sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Curativos para um coração partido "


“Hoje, acordei sentindo
uma grande dor no peito”;
Sentei-me ao pé da cama,
coloquei minha mão sobre meu peito,
e perguntei ao meu coração:

- O que você tem?
Porque está tão inquieto dentro de mim?
Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio
e aí foi minha alma
a começar a ficar inquieta...
Perguntei a ela...

- O que tens?
Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
- Estou assim porque você está assim;
Você me faz perguntas,
mas não tenho as respostas
e sei que isso o faz infeliz...
Você se sente tão pequeno,
e isso me faz pequeno também...
Você queria ser diferente
e eu fico triste por você...

Você está tão só, e eu me sinto sem você...
Mais uma vez tornei a ficar em silêncio...
E foi aí que meu coração
meio confuso me respondeu:

- Estou tão triste...
Sinto-me tão pequeno...
Estou magoado com você!

Fiquei sem jeito e perguntei:

- O que foi que eu te fiz?

Ele respondeu:
Você sofre tanto com as pessoas;
preocupa-se com elas, é atencioso,
procura ser prestativo e
na maioria das vezes, sempre se decepciona...

Você ama e depois sofre
e fala que a culpa é minha...
Você espera por algo que não vem
e fica triste...
Aí você chora e dói em mim...
Preciso de curativos
para um coração partido...
Curativos bons.

Perguntei ao meu coração:

- Como assim, bons?

Ele respondeu:

Curativos que estanquem
essa sua tristeza, essa sua mágoa,
essa sua solidão...
Que estejam com você nos dias frios
e nas noites vazias,
nos dias de tempestade
e nas horas que você se sentir tão só...
Que eles sejam tão grandes
que possam envolver seu corpo
em um abraço cheio de ternura
e que você se sinta seguro e amparado...

Curativos que te façam sentir
o quanto você é especial e amado,
mesmo que você nunca tenha sentido
esse amor, nem de seus próprios pais...

Preciso de bons curativos,
que não sejam eternos,
afinal nada é para sempre,
mas, que não sejam descartáveis...

Curativos que absorvam
esse sofrimento, essa dor...
Essa ferida que não se vê,
apenas se sente...

Que sejam fortes, e a prova d’água,
para que não se estraguem
com suas lágrimas,
que sejam macios,
para poder te fazer carinho
nos dias em que você se sentir carente..
. Curativos que, acima de tudo
nunca o decepcionem,
prometendo coisas que não cumpram...

Curativos companheiros e sinceros,
que se importem realmente com você...
Não quero pena, quero amor...
Amor de verdade.
Preciso que você também se ame e prometa
que vai procurar cuidar mais de mim,
sou parte de você e se você sofre
eu sofro também...

Queria poder colocar você dentro de mim,
secar suas lágrimas, ninar você...
Dizer-te que tudo vai passar
e te proteger das decepções da sua vida,
afinal você já sofreu tanto que
não sei como ainda consigo bater forte
em seu peito!!!

Você é especial...
Pena...
Ninguém perceber isso!

"Relógio"


O que fazer quando você está longe?
Pra mim, só há espera do tempo passar
Queria correr e te encontrar ,
mas não encontro , e assim espero...
ele passa vagaroso,
mas meu amor é rápido
faz acelerar...
quando estamos
o tempo corre, parece tirar o atraso
de seu vagaroso passo distante...
corre rápido nosso amor intenso...
já não me acho sem você ,
sou um ponteiro solto do relógio lento,
esperando o tic tac passar para te encontrar
rever,
me ver,
você...
você que é meu tempo,
meu batimento,
momento,
de amar...
e ele faz parar!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"TEXTO DE ARNALDO JABOR"


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como
tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- 'É não deu...?'

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo,
como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.

Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico
que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona. ..

Acho que o beijo é importante.. .e se o beijo bate...se joga...senão
bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?

O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.

Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.

Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

"Eterno namoro"


Uma das causas apontadas para as separações conjugais tem sido o tédio. Aos poucos, a relação que era cálida, doce, vai assumindo um caráter de mesmice, cansaço e rotina.

Os dias do namoro parecem longínquos, quase apagados, surgindo na tela mental como lembranças ligeiras, vez que outra.

São os filhos que surgem, exigindo cuidados e atenções. É o trabalho profissional que requisita redobrado empenho. São as tarefas domésticas, repetitivas e cansativas.

Com tudo isto, cada cônjuge vai realizando o que lhe compete, qual se fosse um autômato, um robô.

Nada que escape à rotina das horas e dos dias. Até o lazer do final de semana, as visitas aos pais de um e de outro, seguem programação prévia, com dia e hora marcadas.

Não é de admirar que os anos tragam para o aconchego do casal o tédio. Com ele, o desinteresse pelo outro, o relaxamento nas relações e a frieza.

Observando, no entanto, essas relações conjugais duradouras, que completam bodas de prata, de ouro, temos que convir que é possível manter acesa a chama do amor, no transcorrer dos anos.

O amor pode ser comparado a delicada flor, necessitada de cuidados constantes a fim de não fenecer.

O romantismo que caracteriza o período do namoro deve ser mantido.

Importante não abandoná-lo à conta de conceitos como Isto é para os jovens ou Já passou o meu tempo.

Existem atitudes mínimas que dão um especial sabor e um quê de novidade ao relacionamento.

Um telefonema, em plena tarde, inesperado, somente para indagar: Como passa minha amada?

Uma flor colhida no jardim, no frescor da manhã e colocada à mesa do café. Um toque diferente.

Levantar-se antes do outro, preparar uma bandeja com carinho e servir o café na cama. Quantas mulheres sonham com tal deferência!

Um final de semana inédito. Por que não deixar as crianças com os avós ou com a babá e sair para um passeio a dois, redescobrindo a lua, contando estrelas, a ver se o bom Deus já não providenciou outras tantas, desde a época do namoro...

Surpreender o afeto com uma declaração de amor, uma observação gentil ao cabelo, ao traje.

Pequeninas coisas. Quase insignificantes. Mas que fazem a grande diferença entre a rotina e o delicado e perene tempero do amor que nunca fenece.

* * *

Aproveite as horas enquanto você segue lado a lado com seu amor e fale-lhe do que sente, de como ele é importante em sua vida.

Não permita que o tempo transcorra sem um gesto de carinho, uma palavra de ternura.

Decida-se por reviver os dias do namoro, sempre novos, uma descoberta constante do outro.

Não deixe para amanhã, nem programe para o dia do aniversário. Execute hoje, agora, enquanto é tempo pois que ninguém sabe a hora da partida, quando ficarão somente muitas palavras não ditas, muitos abraços não dados e uma saudade de tudo que não se demonstrou para o outro em afetividade, amor e dedicação.



Redação do Momento Espírita - Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"A Vontade"


As causas da felicidade não se acham em lugares determinados do espaço.

Elas estão em nós, nas profundezas da alma.

"O reino dos céus está dentro de vós", disse o Cristo.

Tal premissa é confirmada por várias outras doutrinas.

É na vida íntima, no desabrochar de nossas faculdades, de nossas virtudes, que está o manancial das felicidades futuras.

Olhemos atentamente para o fundo de nós mesmos.

Fechemos, por alguns instantes, nosso entendimento às coisas externas.

Depois de havermos habituado nossos sentidos ao silêncio, seremos capazes de ouvir vozes fortificantes e consoladoras.

As vozes de nossas próprias consciências.

Há poucos homens que sabem ouvir seus próprios pensamentos.

Raros são aqueles capazes de reconhecer e explorar os próprios potenciais.

Geralmente alguns de nós gastamos a vida em coisas banais, improdutivas.

Percorremos o caminho da existência sem nada saber a respeito de nós mesmos, de nossas riquezas íntimas.

E então nos perguntamos: como poderemos nos valer das nossas capacidades, orientado-as para um ideal elevado?

Pela vontade!

É através dela que dirigimos nossos pensamentos para um alvo determinado.

Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.

Sua mobilidade constante e sua variedade infinita oferecem pequeno acesso às influências superiores.

É preciso saber concentrar-se, colocando o pensamento em sintonia com o pensamento divino.

Só assim a alma humana poderá ser envolvida pelo espírito divino, tornando-a, dessa forma, apta para realizar nobres tarefas.

A vontade é a maior de todas as potências e seu poder é ilimitado.

Sua ação é comparável a de um ímã.

O homem, consciente de si mesmo e de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços que desenvolve em determinado sentido.

Sabe que, tudo o que de bem e bom desejar há de mais cedo ou mais tarde realizar-se, nesta ou em existência futuras, quando seu pensamento estiver de acordo com as leis divinas.

...............

Como é belo e consolador poder dizer: Conheço a grandeza e a força que habitam em mim.

Elas hão de ser meu amparo e minha certeza, em todos os instantes de minha vida.

Com o auxílio de Deus e dos benfeitores espirituais, hei de elevar-me acima de todas as dificuldades.

Vencerei o mal que ainda há em mim.

Abrirei mão de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras deste mundo, para levantar vôo em direção de estágios mais felizes.

Vejo claramente o longo caminho a ser percorrido.

Nada, porém, poderá me impedir de prosseguir nessa estrada.

Tenho um guia seguro que é a vontade de enobrecer-me e elevar-me.

Hei de conservar-me firme e inabalável, sempre em frente.

Com minha vontade conquistarei a plenitude da existência.

Farei de mim uma criatura melhor.

Para isso, basta que eu queira alcançar toda essa ventura com energia e com constância.

E diga, para mim mesmo, conclamando-me à elevação e à marcha, apressando-me, assim, para a conquista de meu próprio destino: a felicidade verdadeira.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na terceira parte, item XX, do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor de Léon Denis.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quem Eu Sou?


Penso em Deus, penso na vida, penso em tudo que me cerca e me interrogo a respeito da função de tudo quanto vibra, de tudo quanto existe sob os céus e guardo grande ansiedade de saber sobre mim mesmo.

Quem sou eu no contexto do universo?

Serei, tão-somente, um corpo que desfila inteligentes quão misteriosas habilidades?

Serei um caminhante solitário, em meio à gigantesca massa humana, destinado a encarar complicados problemas, a enfrentar desafios?

Serei um átomo excitado diante dos esplendores das incontáveis galáxias?

Serei, porventura, produto da casualidade sem projeto, sem programa, sem razão de ser?

Como explicar-me a mim próprio como um itinerante aprendiz das pautas do infindo cosmo?

Serei alguém fadado ao sofrimento, a chorar de pesar em todos os momentos?

Serei um ser destinado à intensa dor, duradoura, sem esperança de tempos melhores, de felicidade?

Serei um indivíduo levado pelas mãos do desencanto à estalagem das ansiedades e das frustrações?

Somente há dor e fel por onde eu possa trilhar, como se toda a existência não passasse de um fumo entediante, asfixiante, a sugar-nos a vontade de avançar, de sorrir, de louvar?

Retorno à fonte do meu senso interno e vejo que há lucidez em cada coisa que existe, em cada ser que erra.

Sinto que não nascemos pra ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem mais santo, e avançar para o progresso e conquistar o encanto de agir com Deus nas lutas do mundo, de vibrar na alegria, no júbilo fecundo, até o tempo longínquo da áurea plenitude.

Sinto que sou caminhante do infinito, e, não obstante o horror, a amargura, o choro, o grito, embora estando na terra entre teimosias, aflito, o meu destino é sem dúvida estelar.

Agora sei que nasci para servir, pra ser feliz, crescer e amar.

Cheguei ao mundo nos planos do Criador, que espera que me faça um lavrador a semear nos corações, em redor dos meus passos, as sementes de esperança, de alegria e de paz, que onde eu vá me transforme num servidor da verdade, do trabalho e da harmonia.

Sei que sou cidadão universal, irmão da humanidade, indubitavelmente, filho do Deus altíssimo, bom, justo e clemente, dotado do melhor recurso para fazer brilhar a divina luz em mim.

E, ante os desafios terrenos, dizer não ou dizer sim, com responsabilidade, com razão e com ternura.

Sou caminhante da eternidade.

Sou dedicado aprendiz buscando disciplina, revestido de um manto de matéria fina, quintessência, formosura que impulsiona para Deus.

E agora que me vejo repleto de certezas que me asseguram a estabilidade na consciência do que sou, sei que imerso no hálito paterno do Criador da vida me completo, a cada dia vivendo virtudes, transformando em ternuras gestos rudes, suavizando o que sou para o futuro, obra-prima de Deus, luz coagulada, a galgar a evolução em toda estrada, o que é do senhor sagrado fim, ver-me, astro a brilhar, nas rotas do infinito.

...............

Nesta bela página ditada pelo Espírito Ivan de Albuquerque, através da mediunidade de Taul Teixeira, encontramos a resposta transcendente para a pergunta que cala fundo em nós: "quem sou eu?"



Equipe de Redação do Momento Espírita, adaptação de mensagem do Espírito Ivan de Albuquerque, psicografada em 03.7.2002, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ, pelo médium Raul Teixeira.