terça-feira, 31 de março de 2009

"Ambição e Ética"


O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões.

Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.

As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.

A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.

A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.

Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.

Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.

O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.

E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.

Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.

O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.

Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.

Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.

Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.

E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.

Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.

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Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.



Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em artigo de Stephen Kanitz publicado na revista Veja do dia 24 de janeiro de 2001.

segunda-feira, 30 de março de 2009

"PARA REFLETIRMOS"


Era um dia quente. O ônibus estava repleto de pessoas. Algumas levavam sacolas, pacotes.

Outras seguravam bebês ao colo, enquanto outras mais procuravam acalmar as crianças inquietas, que tentavam atrapalhar a tranqüilidade de passageiros sisudos.

Fazia calor. Senhoras conversavam, dizendo das dificuldades de suas vidas, os problemas com os filhos, a falta de dinheiro, o desemprego do marido.

Jovens falavam em tom animado da festa projetada para o final de semana.

Um cenário comum. Todos os dias, as cenas eram mais ou menos semelhantes.

Que se pode esperar de momentos assim, tão comuns?

Mas, enquanto o ônibus ia sacolejando ao longo da estrada, num dos bancos havia um velhinho magricela segurando, com todo cuidado, um ramo de flores.

Eram flores lindas, frescas ainda. Deviam ter sido colhidas em um jardim muito bem cuidado, no alvorecer, beijadas pelo orvalho.

Do outro lado do corredor, uma garota não desviava os olhos das flores.

Eram lindas, exuberantes.

Então, chegou a hora do homem saltar do ônibus. Ele se levantou, caminhou em direção à porta.

Quando passou pela jovem, em um rompante, lhe ofereceu as flores.

Posso ver que você adorou as flores. – ele explicou.

Acho que minha esposa iria gostar de que ficasse com elas. Vou dizer para ela que dei as flores para você.

A garota aceitou o buquê, com um sorriso tímido, e nem teve tempo de agradecer.

O homem desceu do ônibus. Então, ela o viu atravessar a rua e adentrar os portões de um pequeno cemitério.

* * *
Para os que amam, a vida não se interrompe quando o corpo do amado desce ao túmulo.

Os que amam têm certeza de que o amor não morre nunca e continuam a levar em frente as suas vidas.

Naturalmente, com uma pequena ponta de tristeza, pela ausência física do ser amado. Mas, sempre em frente.

A cada dia, oferecem àquele que se foi o melhor de si.

Lembram os dias de felicidade, os passeios, os risos, as viagens.

Oferecem flores que, necessariamente não precisam ser depositadas sobre o túmulo. Podem ser dispostas num vaso, em casa, e ofertadas.

Ou mesmo, deixadas nos ramos, colorindo o jardim, bastando que se diga:

Amor, vê como estão lindas as rosas? Continuo a cuidar delas.

Em algum momento, quando lhe for possível, quando o Senhor dos Céus lhe permitir vir me visitar, você encontrará o jardim como você gostava: cheio de flores, perfumado.

Também cuido dos gerânios. Não esqueço de aguar as samambaias.

Um dia, quando o tempo esgotar a contagem das minhas horas na Terra, espero poder ir ao seu encontro.

Até lá, receba as flores das minhas lembranças. E as do nosso jardim.

Tenho certeza de que você não se importará que eu colha vez ou outra, algumas margaridas para ofertar aos vizinhos, aos amigos.

Como eu, eles não a esquecem.

Até breve, meu amor!

* * *
Pense nisso e, mesmo que sinta o coração faltando um pedaço pela dor da separação pela morte, viva!

Viva intensamente porque quem o ama deseja que você seja feliz, hoje, amanhã e depois... Até o reencontro.

"Sem Deixar Para Amanhã"


A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.

Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.

Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.

Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.

Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.

De repente, ele morre e ficamos a pensar: "meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."

De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.

E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.

O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."

Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.

Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.

É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.

Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.

É mais ou menos assim: "lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?

Achei que você ia me matar, mas você não me matou.

Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?

Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.

Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?

Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.

E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?

Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.

E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?

Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.

Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...

Mas você não voltou..."

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Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.

O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.

Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.

Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.

Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.

O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."



Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. "O Casulo e a Borboleta", do livro O Túnel e a Luz, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.

segunda-feira, 16 de março de 2009

"PRESTAR ATENÇÃO"


Conta-se que um homem de negócios, após longos anos de trabalho árduo, conseguiu ajuntar significativa fortuna.

Todavia, o grande empresário, apesar de todo o dinheiro que possuía, sentia-se infeliz. Desejava a felicidade, mas um grande vazio lhe perturbava a alma e as tribulações das horas lhe roubavam a paz.

Um dia, ouviu falar da existência de um velho sábio conhecedor de regras eficientes para quem deseja ser feliz.

O executivo não teve dúvidas. Muniu-se dos recursos necessário e saiu a procurá-lo.

Após longa e exaustiva busca, chegou ao lugarejo onde residia o tal sábio.

Algumas informações a mais, e lá estava ele, frente a frente com o ancião.

A expectativa era tanta que ele foi direto ao assunto.

“Ouvi dizer que o senhor sabe a receita para se conquistar a felicidade, e o que mais desejo é ser feliz, pode me ajudar?” Perguntou ansioso.

Bem, respondeu o sábio, na verdade as regras são muito simples. A primeira delas é prestar atenção. A segunda, é prestar atenção. E a terceira e última é prestar muita atenção.

O executivo pensou que ele só podia estar brincando, mas depois de ouvir algumas considerações, foi mudando de idéia.

O ancião falou com sabedoria: “quem presta atenção em tudo o que acontece nos minutos de sua vida, consegue ser feliz.”

- Preste atenção no que as pessoas lhe dizem. Saiba ouvi-las com serenidade, buscando ajudar na medida do possível.

- Ao fazer uma refeição, aproveite bem o momento. Preste atenção nos alimentos que ingere, sinta o seu sabor.

- Preste atenção em tudo à sua volta...

- Olhe com atenção uma noite enluarada, um amanhecer de ouro...

- Contemple, com atenção, um jardim que explode em perfumes e cores...

- Uma cascata estirada sobre a montanha rochosa...

- Observe com atenção um bando multicor de aves cruzando os ares... Ouça atentamente o canto de um pássaro solitário...

- Preste atenção na chuva que cai abençoando o solo. Imagine os lençóis d’água no subsolo, espalhando fertilidade e vida...

- Detenha-se a observar o trabalho das formigas, sua organização, sua perseverança.

- Acompanhe com atenção o desabrochar de uma rosa... sinta o seu perfume.

- Enfim, observe atentamente os pequenos “nadas” ao seu redor.

- Em pouco tempo você perceberá que há muito mais coisas boas do que ruins, e isso o fará feliz.

Depois de ouvir atentamente os conselhos do velho sábio, o empresário já estava se sentindo mais alegre e disposto a lutar pela felicidade tão almejada.

Pense nisso!

As horas são abençoadas oportunidades de aprendizado e alegria.

Mas, embora elas se repitam incessantemente, os minutos já não são os mesmos e as circunstâncias mudam a cada segundo.

Dessa forma, a cada hora temos sessenta minutos para encontrar motivos de felicidade, basta que prestemos muita atenção em cada um deles, sem esquecer que a nossa atenção deve voltar-se para as coisas realmente positivas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

"PEDAÇO DE BOLO"


Às vezes nos perguntamos:
"O que eu fiz pra merecer isso?" ou...
"Por que Deus tinha que fazer isso justo comigo?"

Aqui vai uma belíssima explicação.
A filha dizia à Mãe como tudo ia errado.
Ela não se saíra bem na prova de Matemática,
o namorado resolveu terminar com ela e a sua melhor amiga estava de mudança para outra cidade.

Em horas de amargura, a mãe sabia que poderia agradar a filha preparando-lhe um bolo.
Naquele momento não foi diferente.
Abraçou a filha e levou-a à cozinha, conseguindo arrancar da moça um sorriso sincero.
Logo que a mãe separou os utensílios e ingredientes que usaria e os colocou na mesa, perguntou à filha:
- Querida, quer um pedaço de bolo?
- Mas já, mamãe? É claro que quero. Seus bolos são deliciosos...
- Então está bem, respondeu a mãe.

Tome um pouco desse óleo de cozinha!
Assustada, a moça respondeu:
- Credo, mãe!
Que tal então comer uns ovos crus, filha?
- Que nojo, Mãe!
- Quer então um pouquinho de Farinha de Trigo ou Bicarbonato de Sódio?
- Mãe, isso não presta!
A Mãe então respondeu:
- É verdade, todas essas coisas parecem ruins sozinhas, mas quando as colocamos juntas, na medida certa...
Elas fazem um bolo delicioso!

Deus trabalha do mesmo jeito.
Às vezes a gente se pergunta por que Ele quis que nós passássemos por momentos difíceis,
mas Deus sabe que quando Ele põe todas essas coisas na ordem exata, elas sempre nos farão bem.
A gente só precisa confiar n'Ele e todas essas coisas ruins se tornarão algo fantástico!
Deus é louco por você.

Ele te manda flores em todas as Primaveras...
Faz nascer o Sol todas as manhãs...
E sempre que você quiser conversar, Ele vai te ouvir!
Ele pode viver em qualquer lugar do universo,
e Ele escolheu o seu coração!