domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Como enfrentar a solidão causada pela separação"


Quando passamos por uma separação, o mais indicado para a recuperação é a consciência do que ocorreu e do que está sentindo. Digo isso porque muitas pessoas acabam um relacionamento e logo em seguida, quando não antes de acabar, já estão entrando em outro, o que pode gerar a longo prazo muita confusão, insegurança. Todos sabemos que separar não é nada fácil, requer acima de tudo muita maturidade, pois em geral há muitas pessoas envolvidas, muito mais que o simples casal. É um momento marcado por muita confusão, dúvidas, com a única certeza do desejo de querer paz e ser valorizado por tudo aquilo que se tem de melhor. Durante o período da saudade, vive-se uma alternância de raiva e tristeza. Raiva pelo que aconteceu e da forma que aconteceu e tristeza por tudo de bom que se viveu e não vive mais. A saudade é pelos momentos bons vividos, esquecendo-se muitas vezes do real motivo que motivou a separação.

Conseguir examinar a relação passada com objetividade e serenidade não é uma tarefa simples, principalmente para quem não está acostumado a refletir e analisar suas próprias emoções e sentimentos. Mas é o caminho que poderá aumentar a consciência de si, dos próprios limites, e evitar buscar culpados como algumas pessoas tendem ao final de um relacionamento, sem jamais chegar de fato às causas dos problemas que aos poucos foram se instalando.

É preciso analisar com o maior distanciamento possível a relação passada e avaliar os fatores que influenciaram essa decisão, compreendendo o passado, tudo que ocorreu, lembrar de fatos e o que levou cada um a tomar as atitudes que foram tomadas e analisar principalmente, em que ponto seu próprio crescimento foi interrompido, como também os sentimentos que foram despertados pelo outro durante o relacionamento. Enfim, a separação pode ser marcada pela oportunidade de refletir sobre tudo que se viveu, se permitiu viver e aprender a valorizar a capacidade de crescer cada vez mais, é definitivamente sair da zona de conforto.

Algumas pessoas se separam com muita certeza do que querem; mas outras, no entanto, fazem por pura impulsividade, num momento de nervoso, e muitas vezes apenas com o intuito de fazer o outro levar um susto, e não pensam muito em como irão se sentir com essa decisão e quando percebem já estão separadas e sentindo muita dor. Por isso, é preciso muita reflexão e diálogo antes de tomar uma decisão.

Uma das características da separação é deparar-se com a solidão. É ter que enfrentar tudo aquilo que muitas vezes escondeu por anos de si mesmo. O medo de olhar para dentro de si é tão profundo que algumas pessoas evitam a separação, e outras só conseguem se separar quando já estão envolvidas com outra pessoa, tudo para não sentir a própria dor. Ainda que existam filhos, há a solidão em estar sozinho com os próprios sentimentos, medos, dúvidas, tristezas, e tudo mais que a separação provoca. Esse é um dos motivos que pode fazer uma pessoa envolver-se com outra logo após uma separação: o medo de ficar só. O mais aconselhável é dar um tempo para si mesmo, pois só estará efetivamente aberto para uma nova relação a dois quando for capaz de enfrentar a vida sozinho, a menos que já tenha a certeza de que a relação passada não deixou nenhum vestígio, o que raramente acontece. Envolvendo-se muito rápido num novo relacionamento, corre-se o risco de levar consigo todos os comportamentos negativos da relação passada. É como se a falta de vínculo com outra pessoa criasse um vazio enorme, onde a vida parece sem sentido e nada vale a pena, sentindo que só voltará a viver se tiver outro relacionamento.

Enquanto estão sozinhas, muitas pessoas recorrem ao uso de álcool, drogas, comida em excesso ou deixando de alimentar-se como uma fuga, ainda que muitas vezes inconsciente, de uma realidade dolorosa. Mas com certeza, não é negando nem fugindo do que se sente o melhor caminho para se livrar de toda a dor. Pois nessa fuga incessante de si mesmo, não se permitindo refletir sobre seus sentimentos e sua realidade, irá manter cada vez mais seu sofrimento e adiar a tão sonhada paz, pois a tendência será repetir na nova relação muitos dos comportamentos que havia na anterior.

O sentimento de solidão na maioria das vezes provoca muita angústia e traz um forte sentimento de autodepreciação e insegurança, com pensamentos freqüentes de que nada vale, e que ninguém o ama. O que não é verdade. É preciso se lembrar de quando a relação começou. Havia sonhos, desejos, ilusões, e que por alguns motivos, deixou de existir. Um dos dois, ou ambos, em algum momento deixou de cuidar do que um dia foi tão importante.

O medo da solidão pode surgir por não sentir prazer em ficar só consigo mesmo. Como ficar com alguém que é tão mau, constantemente abandonado, rejeitado, desprezado? Por isso tende a fugir desses sentimentos tão devastadores, e ao invés de eliminar a angústia, alimenta-a ainda mais. É preciso ter consciência que nada adianta manter esses pensamentos de si mesmo, pois com certeza eles não refletem a realidade. Nem se trancar em casa e fechando-se, deixando que o desespero e as lágrimas tomem conta. Como também não irá melhorar ficar sem comer, ou comer em excesso, ou ocupar-se com a vida de outras pessoas, tudo isso só irá agravar esse momento tão delicado. Essa fuga de nada adianta pelo simples fato de que se pode fugir de tudo, menos de si mesmo e do que está sentindo. É claro que nem todas as pessoas se dão conta de que estão fugindo, pois justificam para si próprias a necessidade de agirem de tal forma.

É essencial se convencer de que ficar sozinho pode ter muitas conquistas importantes, como permitir a introspecção, a reflexão dos fatos, e principalmente, um maior encontro com seu verdadeiro eu. Viver sozinho não significa necessariamente sentir-se só. Afinal, quantas vezes não se sentiu sozinho mesmo quando estava com o ex-companheiro? Ou com amigos e familiares? Não confunda a solidão física com a emocional, pois só se sente só quem abandona a si mesmo. A solidão nasce dentro da própria pessoa quando ela perde o contato com seu eu interior ou quando procura fugir de um problema, sentimento ou pensamento que a incomoda.
Pense em quantas coisas você deixou de fazer algo que queria porque o ex não gostava ou por falta de tempo? Logo após uma separação é comum haver uma disponibilidade de tempo que parece assustar e fazer com que se sinta imobilizado, mas passado o período de adaptação poderá descobrir as inúmeras coisas que poderá fazer por si mesmo. Ao se separar irá ter muito mais tempo para fazer coisas que gosta e que nem se lembra mais. Por que não visitar uns amigos, ler aqueles livros que comprou e sequer os abriu, dedicar-se a um hobby, fazer um trabalho voluntário? São pequenas coisas que poderão aos poucos lhe trazer de novo o prazer de viver. É importante perguntar-se: "o que eu gosto de fazer"? E ir fazer! Lembre-se de amigos que deixou no decorrer do caminho. Lembre-se que havia uma vida antes de você namorar, casar. Resgate sua vida, agora mais do que nunca, só sua!

De fato, os momentos de saudade e tristeza pelas lembranças do passado são inevitáveis, mas é importante vivê-los consciente de todo o aprendizado, e dar ao passado o direito de existir sem que para isso precise te destruir. Ninguém pode evitar a sensação de abandono e a falta de quem se foi faz em sua vida, mas também ninguém pode te privar de que sinta uma força interior que aos poucos irá adquirir ao se permitir estar em paz consigo mesmo. E isso não tem preço!
Rosemeire Zago

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Por que existe a família?


Você já pensou sobre qual é o objetivo da família, na terra?

Afinal de contas, por que existe a família?

Se Deus, que é o Criador de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.

Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos.

Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos.

Assim, a família é essa escola onde podemos aprender a amar umas poucas pessoas para um dia amar a humanidade inteira.

Deus, que é a inteligência suprema, sabe que no estágio evolutivo em que se encontra, o homem é incapaz de amar todos os seres humanos como a si mesmo.

Por essa razão ele distribui as pessoas nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo.

É assim que em nossas múltiplas existências vamos aprendendo o amor, nas suas diversas facetas: amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante.

E, quando conseguimos amar verdadeiramente um filho, por exemplo, nosso coração se enternece também pelos filhos alheios.

Quando desenvolvemos profundo amor por uma avó ou pelos pais, toda vez que uma velhinha ou velhinho cruzar nosso caminho, sentiremos algum carinho, porque nos lembraremos dos nossos queridos velhos.

Assim, os laços de afeto vão se formando, aos poucos, para que um dia possam se estender por toda a grande família humana.

Considerando-se, ainda, a lei da reencarnação, ou seja, das várias existências no corpo físico, vamos solidificando esses laços de afetividade com um maior número de espíritos, que nascem sob o mesmo teto que nós.

Dessa forma, nossa família espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convívio.

Podemos constatar essa realidade no amor que nutrimos pelos amigos, que não fazem parte da parentela corporal, mas com os quais temos laços sólidos de afeição.

Se o amor ao próximo é lei da vida, teremos, mais cedo ou mais tarde, que aprender esse amor. E nada mais lógico do que começar pelos familiares, que a sabedoria das leis divinas reuniu no mesmo lar.

Portanto, viver em família é um grande desafio e ao mesmo tempo um importante aprendizado, pois o convívio diário nos dá oportunidade de limar as arestas com aqueles que por ventura tenhamos alguma diferença.

Nascendo no mesmo reduto familiar é mais fácil superar as desafeições, pois os laços de sangue ainda se constituem num ponto forte a favor da tolerância e da convivência pacíficas.

É por essa razão que existe a família: para que aprendamos a nos amar como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Criador.

Pense nisso!

Olhando a humanidade como uma grande família, todas as barreiras que separam os povos caem por terra, pois num outro país, numa outra raça, numa outra religião, pode estar alguém que já foi nosso parente consangüíneo ou nosso grande amigo numa existência física passada.

Assim, se você entender que isso tudo faz sentido, comece a ver as pessoas que cruzam seu caminho com outros olhos. Com olhos de quem entende e atende a recomendação do cristo: ame o próximo como a si mesmo.

Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em palestra de J. Raul Teixeira.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Por que o amor nos consome?


"Evoluir é transformar realidades"

Experenciamos o amor - ou o desamor - nos seus mais diversos níveis de intensidade. Passamos uma vida inteira entre altos e baixos de um sentimento que nos acompanha, seja pela carência ou pelo excesso, e que deixa-nos marcas profundas, "feridas" psíquicas ou agradáveis lembranças que nos trazem sensações de felicidade...

No entanto, porque a busca pelo amor perfeito nos angustia tanto? Por que perseguimos um ideal que nos proporcione "orgasmos" de completude e "gozos" de felicidade?

Justamente porque não conhecemos o caminho do meio entre a experiência do amor caótico e a busca pelo amor que nos proporcione sensação de plenitude. Ou estamos lá embaixo, carentes de algo que ainda não entendemos direito, chamado amor, ou nos encontramos em "ascensão" à procura desse desconhecido que nos complete...

Não conhecemos o "meio-caminho" entre os extremos, porque não paramos a máquina para assimilar os aprendizados de nossas experiências amorosas que nos proporcionam verdadeiras lições de vida. Encontramo-nos, imperceptivelmente, entre o caos e a busca da plenitude...

Somos seres cujas experiências de sofrimento e prazer alternam-se como ondas no oceano da vida. Se não possuímos o conhecimento do capitão dos mares, que com a sua experiência e apurada percepção consegue prever tempestades, contratempos e mudar o rumo de sua nau, salvaguardando a sua integridade física e psíquica, ficamos, indefinidamente, ao sabor dos acontecimentos e imprevistos que povoam o oceano da existência.

Náufragos, estaremos à deriva, perdidos, impotentes, desesperados, conformados com o destino... ou à espera do momento mágico que represente o êxtase do salvamento aguardado...

Somos indivíduos dos extremos, sendo que os altos e baixos não nos levam a lugar algum, somente se repetem como num interminável ciclo vicioso. Geralmente, não aprendemos a lição e repetimos a dose, vida após vida a oscilar nas relações amorosas, em busca de um amor que nos salve da sensação de caos que experenciamos em certos momentos vitais...

O amor nos consome porque não percebemos o caminho do meio onde encontra-se a sensação de equilíbrio, fonte de respostas esclarecedoras que contribuem ao processo de autoconhecimento.

O amor nos consome porque "ele" não encontra-se "fora", mas dentro de nós... no ponto de equilíbrio que precisamos perceber na relação consigo próprio, na relação com o outrem, com o mundo e com o universo...

Charles Chaplin eternizou uma frase que resume o que precisamos aprender sobre o maior dos sentimentos humanos: "Não morre quem deixou de viver, mas quem deixou de amar".

O amor, portanto, é o nosso maior desafio diante do universo. É a chave que abre a consciência humana para o ingresso de informações que devem ser apropriadas por aquele que está em busca de respostas. Chave que abre o coração humano para a entrada da energia que envolve, acalma, pacifica, harmoniza e contagia benéficamente...

Chave que se adquire quando nos apropriamos de um conhecimento imprescindível para a sensação de equilíbro no exercício do amor: o caminho do meio, aprendizado que passa pelas experiências de dor e prazer nas relações amorosas do espírito imortal.

Quando despertamos para a ligação interdimensional do amor, subimos um degrau na escala evolutiva da consciência. Condição que nos permite trilhar o caminho do meio e perceber que o amor é uma energia sutil, indelével, onipresente, fraterna, harmoniosa e eternamente à disposição do homem.

por Flávio Bastos

A vida, às vezes parece ser injusta?


Todos nós queremos o sucesso financeiro ou profissional, mas, por mais que façamos, ele parece tão longe! Por mais que procuremos fazer as coisas certas, nos lugares certos e com as pessoas certas... tudo parece continuar na mesma, sem evoluir como gostaríamos. Então, nos sentimos mal, inseguros e mesmo sem esperança de alcançar o que desejamos. Outros, sentem-se infelizes em seus relacionamentos afetivos, mas, como são bem sucedidos com os amigos acham que não há nada errado, e dizem: Tenho muitos amigos e uma vida social bastante agitada... porém, reclamam que se sentem sozinhos e com um vazio interior, que nada preenche.

Em qualquer uma das situações, tanto profissional, como afetivo e social, estamos falando de relacionamentos e de relações superficiais, nada autênticas, porque que com parcerias estáveis e profundas, ninguém sentiria infelicidade, nem vazio. Recebemos educação de pais e professores com padrões e crenças já estabelecidas para alcançar sucesso. Eles convincentemente, nos ensinaram aquilo que aprenderam também de seus pais, ou seja, repetiram para nós exatamente o que se encontrava gravado nas suas mentes:

Dinheiro não cai do céu! Menina... não seja ambiciosa! Isso é pecado, não se deve querer o que não podemos ter! Quem nasceu pobre, tem que trabalhar duro! Os ricos não entram no reino dos céus! Não há ganho sem dor! Não confie em ninguém! E no caso de nós mulheres, quem já não ouviu: homem é tudo igual!!!

Assim, passamos boa parte de nossas vidas tentando satisfazer as expectativas deles, lidando com a frustração dos ideais não alcançados, e nos deparando com pessoas que não seguiram nenhuma dessas regras, e se sairam muito bem na vida. Com o tempo, não temos mais satisfação em ganhar a aprovação daqueles que estabeleceram esses princípios, porque percebemos que eles não nos ajudaram a conquistar o que almejamos. Nos sentimos traídos, sem fé, e questionamos tudo.
Alguns preferem a conclusão errada "que tem alguém com pensamentos negativos para mantê-los longe de ser bem sucedido". Acreditam até que há algumas forças hostis trabalhando contra eles, pois sabem que fazem tudo que podem para alcançar o sucesso e ele não chega.

Pensamos: Como podem aqueles que estão trabalhando tão duro receber tão pouco, enquanto que aqueles que parecem trabalhar tão pouco alcançam tanto?" A vida é uma combinação de numerosas possibilidades. Se dermos crédito ou colocarmos a culpa no outro pelo nosso insucesso, realmente ficamos impotentes para fazer qualquer mudança! E, isso nos trará angústia, culpa, raiva e, principalmente, a dificuldade de perdoar.

"Sem a busca pelo autoconhecimento, o nosso verdadeiro eu nunca se revelará, e, portanto, não nos realizaremos".

Acreditar que algo fora de nós é a razão do nosso fracasso tem uma repercussão muito negativa. Esse sentimento gera uma forte vibração e uma forma-pensamento de "estou fracassando", "não está dando nada certo" e, isso, pela Lei de Atração coloca em movimento dentro de nós mesmos, sentimentos de ciúmes e inveja em relação àqueles que estão tendo mais sucesso, ressentimentos em relação às pessoas que consideramos culpadas, insegurança, medo de fracassar e baixa auto-estima. Estes sentimentos para as correntes contrárias à nossa evolução e sucesso são perfeitos. Os seres que habitam os planos inferiores de existência aproveitam-se desse descuido, para fortalecer em nós sentimentos ruins e pensamentos negativos, contribuindo ainda mais para a decadência.
Não tomamos consciência desse processo porque esse é um aprendizado que nos adultos já se transformou em hábito, e só conseguiremos superar essas crises, mudando os padrões e crenças instalados, transmutando-os em novos conceitos de vida, de sucesso, de prosperidade.

Ninguém tem e nunca terá poder para evitar ou atrair sucesso para sua experiência. O sucesso é nosso direito cósmico. Está tudo sob o nosso controle. Sem crise não existiria a cura e a transformação interior e ficaríamos estagnados em hábitos perniciosos, gerando mais conflito e sofrimento. As crises são os melhores mecanismos evolutivos que existem, porque permitem que nós nos sintonizemos com nossa sensibilidade espiritual e com o Plano Divino.
As crises não são geradas por forças energéticas alheias a nós, mas são o efeito e o reflexo da nossa desconexão com o Eu Superior. Quem não estiver disposto a solucioná-las não pode ter relacionamentos significativos, nem sucesso em qualquer área da vida e, consequentemente, não se sentirá realizado!

por El Morya Luz da Consciência

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Assédio Espiritual"


"No que diz respeito ao problema das obsessões espirituais, o paciente é, também, o agente da própria cura".
(Grilhões Partidos, Manoel Philomeno de Miranda)

Para a maioria das pessoas, o assédio espiritual, como enfermidade da alma, é algo bastante longínquo, distante de sua realidade. Mas, por quê?
Porque o assédio espiritual costuma ser tão sutil a ponto de não ser percebido pelo assediado. Aproveitando-se de seu estado de invisibilidade, o ser obsessor desencarnado (desafeto do paciente, hoje seu algoz, na verdade, foi vítima do paciente no passado, pois foi prejudicado por ele) é movido a ódio e desejo de vingança, e se utiliza de todos os recursos possíveis e inimagináveis aos olhos de um encarnado para prejudicá-lo, tirando até mesmo a vida do paciente.

Portanto, o assédio espiritual ocasiona sérios danos psíquicos, espirituais e orgânicos ao assediado. Surgem, assim, distúrbios variados, difíceis de serem diagnosticados com precisão pelos médicos e que se refletem no corpo físico, evoluindo com febres, inflamações, dores e outros sintomas físicos, confundindo o raciocínio do clínico e, com isso, dificultando um tratamento eficaz.

O assédio espiritual pode ainda levar à o paciente à loucura (esquizofrenia), epilepsia, vícios em geral, ou mesmo ao suicídio. Sem dúvida alguma, o assédio espiritual, como enfermidade da alma, é um dos grandes flagelos da humanidade e vem de longa data.
Na Bíblia, o Novo Testamento menciona essa enfermidade da alma: "Percorria Jesus toda a Galiléia ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda a fonte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama corria por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoniados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou". (Mateus, 4:23-24).

Os leitores assíduos de meus artigos podem constatar os inúmeros casos que atendo em meu consultório, onde a causa dos problemas dos pacientes é, em sua maioria, de origem espiritual; isto é, há uma interferência espiritual obsessora provocando ou agravando os sintomas.
Em minha experiência clínica, ao conduzir mais de 7000 sessões de regressão, através da T R E (Terapia de Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, em 95% dos casos atendidos, se a causa espiritual (assédio espiritual) não for o fator determinante do problema do paciente, é, sem dúvida alguma, um fator agravante, e apenas em 5% a causa é puramente psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual obsessora na gênese de seu problema.
Portanto, esse percentual altíssimo de 95% na minha estatística de interferência obsessora gerando os problemas de meus pacientes, merece que o assédio espiritual, como doença da alma, seja estudado pelos profissionais da área de saúde (médicos, psiquiatras e psicólogos) de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida dos enfermos.
Embora, desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheça oficialmente essa enfermidade da alma, que passou a ser denominada na medicina como possessão e estado de transe e inserida em seu Código Internacional de Doenças (CID 10, item F.44.3 - Estado de transe e possessão), lamentavelmente o que se percebe na prática é que nos consultórios, hospitais e ambulatórios, muitos profissionais ainda ignoram ou desqualificam a existência dessa grave enfermidade da alma, seja por desconhecimento (não levam em consideração a diferença entre um distúrbio mediúnico e um distúrbio físico e/ou psiquiátrico propriamente dito), ou mesmo por preconceito, incredulidade, fruto de sua formação acadêmica organicista, materialista, vendo o ser humano apenas sob o ponto de vista biológico, psicológico e social, desconsiderando o aspecto espiritual do paciente.

Além desses fatores, o assédio espiritual é também uma das doenças mais difíceis de serem tratadas pela sua sutileza -já mencionada no início desse texto-, a ponto de não ser percebido pela maioria dos médicos e pacientes.
Em minha prática clínica, se o paciente apresenta um humor muito instável, ou seja, muda subitamente e com frequência de estado de espírito, sem uma causa que justifique: e mais
- sente constantemente calafrios, arrepios ou mesmo dormência em algumas partes de seu corpo, pressão na cabeça;
- medo de dormir no escuro, insônia;
- insatisfação constante, choro fácil, irritabilidade sem causa aparente;
- pensamentos negativistas, vontade de morrer;
- sente medos, não dorme direito, sofre pesadelos constantes, tem a vida bloqueada, problemas físicos e quando vai ao médico, faz todos os exames necessários e não encontra nenhuma causa orgânica...
Se tudo, ou um pouco de tudo isso, estiver acontecendo com o paciente (obviamente, é preciso levar em consideração que cada caso é um caso, como se diz no jargão médico, pois nem sempre esse quadro clínico representa um assédio espiritual), são fortes indícios de que o mesmo pode estar sendo assediado espiritualmente.

Caso Clínico
Oniomania (Compulsão em comprar)
Mulher de 25 anos, solteira

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que era uma consumidora compulsiva (sofria de oniomania, que é um transtorno psíquico, uma compulsão ou vício em comprar excessivamente, e de forma desnecessária).
Estava perdendo o controle, a noção dos seus gastos financeiros a ponto de contrair dívidas enormes. Por conta disso, teve que fazer um empréstimo bancário e vender seu carro para pagar uma parte do montante de suas dívidas.

Após comprar compulsivamente, vinham arrependimento e vontade de se matar. Por conta também dessa compulsão, estava perdendo o apoio de sua família e seu namorado. Para ajudá-la, os cartões de crédito e o talão de cheque, ficaram todos com o seu namorado.
Esse transtorno compulsivo se manifestou, se desencadeou após entrar numa crise depressiva profunda por se sentir muito sozinha (mudou de cidade para estudar e, com isso, sentia muita solidão por estar longe de sua família). Segundo a paciente, a depressão se agravou após tomar antidepressivos. Sentia-se muito deprimida, tinha pensamentos suicidas, desesperança, principalmente nas crises de choro. Seu humor oscilava, ficava irritada e implicava muito com os entes queridos.

Sentia-se muito sozinha, mesmo tendo uma boa família e um namorado compreensivo e carinhoso. Ficava se remoendo, se culpava e não se perdoava por sua compulsão de comprar e ter contraído uma dívida tão pesada. Sem motivo que justificasse, sentia-se também muito insegura em relação ao seu namorado, duvidando dele, se ele realmente a amava.
Por fim, não conseguia terminar o que começava, deixava as coisas pela metade, não concluindo o que começava. Ao regredir, após passar por uma sessão, a paciente me relatou: "Senti um peso quando levantei as palmas das mãos para rezar (nessa terapia, é comum eu orar junto com o paciente antes de iniciarmos o relaxamento); sinto que é uma energia ruim, que está me impedindo de rezar... Acho que é um ser desencarnado obsessor".

- Pergunte para esse ser espiritual o que ele sente por você - peço à paciente.
"Eu sinto que ele sente muito ódio de mim". (pausa).

- Pergunte o que você fez para ele no passado - peço novamente à paciente.
"Ele me responde: ' Você destruiu a minha vida de todas as formas, tirou tudo o que tinha'.
Eu o vejo todo escuro, como uma fumaça, e se movimenta muito rápido para todos os lados, se desmancha e se junta de novo, vindo em minha direção (paciente estava descrevendo o perispírito - corpo espiritual - desse ser, que é fluídico e, portanto, parece uma fumaça)".

- Pergunte a esse ser espiritual de que forma você o prejudicou na vida passada.
"Você me envergonhou, me difamou, desprezou o meu amor por você. Tirou tudo o que tinha, principalmente a minha namorada, falando inverdades a meu respeito para ficar com ela. Você me tirou a razão de viver, de estar vivo, e passei a não ter mais vontade de viver. Quero que você sofra, que tenha dias de tristeza como eu tive. Quero tirar sua vida com dias de tristeza".

- Pergunte a esse ser espiritual que ligação havia entre vocês nessa existência passada...
"Éramos irmãos, você era o mais velho. Além de me tirar a pessoa que mais amava, me abandonou na hora em que mais precisava. O meu amor por você como irmão era muito grande; por isso, até relevei o fato de ter me abandonado. Mas após o meu desencarne, descobri tudo o que você fez comigo, principalmente, tirando a minha namorada, contando um monte de mentiras a meu respeito para ela. Vim a falecer abandonado, sozinho, sem ninguém ao meu lado; acabei morrendo de velhice em dias de tristeza e amargura".

- Você quer dizer algo para seu irmão dessa vida passada?- Peço à paciente.
"Quero pedir perdão (paciente fala chorando), que me perdoe por todas as coisas ruins que fiz para ele, as difamações, a vergonha que passou, de ter tirado a pessoa que ele mais amava. Peço que me perdoe, e que encontre a luz. (pausa).
Ele me diz que não quer me perdoar, que não vai me perdoar, e que vai continuar fazendo tudo para eu sentir tristeza, solidão, como ele sentiu na vida passada (aqui confirma por que a paciente hoje sente solidão, tristeza, mesmo rodeada pela sua família e namorado)".

- Pergunte-lhe se vocês tinham pais - peço à paciente.
"Eles morreram num acidente de avião. Você me prometeu após a morte deles que nunca iria me abandonar, pois restamos só nós dois. Prometeu que sempre iria me proteger, mas não cumpriu sua palavra. Além disso, foi embora me deixando em casa sozinho, levando toda a herança que nossos pais nos deixaram".

- Peço à paciente falar para o ser obsessor, seu irmão dessa vida passada, que o mínimo que ela pode fazer para ajudá-lo a reparar pelos seus erros, é orar por ele para que possa sair das trevas e seguir o caminho da luz. (pausa).
"Ele diz que aceita a minha oração, se bem que nunca orei por ele e ninguém mais. No entanto, afirma que se eu orar por ele, não irá mais me influenciar a ficar triste, e que irá embora".
No final dessa sessão, entreguei à paciente a oração do perdão e pedi para que orasse com todo o fervor e pureza de seu coração.

Na sessão seguinte (3ª e última), a paciente me relatou:
"O meu irmão diz que está recebendo minhas orações, o meu arrependimento e o meu amor. Fala que não tem mais ódio de mim".

- Pergunte se ele quer ajuda dos espíritos benfeitores para ir à luz?- Peço à paciente.
"Ele diz que sim, que vai agora pedir ajuda". (pausa).

- Pergunte ao seu mentor espiritual se tem algo a lhe dizer?
"Ele me diz: 'Você pediu perdão e foi perdoada. Este é o primeiro passo que está dando no caminho da vida. Está seguindo o caminho certo e está sendo curada pela sua fé e sendo fortificada com amor e paz. Seus problemas estão sendo tirados de você agora, pois foi capaz de pedir perdão e de se perdoar. Você e o seu irmão foram perdoados de tudo, então siga sua vida. Você tem uma grande missão em ajudar as pessoas aconselhando e iluminando os seus pensamentos. Ajude quem vier falar com você e assim nunca será desamparada por mim e pelos espíritos celestiais. Você não está só, tem a mim, não se esqueça disso.
Jamais pense que está só, a solidão também está sendo tirada de você e, em seu lugar, coloco o amor e a compaixão para que os utilize com outras pessoas. Daqui para frente vai brilhar mais do que possa imaginar, pois você é capaz. Confie em sua capacidade, toda a sua insegurança também tiro de você e, em seu lugar, coloco a segurança em si mesma, em seu trabalho, nos estudos, e em tudo que vier a fazer.
Terá também segurança no amor; enfim, tudo o que quiser. Basta confiar em si mesma. Seus sonhos se realizarão e sua vida se estabilizará. Seu sonho de constituir uma família vai se realizar'. (pausa).

- Pergunte qual o nome de seu mentor espiritual - peço à paciente
"Diz que se chama Asdulem. Fala que me ama muito, e que daqui para frente sempre que quiser poderei falar com ele, pois os canais foram abertos através desta terapia.
Afirma ainda: 'Eu te guiei até esse consultório (na maioria dos casos, é o mentor espiritual do paciente que o intui para vir a essa terapia) para que entendesse tudo o que estava acontecendo em sua vida, para você ver e te provar de que nada de seus problemas eram seus, mas provocados pelo seu irmão da vida passada. Veio também nesse tratamento para se reconciliar com ele, pedir perdão e se perdoar pelos erros cometidos.

Você está recebendo nessa terapia uma grande cura, por isso a guiei até aqui. O trabalho realizado foi muito bom, mas agora o tratamento vai continuar através de você mesma, e vou continuar a te guiar. Terá todo o meu amparo. Em relação à terapia, ela se encerrou; portanto, não precisará voltar mais com o Dr.Osvaldo'.

Vejo agora um ponto de luz branco, bem iluminado. Ele está se despedindo... e indo embora".

Após a sessão, a paciente me disse que estava se sentindo muito bem, leve, e que não sentia mais aquele arrependimento, culpa, que a atormentavam bastante por ter contraído toda aquela dívida, fruto de sua compulsão em comprar. Sentia que estava realmente curada.

Osvaldo Shimoda é colaborador do Site, terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por ele através dos Espíritos Superiores do Astral. Ministra palestras e cursos de formação de terapeutas nessa abordagem. Ele atende em seu consultório em São Paulo. Fone: (11) 5078-9051, ou acesse seu Site.
Email: osvaldo.shimoda@uol.com.br