sexta-feira, 26 de setembro de 2008

"Dois cavalos"



Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo. Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos. Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.

E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.

Viva de maneira simples,
Ame generosamente,
Cuide com devoção,
Fale com bondade...
E confie, deixando o resto para Deus...

"Tempo Mágico"


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

“SOLIDÃO”


Existem dois tipos de solidão: 1) Real; 2) Imaginária.

1) "Real": O ser humano é um ser social, necessita de companhia, de ser reconhecido, amado, aceito, de sentir-se pertencente a alguém ou a um grupo familiar social, de trabalho, etc. Na falta de um ou de todos esses grupos, tende a sentir a dolorosa sensação de solidão.

2) "Imaginária": É aquela em que, mesmo na presença de alguém ou de um grupo, o individuo se sente só.
Portanto, mesmo tendo um companheiro, uma família, estar rodeado de amigos, o ser humano sente um vazio interior, tristeza e solidão.
Visto por esse ângulo, a solidão é um estado da alma, um vazio do coração.
Neste caso, por mais que o solitário busque preencher esse vazio interior do lado de fora, não irá conseguir, pois é uma necessidade interna, de seu espírito.

Muitos buscam preencher esse vazio interior com drogas, sexo, bebida, jogos, comer compulsivamente, ou se ocupar trabalhando em excesso (“Workaholic”). Em todos os casos, essa “fuga” ilusória não resolve a sua solidão, pois o vazio interior continua presente.
É importante ressaltar que essa solidão, esse vazio interior é uma prova do quanto a pessoa está alienada, distante de si mesma, de sua essência divina, sua verdadeira natureza.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

“Perfeição de Deus‏”


No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum.
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
-Onde está à perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode lembrar-se de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
-Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
-Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
-Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar:
-Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira.
Nunca na sua vida ele tinha corrido... Mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola.
Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou:
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
- Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
- Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
-Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!
'Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,' Efésios 6:13

"Agir e Acreditar"


Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também agir para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não violência.

Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.

Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou, agiu, e superou a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.

Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender os nativos, no mais completo anonimato.

Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.

E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?

Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.

Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

domingo, 21 de setembro de 2008

“A Arte de lidar com a raiva”


Num livro que deveria morar na nossa mesa de cabeceira,
chamado A Arte de lidar com a raiva, o Dalai Lama conta um historinha deliciosa.
Um eremita vivia sozinho nas montanhas.
Certo dia um pastor passou pelo refúgio do ermitão e perguntou-lhe o que estava fazendo ali no meio do nada.
O eremita respondeu:
Estou meditando sobre a paciência. Silêncio. Passado um bom tempo, o pastor virou-se para ir embora e gritou: Ah, antes que eu me esqueça, vá para o inferno!!! E imediatamente, o eremita furioso replicou: Ora, vá você para o inferno!!!
Rindo, o pastor seguiu seu caminho, não sem lembrar ao solitário que a paciência precisava antes de tudo ser posta em prática...
Como tantas histórias budistas, esta traz verdades profundas escondidas atrás de uma aparente simplicidade.
Primeiro, ficamos sabendo que nossa paciência e tolerância estão sendo testadas a cada passo que damos. Vamos lá, confira você mesmo as chances que teve hoje de estourar com alguém ou com alguma coisa!
A raiva do ermitão nos faz perceber também que a paciência não é virtude que se desenvolva na solidão. Ao contrário, ela nasce do convívio.
Um rabino um dia me disse: 'Não existe desenvolvimento espiritual fora do mundo.
A gente precisa ser sábio aqui no meio dos homens, vivendo com eles, sofrendo com eles.
Pular fora é fácil, mas não é para isto que estamos aqui'!

Conclusão: você pode ficar anos sem ver nenhuma criatura nem
sofrer nenhuma contrariedade. No minuto em que você puser os pés
no mundo de novo os gatilhos que fazem detonar sua raiva vão estar lá,
ao alcance do seu dedo.
Lidar com a raiva. Será possível? O Dalai Lama explica que a paciência
e a tolerância 'derivam da capacidade de permanecer firme e inabalável,
de não se deixar sufocar pelas situações ou condições adversas'.
Nada a ver com sinais de fraqueza, passividade ou falta de entusiasmo.
Coisas de gente débil, que aceita tudo. Não. Ao contrário, paciência e tolerância
são sinais de força de caráter. Pessoas que exercitam a tolerância e a paciência
- adverte o Dalai Lama - mesmo que vivam em um ambiente agitado e estressante,
conseguem manter a calma, a serenidade e a paz de espírito.
Repararam no verbo exercitar? É isso mesmo, estes estados de alma
são alcançados se você se acostumar a praticá-los. Simplesmente.
Praticar a paciência, no entanto, seria um exercício vazio, se não fosse a compaixão.
É ela que dá força e razão de ser para nossa vontade de melhorar e de contribuir
para um mundo melhor. 'A compaixão pode ser aproximadamente definida como um estado da mente que é não-violento, não-prejudicial, não-agressivo',avisa o Dalai Lama, e completa: 'nós possuímos de forma inerente este potencial ou base para a compaixão, assim como a natureza humana básica e fundamental é a gentileza'.

Reflexão:

'Qualquer coisa que me aconteça não vai perturbar minha alegria mental'
'Por que ser infeliz com alguma coisa que a gente pode consertar?
E de que adianta ser infeliz com algo que não é possível remediar'?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Aceitação incondicional


Recentemente terminei minha faculdade.

O último trabalho que tive que apresentar foi o de sociologia.

O professor apresentou um projeto chamado sorriso.

Foi solicitado à classe que saísse, sorrisse para três pessoas e documentasse suas reações.

Logo depois da aula, eu, meu marido e meu filho mais novo fomos à uma lanchonete.

Estávamos na fila esperando nossa vez, quando repentinamente todos à minha volta começaram a se agitar e a se afastar, inclusive meu marido.

Eu não me movi um centímetro...

Me virei para ver porque tinham se afastado.

Foi quando senti o terrível cheiro de corpo sujo e lá estavam dois pobres mendigos.

Quando olhei para o que estava mais próximo, ele estava sorrindo.

Seus bonitos olhos azuis estavam cheios da luz de Deus e procuravam por simples aceitação.

Bom dia.

- Ele disse timidamente enquanto contava as poucas moedas que tinha.

O segundo homem permanecia atrás de seu amigo, agitando os braços.

Observei que o segundo homem tinha deficiência mental e o cavalheiro dos olhos azuis era o seu guardião.

A garçonete perguntou o que queriam.

- Apenas café, senhorita.

- respondeu, porque era tudo que poderiam comprar com os recursos que tinham.

Se quisessem sentar no restaurante para se aquecer, tinham que comprar alguma coisa.

E o que queriam mesmo era se aquecer.

Então, eu realmente senti uma compulsão tão grande que quase estendi a mão e abracei o homem dos olhos azuis.

Foi quando notei que todos os olhos na lanchonete me observavam, julgando cada ação minha.

Eu sorri e pedi que a garçonete acrescentasse duas refeições, um pequeno almoço, em bandejas separadas.

Fui até onde os homens tinham se sentado e pus as bandejas sobre a mesa e coloquei minha mão sobre a fria mão do homem dos olhos azuis.

Ele me olhou emocionado e agradeceu.

Inclinando-me um pouco, respondi, - Não sou eu que faço isto por vocês.

É Deus que está trabalhando aqui, através de mim, para dar- lhe esperança.

Me afastei para juntar-me a meu marido e meu filho.

Quando me sentei, meu marido me sorriu e disse, - É por isso que Deus me deu você, querida.

Para me dar esperança.

Aquele dia me mostrou a pura luz do doce amor de Deus.

Retornei à faculdade, para a última aula, com esta história nas mãos.

Eu a transformei em meu projeto e o professor o leu.

Então olhou para mim e disse, - Posso compartilhar isto?

Eu concordei e ele pediu a atenção da classe.

Começou a ler e todos nós percebemos que, como seres humanos, temos a necessidade de curar as pessoas e de sermos curados.

Ao meu jeito, eu tinha tocado as pessoas naquela lanchonete, em meu marido, em meus filhos, em meu professor, em cada alma daquela sala onde tive a última aula como uma estudante de faculdade.

Eu me formei com uma das maiores e mais importantes lições que aprendi: Aceitação incondicional.

Amar as pessoas e usar as coisas, ao invés de, amar as coisas e usar as pessoas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"Porque motivo eu tenho que sofrer tanto assim?


Porque as pessoas são tão ruins comigo?"
A pergunta certa seria:
"Como eu atraí tanto sofrimento em minha vida? "
Sim porque foi você que atraiu não só os tipos de pessoas com as quais tem convivido
como os fatos desagradáveis que lhe acontecem.
Tudo isso tem uma causa. Suas atitudes diante da vida, a maneira como olha os fatos do dia-a-dia.
Muitas pessoas dizem que tentaram tudo, mas nada da certo.
Fizeram muitas coisas fora de si, mas nunca olharam para dentro de suas crenças nem mudaram
a verdadeira causa, porque não se julgam responsáveis pelo que lhes acontece.
Você vê a vida de forma negativa. Como não acredita em vida melhor,
aceita como naturais todas as maldades dos outros contra você.
Acredita na força do mal, por isso só atrai o mal.
Para mudar a sua vida você não precisa tomar nenhuma providência externa,
basta modificar suas atitudes. Se persistir, em pouco tempo as coisas começarão a se modificar.
Às vezes essas mudanças são radicais. Seja o que for acontecer, não tenha medo.
Elas são para melhor. Continue evitando pensar no mal e acreditando no bem.
Quando tudo vai mal, a única saída para melhorar é pensar no bem.
"TEMPO DE GERMINAR".

"Para termos grandiosidade"



"...Para termos grandiosidade, precisamos ser generosos e tolerantes. Um oceano não é um oceano se não tiver a capacidade de receber todos os rios do mundo. O vazio não é o vazio se não tiver a capacidade de conter todos os fenômenos do universo. A nobreza não e nobreza se não tiver a capacidade de aceitar e apreciar aquilo que é diferente. Em um mundo de relacionamentos inter pessoais, modéstia e magnanimidade são os melhores antídotos contra lutas por poder e obstruções. Por isso, ter respeito verdadeiro um pelo outro é perdoar o que os outros, intencionalmente ou não fizeram de errado. Ter tolerância é o melhor método para promover a paz mundial. Ter magnanimidade é o meio mais rápido de ampliar nossos horizontes. Uma vez que ninguém está livre de erros, precisamos aprender a tolerar os erros dos outros. Precisamos aprender a louvar o que é bom no caráter dos outros e não focar nossa atenção em críticas excessivas. A rejeição não é uma via de mão única – quando rejeitamos os outros por seus erros, eles fazem o mesmo em relação a nós. Por isso, o único caminho para uma coexistência pacífica é perdoar e esquecer. Não podemos nos tornar escravos de nosso rancor. Seremos infelizes, se tudo o que temos é aversão e repugnância por nosso próximo. Tolerância e indulgência são dois dos mais importantes ingredientes em nossa interação com os outros, pois 'devemos sempre nos empenhar em fazer o mais complicado, com a pessoa mais difícil'. Magnanimidade é a mais elevada virtude nos relacionamentos inter pessoais. Devemos cultivar nossas mentes para ser tolerantes com tudo e com todos abaixo do Sol. Devemos ser como o oceano e a terra, que não rejeitam nada e aceitam tudo graciosamente...".


No Darma, Templo Zu Lai Trecho extraído da página 123 do livro Receita para o coração – Entre aIgnorância e a Iluminação II, Venerável Mestre Hsing Yün, EscriturasEditora, São Paulo, 2007.

"EU DECIDO SER FELIZ"


Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?"Nesse momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!"'Não, o meu marido não me faz feliz"! (Naquele momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). "Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz". E continuou: "O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade... Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de 'experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza´. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos. Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade".

Ser Feliz é Uma Decisão



Ser Feliz é Uma Decisão Uma senhora de 92 anos, delicada, bem vestida, com o cabelo bem penteado e um semblante calmo, precisou se mudar para uma casa de repouso. Seu marido havia falecido recentemente e a mudança se fez necessária, pois ela era deficiente visual e não havia quem pudesse ampará-la em seu lar. Uma neta dedicada a acompanhou. Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, a enfermeira veio avisá-las que o quarto estava pronto. Enquanto caminhavam, lentamente, até o elevador, a neta, que já havia vistoriado os aposentos, fez-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela. A senhora sorriu docemente e disse com entusiasmo: Eu adorei! Mas a senhora nem viu o quarto... Observou a enfermeira. Ela não a deixou continuar e acrescentou: A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados, e sim de como eu os arranjo em minha mente. E eu já me decidi gostar dele... E continuou: é uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes de meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia. Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei... A velhice é como uma conta no banco, minha filha... De onde você só retira o que colocou antes. .......................................... A lição de uma pessoa idosa e sem a visão dos olhos físicos é de grande profundidade e contém ensinamentos valiosos. E o primeiro deles é que a felicidade é uma decisão pessoal. Depende mais da nossa disposição mental do que das circunstâncias que nos rodeiam. Cada pessoa tem, na intimidade, o potencial de armazenar as belezas que deseja ver em sua tela mental, ainda que ao seu redor a paisagem seja deprimente. Para isso é preciso construir um mundo de felicidade nesse banco de lembranças que Deus ofereceu a cada um de seus filhos. E quando se constrói um mundo de paz e felicidade, portas à dentro da alma, é possível compartilhar essa realidade com aqueles que nos cercam. Assim é que se não temos em nossa vida os enfeites que desejamos, arranjemos tudo isso em nossa mente. É uma forma de ver as coisas com olhar positivo e otimista. Além disso, como toda criação começa na mente, é bem possível que venhamos a concretizar esse sonho alimentado na alma. Se você ainda não havia pensado nessa possibilidade, pense agora. Comece, sem demora, a depositar felicidade na conta do banco das suas lembranças, para poder resgatar sempre que desejar. Se você abrir a janela, pela manhã, e seus olhos físicos puderem ver apenas paisagens deprimentes, abra as janelas da alma e contemple um jardim em flor. Respire fundo e sinta o perfume de jasmim, de rosas e cravos, ouça o canto dos pássaros que voam, ligeiros, pelo ar. Perceba a brisa acariciando seu rosto, e curta a melodia dos grilos e cigarras que cantam para alegrar suas horas. Decida ser feliz, ainda que seja uma felicidade que só você pode sentir. E lembre-se sempre: a felicidade não depende de como as coisas estão arranjadas, mas de como você as arranja na sua mente.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na história da Sra. Maurine Jones, contada por Cheri Pape disponível no site: http://www.soberrecovery.com/forums/showthread-9941.html

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Receita para alcançar a paz de espírito


Sentiu tristeza? - Agradeça a tua vida. Se você deseja realmente ser feliz, agradeça a todas as coisas boas que possui neste momento. Se você é saudável, agradeça, pois, agradecendo, coisas boas surgirão cada vez mais. Observe que tendemos a reparar só nas coisas que a gente não têm e esquecemos de agradecer o que temos. Lembre-se: Quanto mais você se queixar, reclamar e até mesmo amaldiçoar o que não tem, mais a sua vida se torna um “mar de insatisfação” e você acaba se tornando uma pessoa amarga. Portanto, não amaldiçoe a sua vida.Sentiu irritação? - Meia hora de silêncio. Deixe a irritação vir. De olhos fechados, preste atenção no seu corpo. Sinta, não analise, não controle. Se tiver vontade de chorar, gritar, faça! Fique com você, com suas sensações físicas, observe, fique apenas observando as suas reações corporais.Deixe que seus sentimentos e reações de seu corpo se manifestem. Preste atenção em seu corpo. Se vier sensação de enjôo, deixe vir e só observe, não queira controlar, solte o seu corpo. Quando você só observa e deixa os seus sentimentos e sensações físicas se manifestarem, normalmente essas sensações desagradáveis se transformam em sensações agradáveis.Se você se entregar a este exercício, não querendo controlar a sua mente e o seu corpo, a sua energia vital irá fluir de forma mais livre.Critica destrutiva aos outros? - Dê uma olhada para você. O que mais você cobra dos outros, é o que menos faz consigo mesmo. As pessoas são o nosso espelho. Elas refletem os defeitos - que a gente não quer perceber - que existem em nós. Você cobra, por exemplo, que o seu marido não lhe dá carinho, atenção. Vai aqui uma pergunta: Será que você está se dando carinho? Você se dá colo? Ou você é seca, muito dura consigo mesma? Se você for realmente honesta com você, vai refletir a esse respeito.Faça um exame do que você é, de como vem se tratando. Reflita sobre como você se relaciona com os outros. Se você é daquelas pessoas que querem controlar os outros, a vida (porque é insegura), acaba ficando rígida, se desvitalizando e, conseqüentemente, perde o ânimo pela vida. Vida é movimento, dinamismo, mudanças.Como toda pessoa insegura, você odeia surpresa e os imprevistos. E, com isso, passa a não viver a vida. Acaba se tornando uma pessoa formal, não se descontrai, não deixa que a vida a leve. Você quer levar a vida, controlá-la, quer que as coisas aconteçam do seu jeito. Enfim, quer “domá-la”. Lembre-se: a vida não se curva, não se submete a ninguém. Talvez você não tenha percebido que é você quem tem que se curvar a ela e reverenciá-la.Mas para isso, você precisa exercitar a humildade.