segundo parceiro, apesar de ser uma pessoa que lhe dava tudo que faltava no outro, passou a se incomodar com as críticas, acusações e julgamentos, além da cobrança, que lhe sufocava e castrava toda sua espontaneidade e alegria, não lhe permitindo ser verdadeira, autêntica.

Duas pessoas diferentes, com atitudes diferentes também, lhe ensinaram o quê? Perguntei.

Na verdade, ela não se reconhecia e nem respeitava suas necessidades, e a vida, primeiro lhe deu um parceiro indiferente, alienado, desrespeitoso; o segundo lhe apontava um dedo acusador até a exaustão, para que, perdendo sua identidade, acordasse para a necessidade de voltar-se para dentro, e, sentindo falta das características que eram seu diferencial, gritasse para seu espírito: Volte! Eu sou Você!

E, o mais interessante: os dois viviam como se fossem sozinhos, não tivessem parceira, ensinando-lhe a ficar com ela mesma. Sem outra opção, passou a gostar muito de sua própria companhia, a não "precisar"do outro!

Somos instrumentos uns dos outros aqui neste plano e seria até mais lógico agradecer essas ferramentas que, apesar de machucar, nos consertam e aprumam. O trabalho da descoberta de si mesmo, do alinhamento da nossa personalidade, é individual e precisa de força de vontade e consciência para que não acumulemos mágoas e ressentimentos ao sermos confrontados, pois, não conseguiremos evoluir mesmo reconhecendo nossa responsabilidade, se deixarmos que esses baixos sentimentos e pensamentos encontrem guarida em nossos corações.

Se fixarmos a atenção na injustiça que recebemos, estaremos projetando carência na nossa vida. Se reconhecermos que esses acontecimentos são fruto do nosso sentimento de desmerecimento, teremos que encarar o quanto nos sentimos indignos de amor e endurecemos o coração com medo que as histórias se repitam, e, a partir dessa informação, tomarmos a atitude de fazer outra escolha.

Podemos escolher continuar experimentando outras maneiras de aprender, ou mudar essa situação, mas, só reconhecendo o que precisa ser compreendido que podemos transformar.

Honestidade emocional é fundamental para o crescimento espiritual!

Teremos capacidade de amar a nós mesmos se despertarmos para nossas verdades internas, sem tentar converter as pessoas, e, sim, amá-las e aceitá-las como são, sem a ilusão do conto de fadas, do príncipe. Criando regras, o amor é reprimido e negado, e ninguém é feliz. A realidade é uma só: valorizando e respeitando nosso ser interior, não fará diferença como o outro se apresenta para nós pois estaremos nos amando, e o amor sempre será nosso maior professor.

VERA GODOY
Ouça na Rádio Universo www.radiouniverso.com.br o progama "CAMINHOS DO CORAÇÃO - A ALQUIMIA DOS RELACIONAMENTOS NA NOVA ERA" - toda terça feira as 12:00h

Confiar sem se machucar?


Quase sempre criamos expectativas em nossas relações pessoais, afetivas, familiares. Confiamos, acreditamos, gostamos e muitas vezes nos decepcionamos e nos machucamos. Criamos ilusões diante de quem conhecemos e quando estes têm comportamentos inesperados, o chão de nossa segurança desaparece e nos sentimos ameaçados. Quando isso acontece, muitas vezes custamos a acreditar nos fatos, apesar deles serem reais e estarem à nossa frente. Como defesa para não sentirmos a dor, negamos, fugimos, mas logo a mágoa volta para nos lembrar que fomos enganados, traídos.

Muitas vezes, dependendo do grau do envolvimento, acabamos por confundir a realidade com nossas necessidades e vemos o outro como desejamos que fosse e não como ele se apresenta. Ou seja, com muita facilidade confundimos ideal com real. Claro que outras vezes, o outro faz de tudo para acreditarmos que ele seja como anjo, mas com o tempo percebemos que estava muito distante disso.

Os principais responsáveis por nossas desilusões somos nós mesmos, pois idealizamos a outra pessoa e, ainda que inconscientemente, projetamos nela a responsabilidade de satisfazer nossas necessidades. Assim, perdemos a capacidade de discernir a realidade da necessidade e a própria responsabilidade de suprirmos nossas carências.

Se reparar melhor e voltar um pouco ao passado, talvez perceba que foi enganado, na verdade, por ignorar sua intuição, sua voz interior, que quase sempre diz: "não vai dar certo, não confie, não vá adiante". Ignoramos nossos valores como se não fosse correto confiar em nossa própria voz. E aí nos enganamos e nos machucamos.

Isso quer dizer que não devemos acreditar nas pessoas? Devemos acreditar acima de tudo em nós mesmos, e muitas pessoas confiam mais em outras pessoas do que em si próprias e esse não é o melhor caminho. O que devemos evitar é colocar todo nosso referencial de vida e valores no outro, deixar de viver a própria vida e viver a vida do outro. Não podemos perder nosso referencial interno, pois ao mantermos nossas referências, ficará mais difícil alguém nos decepcionar a ponto de nos perdermos de nós mesmos.

Algumas pessoas sofrem demais, porque na verdade, esperam demais, ou ao menos, esperam que o outro tenha respeito e valores semelhantes aos seus, o que nem sempre acontece.
Confiar em alguém nos dias de hoje é algo muito delicado. Se você se considera uma vítima constante de pessoas assim, não será hora de parar um pouco e repensar sobre seus próprios valores e a forma de conduzir a própria vida? Ou ainda, não confiar tanto assim? Você pode sofrer por ter sido enganado, mas sofrerá muito mais por ter se deixado enganar. De nada adiantará ficar revoltado, brigar com o mundo, achar que não se deve mais acreditar no ser humano. Mas talvez seja importante para você acreditar acima de tudo em você mesmo.

Lembre-se que quem engana ao outro, na verdade, está enganando e fugindo de si próprio. Ou seja, quem "brinca" com os sentimentos de alguém, quem machuca o outro, está desrespeitando antes de tudo a si mesmo, escondendo-se atrás de máscaras por não conseguir suportar seus intensos conflitos internos. Parece que pessoas assim se esquecem que com o tempo as conseqüências podem se inverter, tendo efeito bumerangue: vai e volta. Estão tão atentas como lesar ou prejudicar o outro que nem conseguem perceber o mal que estão causando a si mesmas e nem se dão chance de descobrirem que podem ser muito felizes sem ser preciso machucar alguém.
Em qualquer relacionamento, e independente do tempo que se mantenha, podemos ouvir o que nos dizem, entender o que pensam, ou melhor, dizem pensar, mas dificilmente saberemos o que realmente sentem. Se até nossos próprios sentimentos nos fogem ao controle, imagine o que o outro sente. Amizade, cumplicidade, ética, responsabilidade, comprometimento, respeito, são valores hoje muito difíceis de serem encontrados.

Talvez por isso, seja tão importante valorizarmos aqueles que nos são caros, que mostram coerência entre o que sentem, fazem e falam. E mais importante ainda, é valorizarmos nossa intuição, que muitas vezes nos diz para não seguirmos adiante, mas ignoramos e seguimos em frente e depois nos decepcionamos, não só com o outro, mas também com nós mesmos. Por isso, observe mais, fale menos e tenha a certeza que para alguém ser especial para você e participar da sua vida, deve respeitar ao outro como a si mesmo o que, infelizmente, poucos conseguem.
Por tudo isso, confie acima de tudo em você! E no máximo em uma folha de papel em branco, se quiser desabafar. E lembre-se do escreveu Jean Paul Sartre: "Não importa o que fizeram com nós, o que importa é aquilo que fazemos com o que fizeram de nós".
Rosemeire Zago

domingo, 8 de novembro de 2009

"Amor de verdade‏"


Martin era um sapateiro em uma vila pequena. Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.

Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.

Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.

Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se ele viesse a sua casa.

De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia: "Martin! Olha para a rua amanhã, pois eu virei."

Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau.

Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua.

Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.

Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte.

Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa. Enquanto comia ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.

Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.

Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar.

Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus.

O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.

O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa.

Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou: "Martin, você não me conhece?"

"Quem é?", perguntou o sapateiro.

"Sou eu" disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.

"Sou eu" tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.

A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava aberto.

"Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes."

No fim da página, ele leu: "quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes."

E Martin compreendeu que o cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o recebera bem.

Você sabia?

Que o nome do fariseu que deu o banquete para Jesus era Simão?

E que foi nesse banquete que Maria de Magdala regou com suas lágrimas os pés de Jesus?



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Presença Espírita nov/dez de 1996, pág. 28, Amor é isso.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
-Ruim' - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água'.Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não disse o jovem.
Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

"Entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas crer que Ele está no comando e tem um plano pra nossa vida faz a caminhada valer a pena".

"ABRAÇANDO A IMPERFEIÇÃO"


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de
fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro
especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de
um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e
torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter
esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu
pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar
como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele
lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando
por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" Baby, eu adoro torrada queimada."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu
pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada
queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

"Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e
estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal
a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são
perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas
alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma
das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e
duradouros.

Essa é a minha oração para você, hoje. Que possa aprender a levar o
bem, o mal, as partes feias de sua vida colocando-as aos pés do
Espírito. Porque afinal, Ele é o único que poderá lhe dar um
relacionamento no qual uma torrada queimada não seja um evento
destruidor."

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de
relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, e com amigos.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no
seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele; você
apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse.

Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as acolheu e valorizou.


(Livre tradução de um texto em inglês, sem designação de autoria)

"Saúde integral"


Você já pensou que o maior número de nós nasce com um corpo perfeito e saudável?

Você já pensou na perfeição que é o corpo humano?

Você já se deu conta que o corpo é o instrumento que o Espírito usa para tornar possível grande parte das realizações de nossa vida?

E, no entanto, vemos incontável número de pessoas, que, muito antes de atingir a terceira idade, tornam-se presas a grande número de doenças.

Não raras vezes tais doenças atrapalham o desempenho profissional, afetam a vida familiar e consomem horas em consultórios, laboratórios e hospitais.

É certo que, muitas vezes, a doença nos ensina várias lições, pois através da dor valorizamos a vida, repensamos nossas atitudes. Porém, poucas são as pessoas que aproveitam essa oportunidade.

E se valorizássemos mais a saúde? Será que não estaríamos cuidando desse maravilhoso instrumento que é nosso corpo?

Desde a Grécia Antiga, Hipócrates introduziu a idéia de que o corpo e a mente atuam em conjunto, e que o corpo sofre influência da mente.

Essa visão vem crescendo entre várias correntes da medicina.

Hoje, todos sabemos que muitas doenças são causadas por hábitos de vida errados como alimentação desregrada, sedentarismo e vícios. Mas, será só isso?

Se a relação entre a mente e o corpo é tão intensa, será lógico aceitar que muitas doenças podem ter origem em sentimentos negativos, que irradiam energias nocivas, atingindo-nos diretamente.

Mágoa, raiva, inveja, cobiça são alguns dos sentimentos negativos muito comuns, e que desequilibram nossa energia, afetando cada célula do nosso corpo e provocando doenças em vários órgãos.

Quem já não sentiu dor de estômago ou dor de cabeça após uma discussão, quando a raiva ou a mágoa eram os sentimentos que nos dominavam?

Imagine, então, ao longo dos anos, o que tais sentimentos podem ocasionar, se repetidos.

O Espírito Joanna de Ângelis nos ensina que a visualização mental otimista gera energias que combatem e até anulam uma enfermidade, pois, nesse estado mental, produzimos substâncias químicas naturais que combatem a doença.

Ela nos fala que, se visualizarmos o órgão doente e o bombardearmos com pensamentos voltados à cura, podemos até mesmo eliminar doenças graves.

Reconhecemos que, no geral, nos falta ainda equilíbrio, autocontrole, e mesmo fé para tal. Então, buscamos apenas o tratamento medicamentoso.

Mas, e se começarmos de maneira mais simples? Se ainda não conseguimos grandes curas através da mente, por que não tentar as pequenas?

Que tal se tentássemos, a partir de hoje, reconhecer em nós quais são as atitudes e sentimentos negativos, todas as vezes que percebêssemos os primeiros sintomas de uma enfermidade qualquer?

E se, ao lado do tratamento médico, buscássemos sempre uma mudança nessa atitude, ou naquele sentimento que reconhecemos estar sendo prejudicial?

Por certo o medicamento fará melhor efeito, com maior rapidez.

Não é uma tarefa impossível, mas exige vontade e disciplina, necessários para o verdadeiro autoconhecimento, a fim de manter saudável esse instrumento precioso, que é nosso corpo.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 15 do livro Momentos enriquecedores, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.

2 historias, 2 destinos...


Julgamos a nós mesmos pelo que nós somos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam
pelo que já fizemos...

1ª História

Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado.
O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao
atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse
oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade.
O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um
dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.
Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o
atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer.
O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para
o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter
sido salvo, se tivesse recebido atendimento.

2ª História

Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num
trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente.
Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma
tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista.
Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema
sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa.
Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho.
Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe.
Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele Senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS...
- Esteja sempre alerta para ajudar o próximo, independentemente de sua aparência ou condição financeira;
- Procure ver as pessoas além das aparências;
- Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa
a agir de determinada forma.

FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM...

'Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para
mudar as que posso e sabedoria para distinguir entre elas...'

Oração da saudosa Madre Tereza de Calcutá


Qual é...
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O maior obstáculo? Medo
O maior erro? Abandonar-se
A raiz de todos os males? Egoísmo
A distração mais bela? Trabalho
A pior derrota? Desalento
Os maiores professores? Crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
De mais feliz a se fazer? Ser útil aos demais
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O pior sentimento? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? Orar
O caminho mais rápido? O correto
A sensação mais grata? A paz interior
A expressão mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do universo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor
Amados vamos deixar o Espírito Santo fazer brotar em nosso coração o bem!!!
Mesmo que as dificuldades apareçam.. Deus está conosco.
Por isso mosqueteiros Confiemos em Jesus que é vida eterna!!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Compreensão e Amor".


A compreensão e o amor não são dois sentimentos, mas um só.
Imagine que seu filho acorda num dia de manhã e vê que já é bem tarde.
Ele resolve acordar a irmãzinha para que ela tenha tempo de tomar o café da manhã antes de ir para a escola.
Acontece que ela está de mau humor e, em vez de lhe agradecer pelo fato de tê-la acordado, ela lhe diz para calar a boca, deixá-la em paz e lhe dá um pontapé.
É provável que seu filho se zangue, pensando, "Fui gentil ao acordá-la. Por que ela me chutou?"
Ele pode sentir vontade de ir até a cozinha para lhe contar tudo, ou até mesmo pode revidar.
No entanto, quando ele se lembrar que durante a noite a irmã tossiu muito, perceberá que ela deve estar doente.
Talves ela tenha se comportado de forma tão intratável por estar resfriada.
Nesse momento, ele compreende, e sua raiva desaparece.
Quando compreendemos, não podemos deixar de amar. A raiva não nos atinge.
Para desenvolver a compreensão, é necessário que pratiquemos a atitude de ver todos os seres humanos com os olhos da compaixão.
Quando compreendemos, amamos.
E quando amamos, agimos naturalmente de forma que amenize o sofrimento das pessoas.

"A matemática da vida"


Quando somos estudantes, nem sempre conseguimos atinar com o objetivo de estudar determinadas matérias. É comum se ouvir de garotos e garotas comentários a respeito desta ou daquela matéria, da qual não conseguem vislumbrar necessidade para suas vidas.

Contudo, todo aprendizado pode ser aplicável em nossas vidas. Vejamos, por exemplo, a matemática. Além de nos fornecer facilidade no trato com os cálculos, sem os quais ficaria comprometido o nosso conforto, pois não se poderia construir as maravilhas da engenharia moderna, nem estabelecer relações comerciais com os indivíduos e as nações, verificamos que ela se encontra presente em nossa intimidade.

É graças à matemática que podemos contar as batidas da bomba cardíaca e os movimentos respiratórios para avaliação do estado de saúde ou enfermidade dos indivíduos.

E, na nossa vida moral, podemos utilizar muito das operações aritméticas mais simples.

Assim, podemos subtrair um pouco do conforto de algumas horas e aplica-las em benefício do próximo. Agindo assim, somamos méritos para nós mesmos.

Se subtraímos o orgulho do nosso coração, somaremos humildade à nossa personalidade e a soma final será grandiosa.

Subtraindo erros das nossas vidas, somaremos mais anos de paz à nossa existência.

Subtraindo a maldade da nossa mente, somaremos amor e bondade à nossa fé, conquistando maior saldo de alegrias.

Subtraindo o desespero das nossas tarefas, encontraremos a esperança que, somada à renúncia, nos ofertará dias de muita ventura.

Subtraindo o ódio dos nossos passos e somando dedicação ao serviço do bem, teremos um resultado equilibrado.

Subtraindo a inquietação das nossas noites, receberemos uma soma de repouso benéfico.

Diminuindo a ironia dos nossos lábios, somaremos piedade às nossas palavras, resultando em compreensão ao nosso semelhante.

Subtraindo a inveja dos nossos olhos, somaremos caridade às vidas alheias, habilitando-nos para a claridade da vida maior.

Diminuindo o mal das nossas horas e multiplicando os minutos em ações abençoadas, nosso saldo será de dias povoados de oportunidades de auxílio.

Enfim, subtraindo os maus instintos, que nos infelicitam os dias, colocando em seu lugar a soma dos nossos esforços na ternura, descobriremos um saldo extra de conquistas valiosas na operação final da existência.

E quem não deseja um saldo extra?

***

Quanto mais lutas redentoras, menos dores nos alcançarão na vida.

Quanto mais disposição para a renovação, menos inquietudes em nossas noites.

Quanto mais esforço pessoal, menos desespero em nosso trabalho diário.

Quanto mais amor em nossos dias, menos tortura a nos afligir os corações.

Multiplicar coisas positivas e subtrair as negativas determinará exatamente o padrão das nossas vidas, concedendo-nos harmonia e nos habilitando para o grande vôo rumo ás estrelas, ao infinito e à perfeição.



Redação do Momento Espírita, baseado no livro Ementário Espírita, de Divaldo Pereira Franco, cap. Na subtração e na soma.

"ONDE DEUS OCULTOU A FELICIDADE".


Uma das coisas que mais o homem busca é a felicidade. E o que mais se ouve as criaturas afirmarem é que são infelizes.

Esse é infeliz porque não tem dinheiro. Outro, porque lhe falta saúde, outro ainda, porque o amor partiu. Ou nem chegou.

Um reclama da solidão. Outro, da família numerosa que o atormenta com mil problemas.

Um terceiro aponta o excesso de trabalho. Aquele outro, reclama da falta dele.

Alguém ama a chuva, o vento e o frio. Outro lamenta a estação invernosa que não lhe permite o gozo da praia, dos gelados e do calor do sol.

Em todo esse panorama, o homem continua em busca da felicidade. Afinal, onde será que Deus ocultou a felicidade?

Soberanamente sábio, Deus não colocou a felicidade no gozo dos prazeres carnais. Isso porque uma criatura precisa de outra criatura para atingir a sua plenitude.

Assim, quem vivesse só pelos roteiros da terra, não poderia encontrar a felicidade.

Amoroso e bom, o Pai também não colocou a felicidade na beleza do corpo. Porque ela é efêmera. Os anos passam, as estações se sucedem e a beleza física toma outra feição.

A pele aveludada, sem rugas, sem manchas, não resiste ao tempo. E os conceitos de beleza se modificam no suceder das gerações. O que ontem era exaltado, hoje não merece aplausos.

Também não a colocou na conquista dos louros humanos, porque tudo isso é igualmente transitório.

Os troféus hoje conquistados, amanhã passarão a outras mãos, mostrando a instabilidade dos julgamentos e dos conceitos humanos.

Igualmente, Deus não colocou a felicidade na saúde do corpo, que hoje se apresenta e amanhã se ausenta.

Enfim, Deus, perfeito em todas as suas qualidades, não colocou a felicidade em nada que dependesse de outra pessoa, de alguma coisa externa, de um tempo ou de um lugar.

Estabeleceu, sim, que a felicidade depende exclusivamente de cada criatura. Brota da sua intimidade. Depende de seu interior.

Como ensinou o extraordinário Mestre Galileu: “o reino dos céus está dentro de vós.”

Por isso, se faz viável a felicidade na terra. Goza-a o ser que não coloca condicionantes externas para a sua conquista.

É feliz porque ama alguém, mesmo que esse alguém não o ame. É feliz porque pode auxiliar a outrem, mesmo que não seja reconhecido.

É feliz porque tem consciência de sua condição de filho de Deus, imortal, herdeiro do universo.

Não se atém a picuinhas, porque tem os olhos fixos nas estrelas, nos planetas que brilham no infinito.

Se tem família, é feliz porque tem pessoas para amar, guardar, amparar.

Se não a tem, ama a quem se apresente carente e desamparado.

Se tem saúde, utiliza os seus dias para construir o bem. Se a doença se apresenta, agradece a oportunidade do aprendizado.

Nada de fora o perturba. Se as pessoas não o entendem, prossegue na sua lida, consciente de que cada qual tem direito a suas próprias idéias.

Se tem um teto, é feliz por poder abrigar a outro irmão, receber amigos. Se não o tem, vive com a dignidade de quem está consciente de que nada, em verdade, nos pertence.

Enfim, o homem feliz é aquele que sabe viver plenamente cada momento de sua vida e que a verdadeira felicidade reside na conquista dos tesouros imperecíveis da alma.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

" A ARTE DE NÃO ADOECER"


Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. está acumulando toneladas de peso ... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.


Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.
Dr. Dráuzio Varella

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Em vez de POR QUÊ?, experimente perguntar PRA QUÊ?


Em princípio, as duas perguntas parecem muito semelhantes. Porém, se observadas com sensibilidade e sutileza, encontramos entre elas uma diferença essencial: a intenção com que as fazemos!

Perguntamos "por quê?" quando estamos vivendo uma fase de conflitos, perdas e frustrações principalmente pelo fato de nos considerarmos injustiçados. Queremos compreender por que a vida ou até mesmo Deus (quanta petulância!) nos colocou numa situação tão dolorosa...

Julgamos, em geral, que existem pessoas bem mais "malvadas" que nós (ou alguém que amamos muito) e, portanto, elas sim mereciam tal "castigo". Não nós, que tantas boas ações temos praticado! Não nós, que tanto temos pedido por ajuda e proteção...

E, assim, perdemos a preciosidade contida na dor! Perdemos a oportunidade valiosa de expandir nossa capacidade de viver bem e feliz. Jogamos pela janela a chance sagrada de evoluir e aprender mais uma lição nesta dimensão, que é a mais verdadeira e eficiente universidade que podemos cursar.

Para mudar essa dinâmica, bastaria mudar a pergunta. Ou melhor, bastaria mudar a intenção ao fazê-la. Em vez de insistir na lamentação e se estagnar no papel de vítima, poderíamos aceitar o convite para um novo aprendizado.

Em vez de resistir e repetir indefinidamente "por que comigo?", "por que justo agora?", "por que com essa pessoa, que é tão boa?", "por que de novo?", experimente perguntar "pra quê?". Ou seja, qual é a lição contida nesta perda, nesta dor, nesta frustração?

Definitivamente, a vida é um imenso quebra-cabeça, com mais de 6,5 bilhões de peças. Somos, cada um de nós, uma dessas peças. Será mesmo possível compreendermos por que algo acontece aqui e agora, justamente com essa e não com aquela pessoa?

Será mesmo possível nos darmos o direito e a competência de julgar um evento isolado, sendo que não temos a visão do todo? Sendo que estamos muito longe de conseguir avaliar o quanto esse acontecimento vai interferir no cenário final desta imensa figura desenhada pela espécie humana?

A mim, parece prepotência demais! Então, prefiro me ater ao que posso e ao que me parece que a grande maioria de nós pode: cuidar de si e daquilo que interfere à sua volta. E se considerarmos que a atitude de uma única pessoa pode influenciar outras cinco ao seu redor, talvez comecemos a compreender qual é a matemática, ou melhor, qual é a resposta que vale a pena buscar!

Pra que ter um pouquinho mais de paciência com esse momento difícil? Pra que dar um pouco mais de si na harmonização de um conflito? Pra que ser um pouco mais colaborativo num momento de reajustes e mudanças? Pra que ter um pouco mais de fé numa situação de perdas? Pra que, enfim, ser um pouquinho - só um pouquinho que seja - mais gentil que antes?

E daí, sim, poderemos descobrir, de fato e na prática, que cada dia é uma página de exercícios no grande livro que é a história de cada um... E esta é a sua parte: fazer uma página. Apenas uma. A de hoje, a de agora, pra que fique bem claro que existe uma única resposta a todos os "porquês": porque tudo é exatamente como tem de ser! Tá tudo certo quando fazemos a nossa parte da melhor forma que podemos!

ROSANA BRAGA
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante
e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro"
e "Amor - sem regras para viver", entre outros.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Desafios da vida"


A dinâmica da vida é feita de desafios.

Constantemente as capacidades de todos os seres vivos que habitam este mundo, são desafiadas.

Algumas plantas só conseguem nascer porque as sementes aceitam o desafio de viajar pelo ar, superar os obstáculos e germinar em solo fértil.

Outras criam dispositivos para lançar as sementes à distância, com a força de uma pequena, mas decisiva explosão.

Os mecanismos que possibilitam a vida das plantas são os mais variados e intrigantes, basta observar.

Os animais também são desafiados a superar os próprios limites a todo instante.

Peixes que vivem em rios, buscam alternativas fora da água para garantir o alimento.

Existem alguns que disparam jatos d`água com a boca, alvejando insetos que estão na folhagem, à beira do rio.

Aves vão em busca de alimento nas águas, como o morcego-pescador, a águia, e outros pássaros.

Cobras que desafiam sua condição de rastejar pelo chão e serpenteiam no ar, voando de uma árvore à outra.

Quem já não ouviu falar de esquilos, rãs, lagartos e outros bichos voadores?

Insetos que criam mecanismos de disfarce perfeito, garantindo a própria sobrevivência e a de sua espécie.

São os desafios da vida...

Nenhum ser vivo permanece passivo na natureza. Todos precisam vencer obstáculos, superar os limites, crescer sempre.

Com o ser humano não é diferente. Não há como evoluir sem vencer os obstáculos e superar os desafios naturais da vida.

E assim sendo, como acontece com animais e plantas, o homem também precisa fazer os esforços necessários para superar limites e desenvolver novas faculdades.

Não há como terceirizar a tarefa de adquirir conhecimento e conquistar novas possibilidades de progresso.

Na lei de progresso não está previsto um intermediário, para nos substituir na aquisição das qualidades intelecto-morais.

Esse é um trabalho individual e intransferível...

Ao observar a história da humanidade podemos constatar que o homem fez grandes e importantes progressos, desde que iniciou sua trajetória nas cavernas.

Progrediu tanto fisicamente como na aquisição de valores intelectuais e morais.

Isso porque o espírito é imortal e seus conhecimentos e conquistas são cumulativos e jamais se perdem, nem mesmo quando ele sai do corpo, pela morte.

Esse artífice do progresso, que é o ser imortal, o espírito que viaja através de vários corpos, vai se aperfeiçoando e adquirindo novas possibilidades.

O corpo físico é seu instrumento de trabalho. O espírito se utiliza dele para desenvolver suas faculdades.

O progresso é uma lei divina, e a reencarnação também.

Assim, a cada nova existência o Espírito se aperfeiçoa e aperfeiçoa também seu instrumento de trabalho, que é o corpo físico.

O objetivo dessas lições é a conquista da felicidade, da perfeição.

Não haveria mérito nenhum se o espírito fosse criado perfeito.

Mas construindo a si mesmo, utilizando-se dessa ferramenta chamada corpo, ele sairá vitorioso, após vencida essa etapa, e não mais precisará da matéria. Então será Espírito puro, como Jesus.

Essa não é uma proposta justa e racional, para dar sentido à vida?

Todos somos Espíritos imortais, e é pelos nossos esforços que conquistamos novas possibilidades, superando os desafios da vida.

Como Jesus foi criado antes de nós, chegou antes à perfeição, mas voltou para nos ensinar sobre esse processo, e nos disse: "Sede perfeitos, como perfeito é o Pai celestial."

Com Sua autoridade intelecto-moral, Ele afirmou que nós podemos fazer o que Ele fazia, e muitas outras coisas.

Basta aproveitar os desafios que a vida no corpo nos oferece para adquirir as faculdades que nos possibilitarão alçar vôos mais altos.

E o ponto de partida é o conhecimento das leis que regem a vida.

Pense nisso, e aceite esse desafio!



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. XI, itens 10 a 32 do livro A Gênese, de Allan Kardec, ed. FEB.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mensagens Angels‏


Eu não sabia o significado de Seus discursos ou de Suas parábolas, até quando Ele não estava mais entre nós.

Mais ainda, eu não compreendi, até que Suas palavras tomaram formas vivas diante de meus olhos, e se transformaram em corpos que caminham na procissão de meus próprios dias.

Deixai-me dizer o seguinte:

Uma noite, enquanto eu me encontrava pensando, e recordando Suas palavras e Seus feitos, para escrevê-los em um livro, três ladrões adentraram minha casa.

Embora soubesse que eles vieram despojar-me de meus bens, eu estava absorto demais no que estava fazendo para enfrentá-los com a espada, ou até mesmo dizer: "O que fazeis aqui?"

E continuei escrevendo minhas recordações do Mestre.

Depois que os ladrões se foram, lembrei-me de Seu dizer: "Aquele que vem para levar vosso manto, deixai que leve vosso outro manto também."

E compreendi.

Enquanto eu permanecia sentado, registrando Suas palavras, nenhum homem poderia ter-me impedido mesmo que me levasse todas as posses.

Pois, embora desejasse resguardar minhas posses e minha pessoa, eu sei onde está o tesouro maior.

* * *

As palavras inspiradas desse seguidor de Jesus nos fazem pensar sobre os tempos que vivemos na terra.

Num dia temos, no outro não temos mais. Momentos de abundância financeira alternam-se com os de escassez profunda.

O que é nosso realmente? O que nos faz possuidores de algo na Terra?

Tudo, por vezes, parece escorrer de nossas mãos tão facilmente!...

É difícil entender a posse, quando falamos dos bens materiais. Tudo aquilo que julgamos possuir, pode, de repente, pertencer a outro, ou a ninguém mais.

Estão aí as grandes calamidades levando tudo das famílias. Aí está a violência assaltando nossa vida. Tudo aquilo que despendemos tanto tempo para conseguir.

Tendo em mente apenas a visão material da vida, temos motivos para a revolta, para a indignação.

Porém sabemos que a vida não é isso, assim como sabemos que nós não somos o corpo de matéria bruta vislumbrado no espelho.

Somos muito mais... Assim como a existência o é.

Desta forma entendemos esta aparente despreocupação do Mestre, em relação ao Seu manto, quando afirmava: Aquele que vem para levar vosso manto, deixai que leve vosso outro manto também.

O manto era algo importante, um bem de necessidade básica, e mesmo assim a visão espiritual da vida diz: É apenas um manto.

Nosso tesouro maior está na alma, e esse ninguém pode arrancar de nós.

As conquistas que fazemos no campo do intelecto, o alcance das virtudes, os amores que cultivamos ao longo do tempo - nada pode ser retirado de nós.

Evitemos assim apego excessivo às posses que o mundo oferece.

Se a violência bater à nossa porta, deixemos que leve tudo, sabendo que nossa dignidade sempre permanecerá intacta.

Não arrisquemos a oportunidade bendita da existência, por um veículo, por algumas jóias ou por uma grande quantia em dinheiro.

Nada vale tanto quanto a chance de estar vivo na Terra. Nada vale tanto quanto a convivência com quem amamos.

(Gibran Khalil Gibran)

"PÃO COM MANTEIGA"


CONTA A HISTORIA QUE UM CASAL TOMAVA CAFÉ DA MANHÃ NO DIA DE SUAS
BODAS DE PRATA.

A MULHER PASSOU A MANTEIGA NA CASCA DO PÃO E O ENTREGOU PARA O MARIDO,
FICANDO COM O MIOLO. ELA PENSOU:"SEMPRE QUIS COMER A MELHOR PARTE DO
PÃO, MAS AMO DEMAIS O MEU MARIDO E, POR 25 ANOS, SEMPRE LHE DEI O
MIOLO. MAS HOJE QUIS SATISFAZER MEU DESEJO. ACHO JUSTO QUE EU COMA O
MIOLO PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA".
PARA SUA SURPRESA, O ROSTO DO MARIDO ABRIU-SE NUM SORRISO SEM FIM E
ELE DISSE: "MUITO OBRIGADA POR ESTE PRESENTE, MEU AMOR ... DURANTE 25
ANOS, SEMPRE DESEJEI COMER A CASCA DO PÃO, MAS COMO VOCÊ SEMPRE GOSTOU
DELA, JAMAIS OUSEI PEDIR".

MORAL DA HISTORIA:

1- VOCÊ PRECISA DIZER CLARAMENTE O QUE DESEJA, NÃO ESPERE QUE O OUTRO
ADIVINHE ...
2- VOCÊ PODE PENSAR QUE ESTÁ FAZENDO O MELHOR PARA O OUTRO, MAS O
OUTRO PODE ESTAR ESPERANDO OUTRA COISA DE VOCÊ...
3- DEIXE-O FALAR, PEÇA-O PARA FALAR E QUANDO NÃO ENTENDER, NÃO TRADUZA
SOZINHO. PEÇA QUE ELE SE EXPLIQUE MELHOR.
4- ESSE TEXTO PODE SER APLICADO NÃO SÓ PARA RELACIONAMENTO ENTRE
CASAIS, MAS TAMBÉM PARA PAIS/FILHOS, AMIGOS E MESMO NO TRABALHO.

PS: TÃO SIMPLES COMO UM PÃO COM MANTEIGA