segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Morrer é voltar para casa"


Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.

Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?

Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.

E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.

Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.

Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.

O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.

Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?

Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos - mas o Espírito jamais terá fim.

Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.

Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.

Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.

Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.

Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.

Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós - não importa.

Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.

Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.

Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.

Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.

E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.

* * *

A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.

É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.

A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.

Pensemos nisso!

Texto da Redação do Momento Espírita.

"A fábula do burro"


Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.
A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.
Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!
Recorde-se das 5 regras para ser feliz:

Liberte o seu coração do ódio.
Liberte a sua mente das preocupações.
Simplifique a sua vida.
Dê mais e espere menos.
Ame-se mais e...aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema.

"PESSOA SENSÍVEL"



Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outras más. Mas todos podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.


Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade. Pessoas sensíveis - por definição - são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem.

Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são sensíveis.


Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?


Elas não são sensíveis? Não. Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis. Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças.


Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas.

Quando somos crianças, simplesmente reagimos - o que é natural -, por isso, adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.


Uma pessoa sensível, por obter mais informações que estão à sua volta, raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e e-s-c-o-l-h-e a melhor r-e-s-p-o-s-t-a.

Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.

Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta a tudo o que vai acontecer. Resposta não é reação.

Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.


Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.

Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas, fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.

E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".

Olhe o comportamento dessas pessoas.


Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.


Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!

Porque, como afirma Stephen Covey:

"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino".


Autor Desconhecido

quinta-feira, 13 de maio de 2010

VIAJANDO COM A MÃE MAIOR



Como é lindo, Mãe, ver brotar flores espirituais das chagas humanas. Cada ferida aberta na carne é como um portal de saída para a impurezas do espírito. Cada dor que castiga a casca humana fortalece o ser espiritual em sua caminhada infinita.

É preciso compreender que a injustiça não existe, a não ser nos olhos de quem a vê.

Cada dor, cada lágrima, cada ferida, experimentada na passagem carnal, acende uma luz no coração de quem a vive, iluminando-o por dentro e a muitos que estão à sua volta. Os planos de Deus são perfeitos, ainda que a compreensão humana não os alcance em profundidade. E todos somos planos de Deus, projetos divinos fadados ao sucesso.

Como é lindo, Mãe, sentir no peito esta certeza, saber que Deus está em tudo e que, portanto, tudo está bem, tudo está certo, tudo está no lugar.

Como é lindo, Mãe, provar da tua doçura e poder dividi-la com quem só traz amargor em seu coração.

Como é lindo, Mãezinha, saber que estamos todos em teu coração e nas mãos de Deus... seguros, protegidos, vivos...

Não há no Universo, Mãe, sentimento mais sublime do que este. Não há, para nós, Mãezinha, sensação mais inebriante que a de saber-se vivo, movido a luz e amor, na certeza de que nada pode apagar a chama viva que queima em nós, sem nos consumir, pois esta chama é amor puro partindo diretamente do Criador.

Como é doce, Mãezinha, enxergar a tua beleza serena, que embala milhares de consciências entregues à negação e à morte.

Como é linda, Mãe da Vida, a tua doçura terna banhando frontes cansadas, enchendo corações vazios, reaprumando vidas desorientadas.

À tua volta, Mãe de Luz, estão teus filhos. Cabeça baixa, mãos estendidas, esperam merecer de ti apenas uma gota da seiva divina que brota abundantemente de teu coração.

Mãe de Alegria, espalha pelo mundo esta ternura de que és feita para que os homens possam ver-te em espírito em cada olhar.

Mãe da Fortuna, Semeadora da União, faz brotar em cada mão as flores de tua paz infinita, para que cada afago seja uma bênção e cada abraço, um banquete espiritual.
Mãe de Plenitude, Senhora da Harmonia, que o teu amor possa resgatar cada consciência perdida, para que todos possamos ver nossa própria luz interior.

Seja a tua beleza o que vemos em nós mesmos, para que sejamos capazes de enxergar Deus em cada um.

Mãe de Compaixão, Mensageira da União, que a tua inspiração possa nos mostrar o caminho reto por entre a floresta de nossos erros.

Sabemos que não estamos sós mas, muitas vezes, nos sentimos solitários, invadidos que somos por nossas próprias dúvidas e ilusões.

Que a firmeza doce e serena de tua presença possa sempre nos envolver, fazendo-nos fortes o bastante para enfrentar as dores da humanidade, reflexos de nós mesmos no mundo em que vivemos.

Recebido espiritualmente por Maísa Intelisano, em abril de 2004.


TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)


Por Maísa Intelisano

"Ouvir é uma arte"



Hoje, Senhor, quedo-me diante de ti para confessar que estou descobrindo caminhos novos.
Diante de criaturas que falam de suas dores consigo ouvi-las com a alma.
Antes, havia um burburinho em minha alma e eu tinha uma infinidade de verdades, de ansiedades que se acotovelavam em meu peito, impedindo-me de sentir a dor do outro.
Eu consigo me calar integralmente e, então, as palavras das outras pessoas penetram em meus ouvidos e deslizam pelo meu corpo e alma e encontram guarida em meu coração e um porto seguro em meus pensamentos .
Sabe, Senhor, às vezes eu nem preciso responder ou finalizar caminhos. Elas, as outras pessoas, por si só vão encontrando soluções para os seus problemas.
É maravilhoso, Senhor, observar essas outras pessoas andando calmamente, após ter realizado suas confissões.
Assemelham-se a passarinhos que encontram seus ninhos e as mães que as acalentam no peito.
Uma outra descoberta eu fiz, Senhor. Posso ver as pessoas em situações de um jeito diferente. É gostoso ver o outro lado, ver o que elas sentem e pensam sem que eu faça um julgamento pré-concebível. Antes eu observava tudo com os olhos de ontem tendo como referência o que aprendera ou as atitudes que elas tiveram no passado.
Era complicado e, às vezes, doloroso.
Pois é, agora estou aprendendo a olhar, com o coração... olhar a alma de tudo e de todos. É só dizer o que sinto em sintonia com o universo ou com a alma da própria pessoa.
Aprendi que não tenho todos os caminhos nem soluções. Sou também um viajante desse universo e só posso iluminar meus caminhos ou aqueles que eu já percorri. O que posso dizer, Senhor, é que elas façam o melhor por si mesmas, amem-se intensamente e se perdoem infinitamente.

Ah, Senhor! Quantas pedras carreguei em meus ombros; quantas imagens nocivas guardei em meu cérebro e coração. Agora, quero ser livre, quero me libertar de medos e culpas para poder levar com mais leveza minha vida.

Pois bem, essa confissão/gratidão eu escrevi antes de atender uma cliente. Pode ser uma experiência psicográfica ou não, segundo um amigo de Richard Bach, que escreveu o livro "Fernão Capelo Gaivota", o autor realizou ali uma experiência de psicografia porque toda obra foi escrita a jato; jorrou do universo para sua mente e dali para o papel em uma tarde em que eles se encontraram na praia.
Essa experiência "receber" mensagens não é privilegio dos médiuns ou de um Chico Xavier. Você mesmo que lê essas palavras pode realizar isso, transformar-se em uma ponte que facilita a travessia de um mundo para outro. Como? Ora, em uma conversa com amigos no telefone, nas recomendações que faz para os filhos, em um momento de crise ou dor...
Na verdade, o universo está sempre plugado com a humanidade; cada criatura tem sua antena e possibilidade de sintonia. Aos que captam todo e qualquer tipo de freqüência, esse acesso depende muito das decisões e escolha que realizamos em torno da vida.

Seja audaciosa, mantenha a conexão com o universo com coragem e alegria. Essa criatura que deixou esse recado/confissão é um ilustre desconhecido que realizou a sua sintonia, eliminou preconceito, desfez o burburinho interno e colocou-se à disposição do universo, assemelhou-se a um bambu: abriu a sua alma e deixou que jorrasse para minha mente tudo o que sentia. E eu plugado deixei que suas palavras se derramassem no papel.

Você já deve ter tido a triste experiência de querer e precisar falar de si, da sua dor e dúvidas. Mas, a criatura que você escolheu para fazer a confissão não consegue ouvir... mal você inicia seu depoimento e a outra logo interrompe dizendo: Ah, minha amiga! Bem sei o que sentes. Olha isso não é nada... você precisa ver o que aconteceu com minha prima ... e aí ela vai relatando coisas e fatos distantes de você, ausentando-se e deixando-a ali sozinha.

Ouvir é uma arte! E saiba que um dos órgãos mais complexos e completos que seu corpo possui é o ouvido. É um aparelho perfeito que pode transformar sons em palavras. No entanto, fique sabendo que esses ouvidos nada podem perceber quando a alma está ausente.

Ouvir é a arte de aconchegar almas... quando você ouve com a alma e coração, a sensação que é transmitida ao outro, assemelha-se ao carinho que os seios de uma mãe oferecem ao rosto da criança na amamentação.

Ouvir com a alma é antenar-se com o Deus que existe no outro ser. Você tem dúvidas de como se iniciar nessa arte? Ora, é fácil, exercite-se ouvindo os pássaros, observe o barulho da água, dê atenção ao pobre que estende a mão.

Reserve um tempo e dê ouvidos para aquela pessoa empinada cheia de jóias que fala sem parar de suas vaidades. Ouse tudo e tenha a coragem de se sentir agraciado por Deus.

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

Por Wilson Francisco

"O fantasma do desamor"



É impressionante a quantidade de gente que sofre por amor. Parece que o amor é o maior bem que podemos alcançar nessa vida, mas também é o maior sofrimento que uma hora ou outra enfrentamos.

Quem ainda não sofreu por amor, infelizmente, ainda sofrerá. Isso é um fato. E até aí acho normal, porque de uma forma ou de outra sempre passaremos por uma situação de incompreensão afetiva. Pode ser que tenhamos vivido isso na infância ou adolescência, em nossa família, ou com amigos e colegas, ou na vida amorosa com nossos pretendentes e parceiros. O fato é que o desamor nasce da incompreensão. O sentimento de desamor acompanha ou ressoa quando nos sentimos incompreendidos e, infelizmente, muitas vezes somos incompreendidos.

Muitos dos meus clientes acham que o desamor nasceu na infância, quando foram deixados de lado pelos pais, ou quando foram muito cobrados, ou ainda incompreendidos. Algumas pessoas carregam esses sentimentos até a idade madura e não há nada mais triste do que ver um adulto, pai de família, auto-suficiente financeiramente preso a situações da infância. Muito triste mesmo, porque uma pessoa com estes traços acaba maltratando todos os outros que passarem por sua vida, num processo inconsciente de vingança.

Percebo que a maioria das pessoas que sofre por amor quer descontar o desgosto em alguém. Veja, amigo leitor, que se trata de um processo inconsciente. A pessoa não percebe que está fazendo isso, mas quando se apaixona, ou simplesmente começa uma amizade, carrega todo o ranço do desamor consigo. Assim, vem para essa nova história totalmente carente, coloca a nova pessoa na sua vida de forma rápida, sem muito critério, transforma sapos em príncipes e depois desmorona quando descobre quem é o outro.

Embalada no sofrimento não dá tempo ao tempo. Não se permite olhar para ver quem é a pessoa que está chegando em sua vida. Faz julgamentos apressados e cai constantemente na decepção. Tudo isso porque não se sentiu amado, aceito na infância. Será?

Em se tratando de um entendimento mental/emocional/espiritual nada é assim tão linear.

Sempre pergunto para meus clientes o que vem primeiro: o ovo ou a galinha. Espiritualmente, aprendemos que nascemos nos ambientes compatíveis com a nossa vibração (lei da atração). Também sabemos que podemos mudar tudo isso, mas não se trata de um processo mental, porque, afinal todos queremos ser amados, compreendidos, ter saúde, sucesso profissional. O que muda é abrir a mente e o coração.

Como ensina a oração de São Francisco, precisamos amar mais do que esperamos ser amados. E o lindo dessa história é que no momento que amamos de forma ampla, altruísta, fazemos isso porque começamos a compreender melhor o próximo e deixamos de julgar de forma prematura, ou desesperadoramente carente, pois estamos descobrindo que o amor nos faz muito bem, pelo sentimento de oferecer. Assim, naturalmente, vamos nos aproximando de pessoas que também estejam nessa busca de se melhorar, entender e amar.

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

Por Maria Silvia Orlovas

PLUG: A senha da sua Alma


Um encontro de alma que acontece logo ao amanhecer.
Quando você abre os olhos e sente, percebe que tem algo mais ali. É a sua Alma.
Aquela parte sábia e completa que com sua presença ilumina e clareia todos seus pensamentos.
É como se nesse dia você já soubesse de tudo que vai acontecer e com uma certeza inabalável.
Às vezes, temos essa percepção apenas para partes ou fases do dia.
Mas com treino podemos ter isso para fases da vida e depois, naturalmente, transpomos essa união, essa conjunção, este encontro para nossa rotina diária.
Sua Alma está ligada ao plano mais Alto.
A sabedoria e a conexão acontecem num piscar de olhos, a ponto de apenas respirarmos e tudo passa a estar e ser ligado.
É como uma rede de wireless(wi-fi) com sinal aberto a todos.
O campo de todas as possibilidades e respostas está aberto a todos que possuem a senha. É como ter a senha da rede.
Você insere a senha e PLUG, tudo fica conectado ao universo que tudo cria e pode.
Essa senha você já tem!
Essa conexão já é você!
Isso tudo é uma chave.
A chave para a criação total de sua vida.
A conexão infinita de sua Alma com o Todo, o que tudo É!
No início, precisamos de mais tempo, mais treino, rituais, mestres terrenos.
Depois que aprendemos como receber a senha para a conexão, simplesmente PLUG, e já estamos conectados.
A maior rede que já existiu e existe. E alguns de vocês achavam que quando falávamos nisso nos referíamos à internet...
Vocês são realmente incríveis, mas às vezes bastante ingênuos e um tanto tímidos nos seus desejos e capacidades de imaginação.
Você tudo pode!
A chave é o PLUG.
Conecte-se à sua alma e deixe que ela o leve a algo maior.
A maior rede que já existiu e existe. A rede que liga a todos.
Onde Tudo O que É existe.
Onde todas as possibilidades existem.
Onde você tudo pode!
Seja bem-vindo de volta para casa!
A conexão com essa grande rede é a volta para casa.
E, novamente, vocês pensaram que seriam levados para outro lugar...
A sua casa é aqui mesmo.
E a chave está com vocês!
Permitam-se pensar de forma nova e criativa. Saiam do lugar comum, lembrem-se de olhar algo novo ou olhar algo velho de forma nova.
Experimentem, ousem e, acima de tudo, acreditem que tudo será diferente.
E, assim, Tudo O Que É, será!
Sejam bem-vindos à Nova Era!
A Era do PLUG.
Namastê!

P - people = pessoas
L - linked = ligadas/conectadas
U - unlimited to = ilimitadamente
G - GOD = Deus
"Pessoas ligadas/conectadas ilimitadamente a Deus".

Por Nathalie Favaron

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

"O Trio"




A maioria de nós crê piamente que somos o que uma forte energia determina que iremos nos tornar. Que exista um super ser, forte mesmo, que tudo coordena e tudo determina, cujo final sou eu, você, as galáxias, o Universo, enfim, tudo e todos que nos cercam.
O Telescópio Hubble há 20 anos está nos ajudando a perceber que esta crença é tão forte quanto a estória da Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho ou o Lobo Mau. Mesmo sem a sábia interferência das imagens do Hubble, já acho que todos nós somos o que pensamos ser; portanto, uma pequena, mas forte partícula deste imenso Universo. Uma essência em estado de aprendizado e em processo de evolução.
Afirmo que somos hoje o que pensamos, fizemos até ontem ou até um segundo atrás. Seremos amanhã o que admitimos ser agora.
Nunca vi uma pessoa, que afirma que tudo à sua volta está ruim, se tornar um ser humano vitorioso. Jamais conheci alguém que só pede, nada faz e assim consegue alcançar seus objetivos. A vida é luta. A vida é acumulo de sabedoria pelos nossos acertos e falhas. Evito escrever erro porque erro é falha repetida.
Portanto, creio piamente que o primeiro grande segredo de um TRIO de energias que regulam a nossa vida, é que somos produto de nossos valores. O que creio ser, sou. O que admito ser, serei.
Desta forma, é com os valores que permito serem adequados para a minha vida que eu produzo os meus pensamentos.
Isso posto creio que meu trio começa com os meus valores e na sequência estes geram os meus pensamentos.

Acredite, é verdadeira a frase: Pensamento cria a realidade.
Desta forma o segundo personagem do meu trio é representado pelos meus pensamentos. Saber pensar faz toda a diferença. Posso começar um plano de eliminação de prejuízo ou igualmente iniciar uma vitoriosa ação de melhoria de resultados. Redução de custos ou aumento de produtividade. Pensar positivo é o segredo.
Sei, mas sei muito bem, que eu sou a energia que produzo, portanto, se quero começar uma nova ação com energia negativa é só iniciar um plano para estancar gastos. Criar novas oportunidades é o caminho. Desta maneira, como penso, sempre depende de meus valores, mas também da forma como eu acredito ser verdadeira a minha vida.
É com a coragem de ser diferente que eu começo a minha vitória, mas posso ficar estacionado com o "conforto" do medo.
Está cada vez mais evidente, para mim, que sou fruto dos meus valores, consequentemente, do que penso que sou, que posso realizar e ainda das palavras que verbalizo.

Assim, o terceiro personagem do meu trio são as minhas palavras, que rapidamente se confundem com as minhas atitudes. É nas palavras que eu "dou vida" aos meus valores e aos meus pensamentos.
Este é o meu TRIO. É com ele que construo a minha vida de aprendizado nesta encarnação.
Assim é fundamental que eu pense seriamente naquilo que acredito ser verdadeiro para minha existência. Meus valores precisam ser questionados sempre, para que eu possa ter certeza que me servem e que me ajudam a compreender o "incompreensível". Não é seguindo os outros que encontrarei o meu caminho. Se me perder deles não saberei mais o caminho a tomar.
Com o que creio, construo os meus pensamentos. Se as colheitas estão inadequadas, preciso ficar atento a este ponto. Mudar valores significa, efetivamente, mudar de vida. Não resolve trocar de cidade se levo comigo a minha forma de ser. Mudar de cidade é mudar de ambiente, mas só com isso não existe troca de valores.
Portanto, saber pensar é consequência do que admito ser correto para uma vida. Logo na sequência preciso ficar atento para a maneira como verbalizo os meus pensamentos. Este ato precisa, carece e deve contemplar equilíbrio.
Depois que criei o hábito de meditar, descobri que tomei as minhas piores decisões quando estava irritado ou apaixonado. Os extremos são maléficos. Decidir sempre com calma e no centro, mas aplicar a decisão com velocidade; afinal ela determina a sua idade. (veloz + idade).

Conheço muitas pessoas com 60 anos que superam outras de 40. A diferença está exclusivamente na forma de pensar e de ver a vida. Muitas, com quarenta anos, fazem planos de aposentadoria e muitas de 60 começam novos projetos onde suas presenças são necessárias diariamente em forma de estratégia e trabalho.
Enfim, cabe a nós escolhermos o que queremos ser e como pretendemos conduzir a nossa vida... Ser o motorista ou o passageiro. Ser o Piloto ou fazer parte da tripulação. Ser o comandante ou simplesmente um marinheiro...
Escolha corretamente o seu TRIO e faça excelentes colheitas.


Saul Brandalise Jr., autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Toques conscienciais - Parte 1


"SOL NAS ALMAS"

Amigo espiritualista, quando a depressão se aproxima e instala na sua consciência aquele clima mental cinzento e opressivo, é necessário reagir e acender a própria lâmpada interior.
É o que se denomina "Sol na Alma".
É uma espécie de ponte de ligação oculta entre o encarnado e o plano extrafísico de sua verdadeira origem: o plano mental.
Muitos pesquisadores espiritualistas em suas correntes mais diversas afirmam, acertadamente, que no plano mental não existe o tempo nem o espaço. Isso é verdade, porém, muitos se esquecem de que o Amor existe nesse plano, já que ele não depende nem do tempo e nem do espaço.
E é esse amor que você deve sintonizar para vencer a opressão que devora o seu otimismo e bem-estar.
Por isso, eleve o pensamento e tente criar a imagem de Luz branca puríssima interpenetrando todo o seu corpo, especialmente no cérebro e no coração.
Acenda o sol na sua alma e tente ter mãos de luz, coração generoso e pés que caminham conscientemente.
A estrada da vida pode ser muito dura, mas se o nosso coração é generoso, tudo podemos compreender.
As pessoas podem ser ásperas, mas se as nossas mãos forem brilhantes, tocaremos a todos com grande luz.
São muitos os percalços, mas se tivermos a consciência limpa, usaremos o discernimento e descobriremos o mais sensato a fazer.
A caminhada na Terra é cheia de espinhos, mas uma consciência espiritualizada, conectada com o plano mental, transforma-se em um farol de luz, ou melhor, no sol das almas.
Nos seus momentos de meditação ou de prece, procure pensar na Luz branca que permeia todo o Universo e que é à base de toda vida.
Essa Luz é sutil, mas pode ser percebida se a sua lâmpada interior estiver acesa.
Pense naquele Amor criativo que está a favor da evolução de todas as criaturas.
Pense que você vive em conjunto com bilhões de almas, encarnadas e desencarnadas. Todas são como você e têm um sol interior. Embora não pareça, todas buscam as mesmas coisas que você: amor, paz, crescimento e luz.
Grande parte dessas almas perde-se nos desvarios humanos. Mergulham nos prazeres mundanos e se afogam no próprio orgulho, gerando com isso os entraves cármicos que os aprisionarão nas provas retificadoras do futuro.
Essas almas ferem os próprios irmãos de romagem evolutiva e, na verdade, estão ferindo a si próprias.
São almas sombrias que se esqueceram do próprio sol interno e por isso rumam pelas várias vidas ao sabor das intempéries cármicas que as dominam.
Portanto, cabe a você, espiritualista consciente, acender o seu sol interior e emanar a luz, como verdadeiro sol nas almas.
Nós lhe esperamos com a luz na ação e com Jesus no coração*.

- André Luiz -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Florianópolis, 19 de abril de 1995.)

- Notas:
* Enquanto eu passava esses escritos a limpo, lembrei-me de outros esclarecimentos do André Luiz, que apresentam fortes correspondências com a temática desse texto. Segue-se abaixo um texto dele para enriquecimento dos apontamentos contidos nesses escritos.
(Wagner Borges)

"INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS SUTIS"

Sempre que você experimentar um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurando há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação sutil.
Seja claro consigo, para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, e do passe.
Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:
- dificuldade de concentrar idéias em motivos otimistas;
- ausência de ambiente íntimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;
- indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre imediato;
- aborrecimentos imanifestos, por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los;
- pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa;
- interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;
- hiper-emotividade ou depressão raiando na iminência de pranto;
- ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;
- teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas, passados minutos ou horas do acontecimento, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.
São sempre acompanhamentos discretos e eventuais por parte do desencarnado, e imperceptíveis ao encarnado, pela finura do processo.
O Espírito responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.
Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.
Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase-obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras.
Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil.
Estude e ajude a você mesmo.

- André Luiz -
(Recebido espiritualmente por Waldo Vieira - Texto extraído do livro "Estude e Viva" - FEB.)

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

Pelos caminhos do Grande Mistério...



Às vezes... quando nos deparamos com uma página em branco para criarmos a nossa história, isso pode parecer assustador porque nos vemos diante da possibilidade de sermos co-criadores da nossa realidade e, por isso, a maior parte do tempo, ao invés de usarmos essa bênção, preferimos escrever nossa história em cima de rascunhos de outras histórias já vividas, preferimos repetir o que já foi vivido a arriscar o desconhecido. Vivemos de acordo com o que ditam nossas memórias do passado, quando seria nosso direito viver de acordo com o que sopra a Divindade, momento a momento no eterno presente.

Nossa experiência em criar realidades vem de criar com a personalidade... criar de acordo com os desejos do nosso ego. E isso tem sido tão desastroso e tem trazido tanto sofrimento ao longo de tanto tempo, nos prendendo no que parece, um infindável ciclo de repetições... e agimos como robôs, guiados pelo passado ao invés de mergulhar no vazio que está disponível momento a momento... quando estamos inteiros no presente.

Parece que nos acostumamos tanto aos erros e às repetições e isso se tornou um terreno tão conhecido, que mesmo trazendo dor, somos levados a escolher isso... ao invés de escolher viver experiências inusitadas e enriquecedoras que vem sempre que nos abrimos para o novo.... para o que dita a nossa Alma... Ela, sim, pode nos levar ao encontro de todas as possibilidades... Mas para isso é preciso o total desapego ao passado e às expectativas do futuro... é preciso entregar o controle à nossa parte "Que Sabe" que tem linha direta com o Grande Mistério... e coragem para deixar ir o velho... o conhecido... o que prende e limita...
É preciso ouvir o chamado do coração e ter coragem de seguir esse chamado, mesmo que toda a razão indique o contrário... é preciso mergulhar com Amor no eterno presente... e aí, então... desfrutar das maravilhas que nos são oferecidas com tanta gratuidade, porque é do nosso merecimento "Ser" quem verdadeiramente somos...
E isso pode ser tão simples que nem passa pela nossa cabeça que da simplicidade possa vir tanta integridade e tanta liberdade...
Mas, geralmente, o que passa pela cabeça... não passa pelo coração.

Sei que é preciso coragem... muita coragem para arriscar além do conhecido... mas quando o conhecido e as repetições têm nos mostrado um resultado tão ruim... isso nos dá força para experimentar o novo sem garantias... e temos muitas ferramentas que nos ajudam a ir em frente...

Da nossa conexão com Sagrado que pulsa em cada coração... em cada movimento do Universo... no sopro do vento nas folhas de uma árvore... no encontro das suas raízes com a Terra... vem a força e a coragem para arriscar e ir em frente... mesmo que todo o conhecido tente nos puxar para trás com os muitos argumentos da razão... quando experimentamos a liberdade que vem dessa conexão com o Divino... tudo cai por Terra, e o novo nos acena com esperança de que ainda pode dar certo criar a nossa realidade com uma nova parceria... a parceria com o Universo.

E quando nos depararmos de novo com uma página em branco, a cada dia... sabendo que ali vamos escrever a nossa história... isso não vai mais parecer tão assustador e não vamos mais só reagir ditados pelas memórias... porque sabemos que podemos fazer diferente e que sempre, por um minuto antes da reação, podemos mudar completamente o rumo do nosso dia... da nossa vida... da nossa história, nos entregando à Inspiração Divina e seguindo os caminhos infinitos do Grande Mistério.


Rubia A. Dantés

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE STUM (Somos Todos UM)

"A importância da intenção"


Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela
(Mat 5:28)

Sabe quando você vê aquela gostosa na rua e ela, sem saber que você a está olhando, sente uma "perturbação na força" e se ajeita, verificando se o sutiã está no lugar ou abaixa mais a blusa? Isso é metafísica! Ou ciência, se depender da diretora do Instituto de Ciências Noéticas da Califórnia, Marilyn Schlitz.

Ela se tornou queridinha da imprensa quando, no ano passado, o escritor Dan Brown (aquele de "O código Da Vinci") afirmou ter se inspirado no trabalho dela para escrever o livro "O Símbolo Perdido". A investigadora esteve em Portugal neste mês para apresentar os seus estudos no simpósio "Aquém e além do cérebro". Autora de inúmeros artigos científicos sobre medicina alternativa e complementar, Schlitz desenvolveu vários modelos experimentais para testar a hipótese de ser possível alguém influenciar outra pessoa que está distante e que não sabe estar sendo alvo de atenção. Através de medidas fisiológicas (como o calor e o suor da pele), mediu-se o efeito da intenção dirigida pelo "influenciador" no sujeito passivo. Os resultados demonstram que há modificações "estatisticamente significativas" - isto é, não podem ser explicadas pelo acaso - nas pessoas que foram objeto de observação.

Mais: os resultados são ainda mais expressivos quando as pessoas envolvidas têm uma ligação. Numa investigação envolvendo casais, em que uma das pessoas sofria de câncer, pediu-se ao elemento saudável que participasse num projeto de treino espiritual com a intenção de dirigir amor e compaixão ao parceiro. Em diversas ocasiões, o indivíduo saudável concentrava-se no que estava doente e tentava transmitir sentimentos benévolos. Mesmo não sabendo quando estava a ser alvo desse processo, o corpo do elemento doente registava alterações muito significativas, garante a investigadora.

Estes resultados parecem indicar, na opinião de Marilyn Schlitz, que existe uma ligação entre as pessoas, a um nível ainda não cabalmente explicado, que é tanto maior quanto os sentimentos que as unem. A convicção pessoal da investigadora é que estudos científicos como estes estão a fundamentar tradições espirituais e teorias metafísicas de que tudo e todos estão conectados.

"O que estamos a fazer é pegar nas lentes da ciência para começar a explorar a natureza da nossa experiência interior. E o que a ciência nos está a dizer é que há meios pelos quais o binómio mente-corpo de uma pessoa está ligado ao de qualquer outro", afirma.




Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix).
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
Não acredite em nada do que eu escrever.
Acredite em você mesmo e no seu coração."

"O Sagrado"


A enorme pressão que sofremos, nos dias que correm, para acompanhar os inúmeros avanços tecnológicos, pode nos enredar numa perigosa armadilha. Com tempo cada vez mais escasso para dedicar à nossa interioridade, ao contato com o nosso mundo subjetivo, corremos o risco de nos alienar daquilo que realmente importa, ou seja, o significado mais profundo da vida.
Dedicar-se a objetivos e metas, meramente materiais, constitui, para muitos, o único sentido da existência.

Além disso, somos estimulados a competir e a sempre querer vencer o outro, provando assim, não só para nós como para o restante do mundo, o quanto somos melhores do que ele.

Embora a auto-estima e a autoconfiança sejam elementos fundamentais para que possamos ter harmonia interior, estas qualidades precisam ser desenvolvidas sem a participação obsessiva do ego, que não se satisfaz em possuí-las, mas somente reconhece o seu valor se este for avalizado pelo mundo exterior.

E, assim, vamos aos poucos perdendo a dimensão do sagrado, - nossa verdadeira origem-, do aspecto divino de nossa existência, sem o qual nos tornamos meros robôs, à espera apenas de que o sucesso e o poder se materializem.

Precisamos resgatar o ser essencial com que chegamos ao mundo, num exercício paciente de lapidação. E ainda que estejam presentes o medo e insegurança, deve haver também a certeza de que a luz se encontra ali, apenas esperando para ser reconhecida.

"O homem moderno
O homem moderno é o primeiro homem em toda a história que não tem nenhuma idéia do sagrado; ele vive uma vida bem mundana. Ele está interessado em dinheiro, poder, prestígio, e acha que isso é tudo. Essa é uma noção tão estúpida! Sua vida está cercada de coisas pequenas, muito pequenas. Ele não tem idéia de coisa alguma maior do que ele mesmo. Ele negou Deus, disse que Deus está morto. Ele negou vida após a morte, negou a vida interior.

Ele só acredita em negar o centro; daí vermos tanto tédio por toda parte. Isso é natural, porque sem alguma coisa maior do que você para relacionar-se, sua vida vai ser tediosa, chata. Uma vida só se torna uma dança quando é uma aventura. E ela só pode se tornar uma aventura quando há algo mais elevado do que você, para atingir, para realizar.

O sagrado simplesmente significa que não somos o fim, que somos apenas uma passagem, que tudo ainda não aconteceu, que muito ainda precisa acontecer. A semente precisa transformar-se num botão, o botão tem que se torna uma árvore, a árvore tem que esperar a primavera e a árvore tem que explodir em milhares de flores e libertar sua alma para o cosmos. Somente assim haverá preenchimento.

E o sagrado não está muito distante: só precisamos começar a investigar sobre isso. No princípio, ficamos tateando no escuro, é claro, mas logo as coisas começam a entrar em sintonia, logo começamos a ter vislumbres do além, alguma música nunca antes ouvida começa a chegar aos nossos corações: ela agita nosso ser, começa a nos dar uma nova cor, uma nova alegria, uma nova vida".




Elisabeth Cavalcante

Desconheço o título desse texto


Um dos maiores dramas do ser humano é este: todas as vidas que a gente tem não cabem em toda a nossa vida.

Quanto mais complexo o ser humano, maior a impossibilidade de conciliar internamente, e/ou de viver as várias vidas existentes.

Pessoas há que, para dar vazão às vidas que se tumultuam por dentro da gente, partem para a arte.

Nesse sentido, a arte é puro processo de criação, porque permite a existência de várias vidas que, paralelas, vivemos internamente.

Escrever, pintar, representar, poetar, musicar, cantar, tocar, “artesanar”, cozer, educar, fabular são a vazão que o artista dá a todas as vidas que temos e não cabem em toda a nossa vida, porque toda a nossa vida vai sendo ocupada desde cedo com deveres e idéias que adotamos, ou nos fizeram adotar, e com os quais, de alguma forma, cimentamos compromissos, deveres, responsabilidades.

Outras pessoas, porém, em vez da forma projetiva, exorcista, econômica, simbólica ou representativa, a forma artística citada, partem para viver todas as vidas que têm.

Nada de representação das várias, afirmam elas: ainda que impossível vivê-las todas, é preciso tentar!

Faremos o possível para viver o máximo de vidas possível.

Essas pessoas que tentam viver todas as vidas que têm, pela coragem, pelo desprendimento, pelo impulso de enfrentar o impossível, mesmo quando não merecem a adesão ou imitação do público, ganham-lhe o respeito, ora invejoso, ora admirado. É que elas são capazes de sofrer para se expor a tudo aquilo que, embora seduzindo, provoca natural temor no homem médio.

E o que é ter muitas vidas, as tantas que não cabem em toda a nossa vida?

É saber-se pouco diante do muito que se é capaz de sentir.

É conseguir sair da rigidez ou do empacotamento que lhes foram impostos na infância por adultos repressores e tornar-se parte de outros mundos humanos, aos quais deve percorrer com a emoção de criança em viagem.

É ser amigo de sua diversidade interior e paralelamente procurar a sua identidade.


ARTUR DA TÁVOLA

Ver espíritos e ouvir suas vozes: Loucura ou mediunidade?


Quando era estudante de psicologia, ao cursar a cadeira de Fisiologia Humana, li o livro "Introdução ao método científico" de Claude Bernard, considerado o maior fisiologista de todos os tempos. Assim ele escreveu em seu livro: "Quando um fato contraria uma teoria dominante, abandone a teoria e conserve o fato mesmo que ela seja apoiada pelas maiores autoridades da época".

Anos depois de formado (1982), ao trabalhar com a regressão de memória, os fatos, isto é, os relatos, as vivências de meus pacientes (nas sessões de regressão, os pacientes relatam experiências de vidas passadas e entram em contato com seres espirituais de luz - mentores espirituais e das trevas - espíritos obsessores, desafetos de seu passado) não iam de encontro com as teorias psicológicas que aprendi na Universidade.

Resolvi, então, seguir o conselho do grande fisiologista, abandonei as teorias psicológicas dominantes e conservei os fatos, ou seja, as experiências de meus pacientes. Sem saber, acabei criando o meu próprio método de terapia, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), abordagem psicológica e espiritual breve, que busca agregar a ciência psicológica e a espiritualidade.

A TRE busca revolucionar os conceitos de terapia e terapeuta, pois é o mentor espiritual de cada paciente que vai conduzir o processo terapêutico, ou seja, é ele que irá descortinar o "véu do esquecimento" - barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia e que impede o ser humano de acessar suas experiências traumáticas do passado, seja desta ou de outras vidas, responsáveis pelas suas fobias, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, problemas de relacionamento interpessoal, etc. - para que possamos saber a causa de nossos problemas, sua resolução, bem como se estamos ou não no caminho certo, cumprindo as nossas missões de vida.
Nesta modalidade terapêutica, sou na verdade um co-terapeuta que busca auxiliar criando todas as condições técnicas para que o mentor espiritual do paciente (este sim, seu verdadeiro terapeuta) possa orientá-lo melhor acerca da causa de seus problemas e sua resolução; portanto, como co-terapeuta, sou um facilitador da abertura de comunicação entre o mentor espiritual e o paciente.

O mentor espiritual, por ser responsável pela evolução espiritual do paciente, é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para conduzir essa terapia, pois vem acompanhando-o em várias encarnações e, portanto, conhece-o profundamente, indo direto ao ponto, sem rodeios, mostrando-lhe o que é necessário acerca de seus problemas. Por isso, essa terapia se caracteriza pela brevidade, segurança e efetividade.

Desta forma, se tivesse me apegado às teorias psicológicas que aprendi na Universidade, não teria criado essa nova abordagem terapêutica, pois fui treinado, preparado como psicólogo para lidar apenas com o psicológico e emocional do ser humano e não com o seu lado espiritual, isto é, com as interferências espirituais dos seres das trevas (a obsessão espiritual), os conceitos de reencarnação, programa reencarnatório, plano espiritual (astral superior e inferior), Leis Universais (palingenesia, causa e efeito, afinidade, esquecimento, etc.), que infelizmente ainda são encarados no meio científico como questões religiosas.

Aprendi, na Universidade, que ciência e religião são como óleo e água, não se misturam. Em vista disso, um paciente que afirma enxergar "seres invisíveis" e/ou "escutar suas vozes" é visto pela psiquiatria e psicologia como tendo um distúrbio psiquiátrico, um sintoma psiquiátrico, característico de esquizofrenia, ou seja, um transtorno dissociativo psicótico, popularmente conhecido como loucura.

Desta forma, tanto a psiquiatria como a psicologia ainda estão ancoradas numa visão fisicista, organicista, cerebrocêntrico do ser humano, oriunda de séculos de negação da realidade espiritual, vendo-o apenas como um fenômeno bioquímico, desconsiderando, portanto, a existência da alma, do espírito. Obviamente, uma ciência materialista que lida apenas com fatos palpáveis, concretos, mensuráveis, passíveis de serem aferidos em laboratório, não vai levar em consideração a existência do espírito, o que dificulta qualquer iniciativa que vise o confronto com outra realidade, a realidade extra-física.

Por isso, a maioria dos psicólogos e psiquiatras não está aberta, receptiva para escutar atentamente os pacientes que afirmam ver e/ou ouvir espíritos de forma cuidadosa e criteriosa para fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Portanto, há que se diferenciar um médium em desequilíbrio, que realmente vê e/ouve espíritos, de um paciente que diz também que "vê" e/ou "ouve espíritos", mas que, na realidade, é um quadro alucinatório, próprio de um distúrbio mental, psiquiátrico.

Lamentavelmente, grande parte desses profissionais rotula prontamente esses médiuns em desequilíbrio como sendo "esquizofrênicos", e o pior, os condenam a uma vida miserável de medicamentos e internações.

Faço aqui um alerta para que se criem uma nova psicologia e uma nova psiquiatria que defendam o bem estar do ser humano integral como a OMS (Organização Mundial da Saúde) o faz desde 1998, onde incluiu o bem estar espiritual como uma das definições de saúde ao lado dos aspectos físico, mental e social(o manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - faz também um alerta para que o médico tome cuidado em não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas religiões que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura).

Em minha experiência no consultório, observo que os sintomas clínicos mais comuns de mediunidade em desarmonia são:
1º) Sensação de peso, pressão na cabeça, na nuca e ombros(obviamente, é necessário antes fazer todos os exames clínicos complementares para se eliminar a hipótese de etiologia orgânica do problema do paciente);
2º) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais);
3º) Insônia, desassossego, pesadelos constantes;
4) Calafrios e arrepios constantes no corpo ou partes do corpo (sensação de frio nas mãos e nos pés);
5º) Cansaço geral, falta de ânimo, calor como se encostasse em algo quente;
6º) Alternância de humor extremada (humor instável) - tristeza profunda ou excesso de alegria, sem razão aparente.

Ressalto, porém, como se diz no jargão médico "cada caso é um caso", que psicólogos e psiquiatras façam uma análise mais detalhada de cada caso para distinguirem um caso psiquiátrico, de um desequilíbrio mediúnico.

Caso Clínico:
Estado de letargia.
Mulher de 20 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório, acompanhada de sua mãe; sua única filha, não tinha uma vida normal, pois desde os 15 anos havia mudado muito (a paciente estava com 25 anos). Certa noite, entrou no quarto dos pais muito assustada dizendo ter visto uma menina toda ensangüentada. A mãe tentou acalmá-la dizendo ser um pesadelo, mas durante o dia, na escola, sua filha também via essa menina e, por conta dessa visão, todos os seus amiguinhos diziam que ela estava louca.

Seu cunhado a aconselhou a levá-la ao médico, ao psiquiatra, onde sua filha foi diagnosticada como esquizofrênica; a partir daí, começou então, o calvário da filha, a tortura dos medicamentos. A mãe da paciente assim me relatou: "Dr. Osvaldo, minha filha toma oito remédios, anda como uma morta-viva, um zumbi. Não tenho mais minha filha, ela está irreconhecível, quero minha filha de volta, me ajude, Doutor! (ela me diz chorando muito). A filha realmente estava em estado lastimável, ficava parada no consultório olhando para o nada, e não respondia às minhas perguntas. Então, sugeri que a mãe passasse pelas sessões de regressão.

Na 1ª sessão, a mãe não viu e nem ouviu nada, pois estava muito ansiosa. Na 2ª sessão, pedi para que a filha nos acompanhasse na sala de regressão. Então, logo ao ultrapassar o portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o mundo físico do mundo espiritual, o passado do presente) a mãe viu vários vultos escuros como se estivessem se alimentando, vampirizando a energia de sua filha.

- Doutor Osvaldo, vejo vários vultos pretos ao redor de minha filha, um deles me viu e está vindo em minha direção; ele está aqui bem perto do meu rosto.
Pergunte a esse ser espiritual o que sua filha lhe fez no passado? - Peço à mãe da paciente.

- Ele diz que a minha filha, ele a chama de "monstro", foi um homem muito ruim na vida passada, que usava sua autoridade para abusar de crianças, de adolescentes... Que coisa horrível, Dr. Osvaldo! Diz que não tem nada contra mim ou meu marido, que sente pena de sermos pais desse "monstro". Eu falo pra ele que ela é só uma menina, e que está com medo, muito medo...
Peça para que ele olhe para sua filha, mostre que ela não é mais esse homem horrível - Peço à mãe da paciente.

- Faço isso, Dr. Osvaldo, porém, ele não consegue enxergar que a minha filha não é mais esse homem que tanto fez mal para ele no passado.

No final dessa sessão, entreguei à mãe da paciente a Oração do Perdão para que ela e sua filha orassem juntas para esse ser espiritual obsessor.
Uma semana depois, vieram as duas para a segunda sessão; a mãe comentou que quando faziam juntas a oração do perdão, sentiu nos primeiros dias muito frio (isso ocorreu pelo fato da mãe ter sentido as emanações desse ser obsessor das trevas, que é um lugar muito gélido e escuro), depois foi passando.

Após todo o procedimento de relaxamento e ter atravessado o portão, a mãe me disse que os seres das trevas estavam ali, mas não estavam com tanta raiva, estavam tristes, chorosos, e via também dois outros seres, só que de luz: uma luz dourada e outra azul. Ela me disse: - Esses seres de luz estão me dizendo que são nossos mentores espirituais.
Muito bem, pergunte para eles como podemos ajudar sua filha? - Peço à mãe da paciente.

- Eles dizem que a minha filha terá que revivenciar na sessão de regressão o que fez no passado, pois só assim os seres que ela prejudicou irão perdoá-la verdadeiramente.
No final dessa sessão, a filha se dispôs a fazer o tratamento, pois até então não queria, dizia que não tinha vontade de sair daquele estágio de letargia (além dos efeitos das medicações, o estado de letargia ocorre também porque os obsessores espirituais obviamente não querem que a paciente melhore, agravando seu estado).
Na terceira e última sessão, a filha entrou em relaxamento e, após passar o portão, começou a chorar muito. Perguntei-lhe o que estava acontecendo?

- Dr. Osvaldo, vejo uma casa, parece um orfanato, tem várias crianças, vejo também várias freiras cuidando delas; elas estão separadas por idade, e eu cuido dos meninos que vão de 13 a 17 anos. Nossa, doutor, o que eu fiz, meu Deus do céu, que horror!(fala chorando muito).
Eu abusei sexualmente desses meninos e os matei para que não dissessem nada a ninguém; como eles estavam ali para serem adotados e não tinham famílias, os queimei no fundo do orfanato, meu Deus!(paciente chora copiosamente).
O que você vê agora? - Peço à paciente.

- Os vultos escuros são aquelas crianças que eu fiz mal. Por favor, me perdoem, sinto muito do fundo do meu coração, não sabia que tinha feito tanto mal assim. Peço perdão, farei um trabalho voluntário com crianças doentes, mas me dêem uma chance de mostrar que não sou esse monstro. (pausa).

Dr. Osvaldo, eles estão indo embora, eles baixaram a cabeça e estão indo embora (paciente chora muito).
Após o término da terapia, sua mãe me mandou um e-mail me agradecendo, feliz, dizendo que o psiquiatra estava surpreso, sem entender direito como a sua filha havia saído daquele estado de letargia, pois estava mais solta, mais falante e que, por conta disso, resolveu diminuir os antipsicóticos.

Osvaldo Shimoda

Dar... doar-se e amar.



Dar é a mais alta expressão do sustento. No próprio ato de dar, ponho à prova minha força, minha riqueza, meu poder. Essa experiência de elevada vitalidade e potência me enche de alegria.

Dar é mais alegre do que receber, não por ser uma privação, mas porque, no ato de dar, encontra-se a expressão da minha espiritualidade.

No fenômeno específico do sexo, a função sexual reside no ato de dar; entregar-se em um ato sexual é se doar de corpo e alma. O homem se entrega ao dar o seu sêmen. Na mulher, o processo não é diverso, embora seja algo mais complexo. Ela também se dá; abre as portas de seu centro feminino; dá, no ato de receber. Se for incapaz desse ato de dar, se só puder receber, é frígida. Nela, o ato de dar volta a ocorrer não na função de amante, mas na de mãe. Dá de si ao filho que cresce dentro dela, dá seu leite à criança, dá-lhe o calor de seu corpo. Não dar seria doloroso para ela.

Na esfera das coisas materiais, dar significa ser rico. Não é rico quem muito tem, mas quem muito dá. O apegado que ansiosamente receia perder alguma coisa é, psicologicamente falando, um ser humano pobre, um desafortunado, não importa quanto possua. Quem é capaz de dar de si, é rico.
É de conhecimento de todos que os pobres são mais inclinados a dar do que os ricos. Não obstante, a pobreza além de certo ponto pode tornar impossível dar e, assim, é degradante, não só pelo sofrimento que causa diretamente, mas pelo fato de privar o pobre da alegria de dar. Mas há mais pobres procurando a alegria de dar do que os ricos.

O aspecto mais importante no ato de dar, entretanto, não é o das coisas matérias, mas do reino especificamente humano. Que dá uma pessoa à outra? Dá de si mesma, do que tem de mais valioso, dá de sua vida. Isto não quer, necessariamente, dizer que sacrifique sua vida por outrem, mas que lhe dê daquilo que em si tem de vivo; dê-lhe de sua alegria, de seu interesse, de sua compreensão, de seu conhecimento, de seu humor, de sua tristeza, de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si.

Dando assim de sua vida, enriquece a outra pessoa, enaltece seus sentimentos mais nobres, não dá a fim de receber. Dar é, em si mesmo, uma requintada alegria de viver. Mas, ao dar, não pode deixar de levar alguma coisa à existência da outra pessoa -também um doador- e ambos compartilham da alegria de haver trazido algo de muito precioso à vida.
Especificamente falando de amor, isso significa: que o amor é uma força que produz amor; impotência é a incapacidade de produzir amor. O indivíduo como ser humano e sua relação com o mundo, com o todo em relação a tudo, que move nossa existência... e só podemos trocar amor por amor, confiança por confiança e, assim, sucessivamente.
Enfim, se quisermos participar da alquimia da vida, devemos ser pessoas de preparos mágicos e entre estes estão os de "Dar... Doar-se e AMAR" a cada instante da vida e a tudo que estamos fazendo no momento presente.

Então, todas as relações do ser humano com a natureza devem ser uma expressão definida de sua vida real, individual, correspondente ao objeto de sua vontade. Se alguém ama sem atrair amor, isto é, se seu amor não produz amor, se através de sua expressão, você não consegue acenar ao amor é porque você, como pessoa amante, não faz da sua própria pessoa sua amada. Quando você se amar de verdade, vai poder experimentar a verdadeira alegria no ato de dar.
Mas não é só na abordagem do amor que dar significa receber. O professor é ensinado pelos seus alunos, o ator é estimulado por sua audiência, o psicanalista é curado por seu cliente; contanto que não se tratem uns aos outros como objetos, mas se relacionem uns com os outros na simplicidade e produtivamente.

Com isso, quase não é necessário acentuar o fato de que a capacidade "dar" depende do desenvolvimento do caráter de cada um. Nesse prisma, a pessoa superou a dependência, o desejo de explorar os outros, poupou suas energias e adquiriu fé em seus próprios poderes interiores, coragem de confiar em suas forças para atingir seus objetivos. No mesmo grau em que faltarem essas qualidades é ela temerosa de dar-se e, por tanto, de se amar.

Além do elemento de dar, o caráter ativo do amor torna-se evidente no fato de implicar sempre em certos elementos básicos comuns a todas as formas de amor: responsabilidade, respeito e conhecimento.
Neste caso, não difere mesmo quanto ao amor por animais, plantas e flores. Quando alguém diz que ama as flores e todos vemos que ela se esquece de regá-las, não acreditamos em seu "amor" pelas flores. Amor é preocupação ativa pela vida e crescimento daquilo que amamos. Onde falta essa preocupação certamente não há amor.

A essência do amor é "trabalhar" por alguma coisa e "fazer alguma coisa crescer", pois amor e trabalho são inseparáveis. Ama-se aquilo por que se trabalha e trabalha-se por aquilo que se ama.

Cuidado e preocupação lembram outro aspecto do amor: o da responsabilidade. Responsabilidade não é como dever, algo imposto de fora a alguém. Em seu verdadeiro sentido, é um ato voluntário; é a resposta que damos às necessidades -expressas ou não expressas- de um para o outro. Ser responsável significa ter de "responder", estar pronto a doar-se.

O amor entre duas pessoas refere-se, principalmente, às necessidades alinhadas entre si. A responsabilidade poderia facilmente corromper-se em dominação e posse se não houvesse um terceiro elemento do amor: o respeito.
Respeito não é medo; é termos a capacidade de ver uma pessoa tal como é, ter conhecimento de sua individualidade. Respeito significa a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva como é. Respeito, assim, significa ausência de exploração. Quero que a pessoa amada cresça e se desenvolva pro si mesma. Se amo a outra pessoa, sinto-me um com ela, mas com ela tal como é, não como eu necessito que seja pra objeto de meu uso. É claro que o respeito só é possível se eu mesmo alcançar a independência e caminhar de mãos dadas com o próximo sem ter que me deixar dominar e nem às outras pessoas.

O amor é filho da liberdade, nunca da dominação. Deus criou o livre arbítrio e nós criamos as fatalidades.

Por Bernardino Nilton Nascimento

COMO MANTER O ENTUSIASMO?


A Força do Amor Divino pode ser tão forte a ponto de entusiasmar a todos que estão ao vosso redor - e tudo mais que desejardes afluirá a vós! (CONFÚCIO)

Entusiasmo é uma palavra de origem grega e quer dizer: "ter um deus dentro de si". Entusiasmados, somos capazes de vencer os desafios do cotidiano, as doenças, os obstáculos financeiros e temos condições de atravessar um período dos mais importantes para o planeta Terra - O Momento da reavaliação interior e reconstrução da vida.

Um momento onde até os ciclos de tempo estão alterados e acarretando mudanças na nossa vibração, no humor, na saúde, etc... pois a hora é de descartar o velho para deixarmos entrar o novo e precisamos fazer muito esforço para ter mais qualidade de vida. Hoje, sobrevive-se e todos querem viver melhor. Os gregos diziam que a pessoa entusiasmada era possuída por um de seus deuses (eles eram politeístas e acreditavam em vários deuses) e só os entusiasmados conseguem co-criar como um Deus.

O ser humano ainda crê que só aprende quando sofre pela falta de algo ou de alguém e isso interfere na energia da abundância, da prosperidade e no estusiasmo. Quando nos encontramos frente às tarefas difíceis para executar, tanto no lar como no trabalho, somos testados no amor, na fidelidade, na paciência e na difícil arte de manter o entusiasmo. Compreendemos que viver a Vida não significa algo difícil e doloroso, e sim, que tem uma finalidade muito maior. E esse é um grande desafio, pois, estamos aqui para "obter Vitória sobre as forças negativas - na liberdade e na Luz", entusiasmados e motivados.

Sentimos essas tarefas difíceis como provações. A falta, seja ela qual for, produz racionamento e, nos desmotiva, mas, é na escassez que enxergamos com maior clareza a urgência em mudar padrões de necessidades. Quem conhece as Leis Universais, sabe que não existe o "acaso" e a Hierarquia Espiritual colabora para que cada um de nós esteja no lugar e com as pessoas certas, nos auxiliando naquilo que estamos aptos para executar, e, como as coisas não correm como a nossa cabeça determina, nós perdemos o entusiasmo e ficamos assim, fadados ao fracasso, pois, como diz nosso querido Mestre Confúcio: "Entusiasmo é uma força acionadora e permite à energia elevar-se a alturas incomensuráveis que faz as trevas cederem!"

Entusiasmo, é um estado de ser, e pode ser alcançado se aceitarmos a vida, as pessoas, e desenvolvermos confiança em nós mesmos. Seguindo a definição dos gregos, seria "deixarmos Deus agir dentro de nós". Se nos convencermos disto e formos sinceros, seremos encaminhados e protegidos, e teremos nossa subsistência garantida para que possamos realizar a grande Obra do Pai.

Agora é o tempo certo para aproveitarmos as oportunidades oferecidas, inclusive pelo próprio planeta. Estamos num estágio planetário que nosso corpo necessita buscar a pureza de pensamentos e emoções, pois, quanto mais o planeta se movimenta para que aconteça o alinhamento polar, mais a consciência tende a se expandir. Com o movimento da Terra de volta para seu eixo, o nosso cérebro físico se expande, promovendo um conflito na matéria humana, que se reflete, principalmente, dentro do campo da emoção. Isso, na mente humana causa uma pressão enorme, inclusive com dores de cabeça, no peito, fôlego curto, cansaço extremo, falta de sono, vertigens, etc; intensificando a falta de entusiasmo, nos deixando desanimados.

As pessoas sensitivas aumentam sua paranormalidade e isso afeta todo o conjunto de atitudes na vida. Aqueles que têm consciência ficam com dificuldades, imagine os que não possuem nenhum conhecimento do que está lhes afetando? Existe algo que chamamos consciência de massa, e esse campo é alcançado através do medo e da insegurança que influenciam o planeta.

Trabalhar nesse mundo requer muita perseverança e tenacidade, porque não é fácil resistir às dificuldades que surgem e, ao mesmo tempo, manter entusiasmo, motivação e garra. No entanto, o nosso modo de agir também é um Serviço prestado à Luz. Se vencermos os desafios, elevaremos nossa freqüência vibratória e nossos pensamentos serão dirigidos à Perfeição com entusiasmo, superaremos os obstáculos, rompendo fronteiras e daremos vazão a uma só raça, a do Amor.

VERA GODOY





Por El Morya Luz da Consciência

"A eficácia da fé na cura da alma"


A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega".
Albert Einstein.

Na folha de S. Paulo do dia 29/04/2010, saiu uma matéria cujo título é: "Religiosidade protege coração". A matéria relata dois estudos internacionais que indicam que a religiosidade protege o ser humano de problemas cardíacos e de doenças como hipertensão.

O primeiro estudo foi feito por médicos norte-americanos que acompanharam por 30 anos a saúde cardiovascular de 6500 adultos e constataram menor número de mortes por doenças do coração entre os que seguiam alguma religião.
O segundo estudo foi realizado pela Universidade de Duke (USA) com 3963 pessoas e concluiu que a leitura de textos religiosos, a prática de oração ou a participação em cultos reduziu em 40% o risco de a pessoa desenvolver hipertensão.

Portanto, o estudo concluiu que a crença num Ser Supremo deixa a pessoa mais tranqüila e confiante, diminui a produção dos hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol e, com isso, leva a queda na freqüência cardíaca e na pressão arterial.
Em outros estudos, médicos norte-americanos também têm dedicado especial atenção às influências positivas que a experiência religiosa pode exercer na recuperação de enfermos hospitalizados.

Com base em todos esses resultados, a Sociedade de Cardiologia de São Paulo incluiu, pela primeira vez, a relação entre Espiritualidade e Saúde como tema de Congresso.
Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

O famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, notável por sua seriedade e postura científica, Alexandre Lowen, em sua obra: "O corpo em depressão - As bases biológicas da fé e da realidade", assim escreveu: "Os psiquiatras geralmente não pensam em termos religiosos, e eu, em especial, relutava muito em fazer isso. Teria evitado a palavra fé se ela não tivesse surgido espontaneamente durante meu estudo da natureza da depressão. Fui forçado à conclusão de que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Quando ocorre uma perda de fé, as pessoas parecem perder também o desejo e o impulso de se lançarem na vida, de procurarem suas extensões, e de lutar. Acredito que pouco importa que Deus as pessoas venerem, que crenças tenham, mas o que importa é a sua fé profunda. A pessoa que não tem fé, não pode amar, e a pessoa que não pode amar, não tem fé. As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes. Tanto para a sociedade, como para o indivíduo, a fé é a força que sustenta a vida e a faz movimentar-se para frente e para cima. Nossa única salvação está na fé".

Portanto, aos poucos, vem se formatando um novo paradigma que traz uma nova medicina, não apenas organicista, fisicista, mas abrangendo também os aspectos mentais, emocionais e espirituais do ser humano integral (mente, corpo e espírito).
Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a religião. Tempos depois, houve uma ruptura desses dois segmentos, pois a medicina estruturou-se em conceitos puramente organicista, materialista, recusando-se a levar em conta a realidade espiritual do ser humano.

Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) - abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, foi criada com o objetivo de agregar a ciência psicológica e a espiritualidade.
Na minha prática clínica, após conduzir mais de 8000 sessões de regressão de memória, constatei que 90% dos problemas de meus pacientes têm como origem uma causa espiritual (obsessão espiritual), e apenas em 10% dos casos a origem é de ordem psicológica.
Nesta terapia, é freqüente o paciente se curar da enfermidade de sua alma, a obsessão espiritual, após fazer a oração do perdão para que o seu obsessor espiritual busque o caminho da luz.

Desta forma, como terapeuta da alma, prescrevo sempre ao paciente que sofre de uma interferência espiritual obsessora a oração do perdão para que ambos, obsessor e obsidiado, possam se reconciliar por meio do amor e do perdão, e se libertem definitivamente das amarras do passado.

Portanto, nesta terapia, a fé é imprescindível para o êxito do tratamento. Sendo assim, ela é contra-indicada aos pacientes que não têm fé, que são céticos, incrédulos acerca da espiritualidade (plano espiritual, reencarnação, leis universais, carma, etc.), pois não vão se entregar nessa terapia. Aplica-se aqui a máxima secular: "A dúvida é a inimiga da fé".
Santo Ignácio de Loyola (Jesuíta da Companhia de Jesus) dizia: "Aos que crêem, nenhuma palavra é preciso; aos que não crêem, nenhuma palavra é possível".

A fé é uma conquista interior; portanto, é intransferível, não pode ser explicada e ensinada, mas pode ser vivenciada. Por isso, o meu objetivo como terapeuta não é doutrinar o paciente a acreditar nas forças invisíveis, na reencarnação, lei do retorno, mas convidá-lo a passar pela experiência da regressão de memória e, após isso, tirar suas próprias conclusões, pois a fé só se torna certeza através da vivência.

Caso Clínico:
Por que não consigo sair de meu casamento, embora seja infeliz?
Mulher de 30 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia sair de seu casamento, embora fosse infeliz, pois não tinha coragem de se separar do marido.
Conheceu um homem pela Internet, encontraram-se, foi amor à primeira vista, mas ele também era casado, infeliz em seu casamento, e não conseguia se separar da esposa.
Apesar dos dois terem tentado parar de se comunicar pela Internet, não conseguiram pela afinidade grande que havia entre eles. Estava muito angustiada e insegura, pois havia combinado com ele em se encontrar nos EUA, onde o mesmo residia.

Além do impasse que a impedia de definir sua vida afetiva, a paciente tinha também muito medo de ficar sozinha. Era esse o motivo maior de sua angústia e insegurança, pois teria que viajar sozinha, para um país estranho. O outro motivo que a trouxe em meu consultório era o seu relacionamento familiar, pois não se sentia amada pela sua mãe e irmãos. Por mais que agradecesse à sua família, não era correspondida.
Queria entender também qual era o seu caminho espiritual, porque não se encontrava em nenhuma religião.

Ao regredir, a paciente me relatou: "A impressão é que vejo um castelo da era medieval, estou escondida, próximo dessa construção. Vejo homens a cavalo, que passam por mim... conheço um deles, me viu escondida. Esses cavaleiros estão atrás de mim, e esse homem, apesar de estar com eles, não tem raiva de mim; pelo contrário, está preocupado comigo.
Eu corro no sentido contrário, em direção à floresta; esses soldados são inimigos de minha tribo, sou uma índia nessa vida passada.(pausa). O soldado que me viu, eu o reconheço, é o meu amante da vida atual. Ele entra na floresta e me encontra, somos apaixonados. Ele me diz que guerra é guerra, mas que não quer que aconteça nada comigo. Ele, como soldado, está para matar a minha tribo. Sinto muita tristeza porque estamos em lados opostos. Digo para ele que também vou matar, que não vou ter piedade. Choramos juntos!
A gente se despede, desço a colina, olho para trás pela última vez, e dou as costas para ele. Ele fica parado, queria que eu ficasse com ele, mas digo que o meu povo está em primeiro plano. Ele fica decepcionado, com o coração partido pela minha decisão, e vai embora também.
Morro numa das batalhas, mas ele sobreviveu, e acabou voltando para sua terra, profundamente amargurado".

- Veja o que acontece com você após sua morte? - Peço à paciente.
"Vejo-o agora com mais idade, ainda pensando em mim com muita saudade. Estou perto dele, em espírito; ele pensa que o povo dele é mais sábio, tento falar que somos todos seres humanos, que nenhum povo é superior ou inferior, mas alguém me puxa e me diz: "Dê um tempo!"
É um índio... é o meu pai dessa vida passada, e também o meu mentor espiritual. Ele me pega pelas mãos, nos afastamos e sentamos por perto.
O meu mentor espiritual me explica que a fruta precisa amadurecer ao seu tempo, não adianta forçar para que ela amadureça, e que eu precisava entender isso.
Sinto tristeza por não poder fazer nada pelo homem que eu amo, me sinto impotente. Sinto também um profundo respeito e amor pelo meu mentor espiritual.
Ele era o pajé da tribo, pede para me manter firme e tranqüila, olhar a natureza, que ela é sábia, e que tudo flui na hora certa. Diz que a vida é sábia, mas que a gente precisa guerrear também, que precisamos ter coragem, não desistir de viver, e cultivar a paciência".

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que você não consegue sair desse casamento?
"Diz que é um resgate, uma dívida de meu passado, que preciso amar com equilíbrio e me perdoar. Assim, vou me libertar. Fala também que não existe erro, mas aprendizado. Ele sorri e me abraça carinhosamente".

- Pergunte qual o motivo do reencontro com o seu amante da vida atual?
"Diz que é permissão de Deus, que pedi muito no astral, e que tenho mérito para isso. Fala para eu viajar para os EUA com o pensamento de que vou aprender mais, ir com equilíbrio porque ele vai me acompanhar nessa viagem. Por isso, não há motivo para temer, pois estou buscando a minha felicidade. Revela que não há como fugir desse reencontro, que terei grandes e boas surpresas nessa viagem. Mas que é para eu me abrir para o novo e aprender.
Diz que o medo que tenho de ficar sozinha é pela minha falta de fé, que os amigos espirituais estão sempre do meu lado, e que todos estão trabalhando para que eu me fortaleça. Diz também que o medo de ficar sozinha vem de uma vida passada em que morri sozinha numa masmorra, mas isso é passado, que não mais me afetará.

Em relação ao meu caminho espiritual, fala que vou ainda fazer muitas coisas boas, vou poder ajudar muita gente, mas que não preciso de uma religião, basta ter amor no coração. Fala ainda que a minha vida parece estar toda bagunçada porque é tempo de mudança e que a mão de Deus está ajeitando-a; por isso, pede para confiar em mim e no meu coração. Afirma que a espiritualidade está sempre comigo, que é para voltar às minhas origens como índia, ou seja, apenas crer.

Em relação à minha família (mãe e irmãos), esclarece que são dívidas do meu passado, e que às vezes é preciso ter uma pessoa endurecida do nosso lado para perdermos um pouco de nossa ingenuidade, mas um dia vou ainda entender melhor a minha mãe. Diz também: "Você nasceu numa família bastante diferente porque o seu espírito aceitou, foi uma condição que o seu espírito aceitou".

Ele se despede de mim, me dá um beijo na testa, reafirma que está sempre comigo, e agradece ao senhor pela oportunidade que ele teve nessa terapia de se manifestar para me orientar".



Osvaldo Shimoda

"Ampliando a Luz"



Nosso principal desafio diante da vida é enxergá-la com olhos de encantamento, ainda que às vezes ela nos apresente cenas que nos pareçam tão terríveis.

Se conseguirmos, apesar dos momentos difíceis, aceitar que tudo o que acontece, absolutamente tudo, consiste no cumprimento de um propósito, quem sabe conseguiremos viver percebendo mais beleza do que feiúra.

Não podemos nos esquecer de que os dois aspectos da existência, a luz e a sombra, manifestam-se incessantemente, em todos os acontecimentos.
Embora queiramos reter apenas o lado luminoso, o Todo engloba igualmente esta duas dimensões.

Para que não nos deixemos aprisionar pelo pessimismo e a descrença, precisamos ter nossa percepção interior desperta, pois é ela quem nos permite vislumbrar no aparente caos da vida, uma harmonia sempre presente.

Se nos mantivermos alertas e sensíveis, ela se apresentará a nós, e nos permitirá experimentar a dimensão divina, amorosa e mágica da existência.
A união, a gentileza, a solidariedade, o amor incondicional, o altruísmo, são as qualidades mais belas e elevadas que um ser humano pode expressar.

E elas estão aí, todos os dias, embora nem sempre o noticiário lhes dê destaque. Infelizmente, o empenho em propagar a negatividade parece sempre maior do que a vontade de espalhar sementes positivas de luz.

Exatamente por essa razão, cabe a nós nos mantermos firmemente conectados com nossa própria luz e, ao mesmo tempo, incentivarmos aqueles que nos cercam a fazer o mesmo. Esta não constitui uma atitude de alienação, mas, sim, uma forma de fortalecermos o campo de manifestação da divina Presença. Quanto mais forte ele se apresentar, maiores serão as chances de que possamos mudar a face atual do mundo.

"É melhor não rotular a vida. É melhor não dar a ela uma estrutura. É melhor deixá-la em aberto. É melhor não categorizá-la, não rotulá-la. Vocês terão uma experiência mais bela das coisas; vocês terão uma experiência mais cósmica das coisas - porque as coisas não são realmente divididas.

A existência é um todo orgásmico. É uma unidade orgânica. A menor folha de grama, a menor folha em uma pobre árvore é tão significativa quanto a maior estrela. A menor coisa é também a maior - porque tudo é uma unidade, é um espectro. No momento que vocês começam a dividir, vocês começam a criar linhas arbitrárias, definições; e esta é a maneira de perder a vida e o seu mistério.

Nós todos temos atitudes; esta é a nossa angústia. Nós todos olhamos a partir de um certo ponto de vista. Portanto, nossas vidas se tornam pobres - porque todo aspecto no máximo pode somente ser unidimensional, e a vida é multidimensional.

Vocês têm de ser mais líquidos, mais fluidos, mais dissolvidos e submersos; Vocês não devem ser um observador. Não há nada para ser resolvido!
Não tome a vida como um problema, ela é um mistério tremendamente belo.
Beba-a - é puro vinho! Seja embebedado por ela!

Um homem de negócios tem sua própria filosofia, suas próprias atitudes. O cientista tem suas próprias atitudes. Todo mundo está vivendo na pequena prisão de suas próprias atitudes.

Minha tentativa aqui é trazer vocês para fora de seu aprisionamento.
Portanto, eu não ensino nenhuma doutrina, eu não dou a vocês nenhum dogma, eu não dou a vocês nenhum credo para viver por ele.

Eu estou simplesmente tentando ajudar vocês a serem descarregados de todas as tolices que têm sido impostas a vocês por séculos.... Se vocês podem começar a viver como se vocês fossem o primeiro homem, somente então, há uma possibilidade de que vocês venham a conhecer o que é Deus, o que é liberdade, o que é alegria.

De outro modo, a miséria será seu destino; e naturalmente, cedo ou tarde, vocês estarão de acordo com a pessimista atitude do Buda: de que tudo é sofrimento, tudo é dor.

Eu absolutamente o nego, porque minha própria experiência é exatamente o oposto: tudo é felicidade, tudo é bênção. Mas depende de você, como você aborda a vida: protegido, com lentes em seus olhos, ou descuidado, em profunda confiança, em amor". OSHO - The Goose is Out



Elisabeth Cavalcante

"Aprenda a elevar seu ponto de atração"


Seu ponto de atração é o seu estado de espírito ou sua vibração pessoal. Quando nos tornamos conscientes do nosso poder criador e percebemos que tudo que existe em nossa vida fomos nós quem atraímos por nossa vibração, passamos a compreender profundamente a nossa responsabilidade. Principalmente, começamos a entender o sentido profundo da expressão "Orai e Vigiai".

Os sentimentos de raiva, medo, ciúme, inveja, orgulho e estresse são conhecidos como negativos exatamente porque rebaixam o nosso ponto de atração (estado de espírito). Já o amor, a compaixão, paciência, tolerância, felicidade e confiança, são conhecidos como positivos porque elevam nosso estado de espírito.

Claro que não é tarefa fácil manter nossa energia em alta. Quem é que não encontra durante um dia, em sua rotina, inúmeras situações desagradáveis, que produzem emoções densas e perturbadoras? Contudo, sabemos que nosso foco nessas emoções rebaixará nosso ponto de atração que, por consequência, atrairá mais e mais desses acontecimentos de mesmo padrão.

Sempre que você sentir amor, elevará seu ponto de atração (estado de espírito) para o topo da escala, da mesma forma, sempre que a raiva surgir, moverá no sentido negativo da escala.

E você pode estar dizendo: "mas é muito difícil controlar as emoções, é muito complicado encontrar equilíbrio nos dias de hoje". Sim, todos sabemos que não é tarefa fácil, todavia é possível. Experimente fazer a sua parte com disciplina e verá que muita coisa vai mudar na sua vida. Simplesmente pelo fato de que você, na tentativa de conquistar objetivos, precisa elevar-se na escala das vibrações e, quando isso acontece, além de manifestar seus sonhos, você se transformará em uma pessoa muito melhor. Assim é a lei!

Portanto, o que fazer, de forma prática, quando os conflitos surgem? Precisamos aprender a contornar nossos sentimentos. Sabendo que a energia sempre fluirá para o foco de nossas atenções, jamais devemos nos concentrar no que não queremos ou não gostamos. Vamos aos exemplos.

Exemplo:

"Não suporto mais o meu chefe. Não consigo mais conviver com ele. Ele é uma pessoa insuportável."

Comentários:

É normal nesses casos a pessoa comentar com seus familiares, cônjuges, amigos e falar o tempo inteiro sobre o assunto que lhe incomoda. Contam, e reclamam, e tornam a comentar. Os anos passam, o chefe vai ficando pior, a situação se torna insustentável.

Não estamos aqui dizendo que o chefe não é uma pessoa difícil, é possível que seja realmente. Mas perguntamos: que realidade uma pessoa dessas está construindo? O que ela está fazendo para contornar a situação?

Nada. Pelo contrário, ela está aumentando o problema, alimentando as questões das quais não gosta ou não concorda, pelo simples fato de falar, sentir e reclamar, abastecendo ciclicamente a situação conflitante com essa energia de reclamação e negatividade.

Escutamos todos os dias as pessoas dizerem: "mas ele me fez isso - fui prejudicada e passada para trás - sou inocente - não merecia isso!"

Não existem vítimas e pronto! Você já sabe disso.

Mude o foco. Passe a aumentar a energia das qualidades que deseja que o chefe tenha.

Exemplo de pensamentos adequados para elevar o ponto de atração:

- Acho que meu chefe está com muitas atribuições e não está conseguindo dar conta do trabalho (sentimento de compaixão, solidariedade - positivo na escala);

- Meu chefe é uma pessoa que coordena muitas pessoas ao mesmo tempo. Nossa empresa vem crescendo graças ao empenho dele. Mesmo ele sendo alguém difícil de lidar, posso dizer que ele é muito competente ( sentimento de admiração - positivo na escala);

- Sei que não é fácil aceitar seu jeito de liderar, mas vou tentar compreender a posição dele e fazer a minha parte (sentimento de paciência - positivo na escala);

- Tenho certeza de que se eu fizer bem feita a minha parte e dar apoio a ele, tudo poderá mudar em pouco tempo. No fundo, sinto que ele é alguém carente e que pode estar confuso (sentimento de compreensão - positivo na escala);

- Tenho muito o que agradecer a esse trabalho. Sei que os problemas surgem, mas também identifico nos conflitos a necessidade que eu tenho de evoluir constantemente. Sei que atraio todas as situações e que sou o criador da minha realidade. Se algo vai mal, fui eu quem provoquei. Agora resta mudar meu estado de espírito através de novas atitudes (sentimento de gratidão - positivo na escala);

- Refletindo mais, me considero feliz e grato por ter consciência de que sou o criador da minha realidade. Fico muito contente em saber que posso construir uma nova experiência a cada dia, e que eu sou o principal responsável por tudo que me acontece. Sinto-me alegre em saber que sempre que me dedico com amor e persistência, transformo minha vida em uma realidade de sonhos. É isso o que eu quero agora!

Comentários:
Nesse momento, seu ponto de atração subiu muito e a pessoa contorna a vibração negativa. Em pouco tempo, o chefe, antes foco de todas as reclamações e críticas, com certeza manifestará uma outra atitude, bem como a pessoa também será mais feliz e viverá em harmonia com a situação.
Percebam que não estamos ignorando o problema, apenas mudando o foco para que a energia se expanda em outra direção, prezando pela harmonia e bem-estar.

VAMOS AGIR? Algumas dicas para fazer agora, já!!! - Faça uma lista de pelo menos duas situações as quais você está em conflito, que lhe deixem infeliz ou em sofrimento. Escreva livremente, desabafe no papel!

- Agora, para cada situação conflitante, faça uma lista de pelo menos quatro pensamentos adequados para elevar o ponto de atração, conforme os exemplos acima.

- Tenha disciplina. Sempre que o problema surgir na sua mente, leia a lista de pensamentos adequados para elevar o ponto de atração do sentimento conflitante. Com isso você focará sua energia na direção dos desejos que você tem e logo mudará a sua realidade.



Importante:

- Sempre que surgirem em sua mente situações conflitantes, lembre-se de imediatamente encontrar pensamentos que elevem seu poder de atração. Se você fizer bem feita a sua parte, fará uma revolução em sua vida, pois essa é uma prática muito poderosa.

Bruno J. Gimenes