quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"A Dor"


Viver não dói. Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.


A DOR É INEVITÁVEL.
O SOFRIMENTO É OPCIONAL


(atribuído a Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"Quando as portas se fecham"


Algumas vezes na vida temos que enfrentar
esse tipo de desafio...
As portas se fecham e nada dá certo.
Normalmente, parece que é um aprendizado
que não vem sozinho.
As portas se fecham na vida íntima, no trabalho
e às vezes até na família.
Claro que cada pessoa enfrenta essa prisão de
uma forma e, com certeza, o pior jeito de viver
esse momento é se deprimindo...
O que quase sempre acontece porque ficamos
tão tristes que nada dá certo e nos afundamos
na depressão.
A depressão é um grande mal, porque perdemos
o contato com o nosso foco de luz.
Quando nos deprimimos, brigamos com nós
mesmos, uma briga sem vitorioso e
sem superação.
Ficamos com ódio da vida e deixamos de
nos dar estímulo para a caminhada.
E o que fazer se não podemos contar conosco?
Sei que ser amigo de você mesmo num
momento complicado onde nada dá
certo não é fácil.
Porque muitas vezes nos achamos culpados
das derrotas, nos vemos como pessoas ruins,
defasadas, burras, e sem luz.
E não somos nada disso.
Cada um de nós tem o seu brilho, as suas
virtudes, porém, quando estamos num momento
de quebra, nada disso vem para fora.
Aí a solução é continuar caminhando, continuar
acreditando em dias melhores, em mudanças.
Se as portas se fecharam no seu caminho,
mude a rota...
Mude seu jeito de ser.
Faça cursos, comece um trabalho voluntário,
faça caminhadas, deixe o ar entrar em seus
pulmões e renovar sua energia.
Não podemos agir como crianças mimadas
quando recebemos um não...
O que fazer quando já sabemos que não adianta
colocar a culpa no outro?
Sim, porque muitas vezes as pessoas não são
culpadas das coisas ruins que nos acontecem.
E quando percebemos que somos nós os
responsáveis por questões difíceis também não
adianta em nada nos crucificar.
Erramos por ignorância de uma atitude adequada,
erramos porque não soubemos fazer melhor
e paciência...
Agora é tocar para frente.
O passado não volta.
Aquilo que você fez está feito e por isso
mesmo é perfeito.
O que podemos mudar é daqui para frente e
principalmente dentro de nós.
Quando as portas se fecham estamos enfrentando
também uma quebra do ego, uma revolução interna
que serve para nos mostrar um outro caminho.
Quando nada dá certo em nossa vida,
precisamos com urgência mudar nossa visão
do mundo, transformar a forma de pensar com
muita coragem e luz.
(Maria Silvia Orlovas)

domingo, 11 de janeiro de 2009

"E Já é Ano Novo, Outra Vez"


Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano.

Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.

Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?

Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano Novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.

Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.

Sair mais com as crianças. não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.

Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.

Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.

Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.

Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?

Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.

Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário!

Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.

Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.

E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.

Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.

Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.

Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.

Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.

Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!



Redação do Momento Espírita