terça-feira, 27 de abril de 2010

"Compreensão e Amor"


A compreensão e o amor não são dois sentimentos, mas um só.
Imagine que seu filho acorda num dia de manhã e vê que já é bem tarde.
Ele resolve acordar a irmãzinha para que ela tenha tempo de tomar o café da manhã antes de ir para a escola.
Acontece que ela está de mau humor e, em vez de lhe agradecer pelo fato de tê-la acordado, ela lhe diz para calar a boca, deixá-la em paz e lhe dá um pontapé.
É provável que seu filho se zangue, pensando, "Fui gentil ao acordá-la. Por que ela me chutou?"
Ele pode sentir vontade de ir até a cozinha para lhe contar tudo, ou até mesmo pode revidar.
No entanto, quando ele se lembrar que durante a noite a irmã tossiu muito, perceberá que ela deve estar doente.
Talvez ela tenha se comportado de forma tão intratável por estar resfriada.
Nesse momento, ele compreende, e sua raiva desaparece.
Quando compreendemos, não podemos deixar de amar. A raiva não nos atinge.
Para desenvolver a compreensão, é necessário que pratiquemos a atitude de ver todos os seres humanos com os olhos da compaixão.
Quando compreendemos, amamos.
E quando amamos, agimos naturalmente de forma que amenize o sofrimento das pessoas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Caminhos...


Ela estava parada, olhando a estrada que se abria à sua frente. O nascer do sol estava a despontar por detrás do morro. Aquela manhã que estava raiando parecia uma pintura. E que bela pintura! Uma cena completa com cores, sons, cheiros... Cores diversas, que se entrelaçavam sons de vozes, crianças gritando, algazarra, conversas, alegria... Cheiro de café fresquinho, e também o perfume do jasmim que vinha do jardim... Ela respirou fundo, inspirou aquele que era um instante mágico. Se fosse possível congelar aquele momento, ela poderia ser feliz para sempre, dentro daquela paisagem. De repente, ela acorda de seu devaneio, percebe que esteve a sonhar acordada, esboça um sorriso, ouve o som de buzinas, percebe que o sinal está aberto e segue em frente.

Este pequeno transe é uma amostra do que acontece conosco algumas vezes ao dia, é o que se chama "sonhar acordado". Nossa mente abre espaço em meio à lufa-lufa diária e busca refrigério para nossa vida. Quão sábio é nosso cérebro!

Porém, a cena pode ser diferente... Ela estava parada, olhando a pilha de trabalho que a esperava. Seu chefe lhe cobrando prazos, aquele cliente chato acabara de chegar, e ela ainda tinha que sair para levar sua mãe ao médico hoje... Ela repassa cada momento ruim que provavelmente vai acontecer no seu dia.

Estes devaneios em meio ao nosso dia podem ser considerados um raio x de nosso inconsciente, ou de nosso padrão de comportamento. Aquele instante em que nosso pensamento correu solto, "sem travas", sem controle, nos diz muito a respeito de nós, pois quando estamos distraídos, com as defesas relaxadas, podemos mostrar um lado nosso que usualmente não percebemos. Estamos acostumados a ter conceitos, respostas prontas sobre nós e a vida, o que, muitas vezes, são racionalizações, proteções, couraças que utilizamos para mostrar a nós mesmos e aos outros aquilo que seria nosso eu ideal, que na maioria das vezes é diferente de nosso eu real.

Por que será que fazemos isto? A resposta só pode ser uma: é porque não aceitamos nosso eu real, este eu humano, muitas vezes falho, que é parte de nossa natureza humana também. Nossa natureza humana é imperfeita, mas busca a perfeição, e é na busca desta perfeição que tentamos "excluir" de nossa vida aqueles traços que desaprovamos. E assim, vamos nos distanciando de nós. E assim, vamos tentando ser Deus, querendo conduzir nossa vida da maneira que decidimos ser a melhor para nós. Sim, isto é bom, ir em direção ao nosso melhor, porém, temos que deixar um pouco dos acontecimentos para serem conduzidos por Deus, para assim, poder reconhecer nossa imperfeição e incompletude, enquanto humanos.

"A porta da alma se abre para dentro. Esta é a razão freqüente de não fazermos a nossa demonstração. Presumimos que ela se abra para fora e empurramos com todas as nossas forças, aparentemente indiferentes ao fato de que, na verdade, a estamos fechando com toda firmeza ao nosso próprio bem. Agir desse modo é, na realidade, empregar a força de vontade, que não é absolutamente tratamento algum, é simplesmente tentar vencer pelo esforço humano, deixando Deus de fora. A natureza humana é muito propensa a empurrar às cegas, quando amedrontada ou frustrada. É por este motivo que as portas de todos os teatros e edifícios públicos são obrigadas, por lei, a abrir para fora - porque esta é a direção natural do pânico. A oração, todavia, é essencialmente a recusa a se deixar levar pelo pânico ou pelo fluxo de coisas existente. Na oração, você deve se abstrair da imagem exterior, parar de pressionar contra os acontecimentos e perceber a Presença de Deus. A porta da alma se abre para dentro". Emmet Fox
(Por Mirtes Carneiro)

"Desencontros amorosos"


Por que tenho medo de sofrer se me entregar num relacionamento amoroso?
Por que só atraio homens ciumentos e possessivos?
Por que não consigo me desvincular, não ato e nem desato desse homem (mulher), embora saiba que esse relacionamento não vai me levar a lugar algum?
Por que os meus relacionamentos amorosos sempre são complicados, conturbados, de muitos conflitos?
Por que não consigo constituir uma família?
Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo, não consigo me firmar com ninguém?

São as queixas mais freqüentes que ouço em meu consultório. São comuns também os pacientes me relatarem que vão bem em todas as áreas de suas vidas, mas na esfera amorosa... Portanto, é grande o número de pacientes que estão em constante busca - sem êxito - de sua felicidade amorosa.
Em vista disso, homens e mulheres levam uma vida cheia de limitações, frustrações e angústias, por conta do insucesso amoroso.

Como psicoterapeuta e estudioso do comportamento humano, após conduzir mais de 8000 sessões de regressão, através da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) - Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, constatei que o insucesso amoroso de muitos pacientes é fruto de um resgate cármico.

Sendo assim, na maioria das vezes, o encontro entre um homem e uma mulher não é algo fortuito, ocasional, mas um reencontro. Ou seja, o casal já esteve junto também em outras existências e, por conta de erros cometidos no passado, agora se reencontraram para resolver suas pendências e aprendizagem mútua.
Explica também porque todo relacionamento cármico costuma ser recheado de conflitos - muitas vezes de idas e vindas, ou seja, de encontros e desencontros - e, por mais que o casal tente sair desse relacionamento, não consegue, em razão da ambivalência afetiva (amor e ódio) que se criou. Estão, portanto, ligados por laços psíquicos de amor e ódio advindos de uma existência passada.

A TRE, através do mentor espiritual do paciente, revela a causa desse conflito, para que o casal possa se libertar dos bloqueios que os prendem ao se passado.
Veja a seguir, o caso de um paciente que veio ao meu consultório para entender por que não conseguia constituir uma família?

Caso Clínico:
Por que não consigo constituir uma família?
Homem de 39 anos, solteiro.

Na entrevista de avaliação, ao lhe indagar o motivo de sua vinda ao meu consultório, o paciente me disse de forma clara e objetiva: "Não entendo por que sempre quis constituir uma família, mas nunca fui adiante com a idéia, pois sempre acontece alguma coisa: ou as mulheres não confiam em mim, ou eu que não confio nelas. Por isso, doutor, o que me trouxe aqui é o relacionamento com a minha namorada: eu a amo, quero casar com ela, porém, ela não confia em mim, embora nunca tenha feito nada para ela desconfiar de mim. Ela fica sempre com um pé atrás, desconversa quando falo que quero constituir uma família, casar, ter filhos. Comprei uma casa do jeito que ela queria, da cor que queria, mas quando fiz a surpresa, ela ficou quieta, parada e começou a chorar, me disse que não entendia o porquê de tudo aquilo, que eu estava pressionando-a. Isso para mim foi à gota d'água: acabamos rompendo o namoro".

Por ser muito ansioso, o paciente me disse que sua ansiedade se agravou após o rompimento com a namorada. Com o término, ficou sem rumo, não tinha mais ânimo para nada e entrou numa crise depressiva.

Após passar por três sessões de TRE, não conseguiu regredir e nem conversar com o seu mentor espiritual, mas perseverante e acreditando que encontraria suas respostas, disse que iria continuar com o tratamento; então, na quarta sessão, conseguiu regredir e me descreveu: "É uma vida passada... Estou vendo duas crianças, um menino e uma menina brincando no jardim... Vejo uma casa branca, tem uma varanda... Lembra muito a casa que comprei para minha namorada de hoje.

- Entre na casa - Peço ao paciente
Subo os degraus, passo pela varanda, abro a porta, é uma casa bem organizada e limpa... Vou até a cozinha, tem uma mulher de costas fazendo comida.

- Aproxime-se dela e me descreva como ela é? - Peço novamente ao paciente.
Ela é branca, cabelos loiros até os ombros, olhos verdes, é linda, mas ela chora... .

- Por quê? - Perguntei-lhe.
Não consigo entender... .

- Volte na cena e veja o que acontece?
É noite, as crianças e essa mulher estão esperando alguém, mas ele não chega... É o marido e pai das crianças; ele sempre chega atrasado, nunca cumpre o que promete à família. Elas acabam jantando sem o marido. A mulher põe as crianças para dormir e vai à janela esperá-lo. Ela tem um olhar distante, parece muito o olhar da minha namorada: distante, vago, triste... Um homem entra na casa, ela o recebe com um sorriso triste e pergunta se quer jantar, ele responde grosseiramente que não, disse que o dia foi horrível, que ela não sabia o que ele fazia para ter aquela vida boa... Esse homem aí sou eu, doutor, arrogante, nossa!

- Prossiga - Peço ao paciente.
O dia seguinte é a mesma coisa: chego atrasado, sento na poltrona, fumo um charuto e leio o meu jornal. Não falo com meus filhos, eles têm um amor muito grande por mim, graças à minha esposa. Ela diz que sou muito ocupado, mas que à noite irei ao quarto deles dar beijinhos de boa noite.
Na verdade, doutor, eu não merecia essa família, pois eu traia a minha esposa com todas as mulheres que podia, tive filhos fora do casamento, gastava dinheiro com farras. Ela sabia de tudo, nunca falou nada, sempre me respeitou, me amou, me esperava de braços abertos na esperança de um dia ser só dela. Mas eu fazia questão de chegar sempre tarde, reclamava de tudo o que ela fazia, nunca estava presente, e não a notava como mulher, nem lhe dava carinho. As pessoas diziam que ela era muito bonita, que parecia um anjo, mas eu fazia questão de nunca notá-la, não tinha medo que ela fosse embora; aliás, isso nem passava pela minha cabeça. Agora entendo o choro dela, doutor.

- Avance na cena - Peço ao paciente.
Ela prepara a comida, enquanto as crianças brincam lá fora, a casa está impecável como sempre, mas vejo no canto, atrás da porta, duas malas. Ela deixa tudo pronto, pega as malas, chama as crianças e sai em direção ao portão. Os três param, olham, dão tchau para aquela casa que parecia ser de uma família feliz. Parece brincadeira, doutor, essa casa lembra muito àquela que comprei para minha namorada da vida atual. Ela sonhou com essa casa, descreveu para mim, por isso, tentei comprar uma que fosse o mais parecido possível com ela.

- Meu Deus, como fui um idiota! (paciente fala em prantos).
- À noite, quando cheguei encontrei a casa escura, senti um aperto no peito, um arrepio, entrei chamando pela minha esposa, pelos meus filhos e encontrei um bilhete que dizia assim:
Meu único e verdadeiro amor, peço desculpas pela minha atitude de ir embora, mas não agüento mais te ver sofrer, sei que eu e as crianças somos um fardo para você e de maneira alguma quero te prender. Sinto que não és feliz ao nosso lado, pois se sente sufocado com a nossa presença. Sentirei muito tua falta, meu amor, mas assim terá sua vida livre como um pássaro. Iremos para bem longe, quem sabe em outra vida nos encontraremos e poderemos viver nosso amor junto com nossos filhos. Por falar neles, não foi fácil convencê-los em te deixar; infelizmente, menti para eles, talvez não me perdoem. Giovanna e Guilherme te amam, a Gigi deixou um beijinho e o Gui deixou um abraço. Bom, meu amor, amo você, saiba disso! Veremos-nos na eternidade.
Yanna

Fiquei desesperado, não acreditava, ela foi embora, levou meus filhos, corri para o quarto pensado que se tratava de uma brincadeira e pude notar que faltavam algumas peças de roupas dela e das crianças. Fui até a casa de meus pais, dos pais dela, dos nossos amigos, ninguém viu nada, nem sabiam de nada; ela não tinha falado pra ninguém que iria embora, evaporaram, simplesmente sumiram. Gastei o que tinha e o que não tinha procurando por eles, mas nunca mais os vi.

- Avance nessa cena - Peço ao paciente.
- Estava em um bar quando uma jovem perguntou se alguém conhecia Antônio Constantino, e o garçom gritou: - Antônio, tão te procurando aqui!
Olhei e logo reconheci a minha Gigi, a Giovanna, minha filha. Minhas pernas trêmulas não agüentavam caminhar até ela, cambaleei e cai de joelhos pedindo perdão por tudo que a fiz passar; ela com um sorriso estendeu os braços e disse: - Paizinho, que saudade, e me beijou - foi um beijo longo e demorado.
A minha esposa nunca falou para eles quem eu era de verdade, o monstro que era. Ansioso, perguntei: E o Guilherme, onde está? E sua mãe? Ela respondeu: - Calma, paizinho! O Gui está casado, tem dois filhos lindos, já a mãe faleceu há dois anos. Ela me pediu para te encontrar, para saber como você estava, e para te pedir perdão. Desesperado, chorava igual uma criança, pois havia perdido uma família maravilhosa, uma mulher que me amava e que, no fundo, eu também a amava. (pausa).
Vejo agora, doutor, aqui no consultório, uma cor azul bem clara tomando forma e está falando algo, mas não consigo entender... .

- Calma, entre em sintonia, provavelmente é o seu mentor espiritual - Peço ao paciente. (pausa).
- É ele mesmo, diz que agora eu tenho condições de entender o porquê da minha namorada da vida atual ter medo que eu a faça sofrer, pois a fiz sofrer nessa vida passada com nossos filhos, mas afirma que isso não irá acontecer de novo. Revela também que vamos ficar juntos, que vou ter uma nova oportunidade de ser feliz, que meus filhos virão novamente, pois estão prontos para vir.

- Pergunte-lhe como pode fazer para que sua namorada não desconfie mais de você e aceite sem medo casar e ter filhos? - Peço ao paciente.
Ele diz que a partir do momento que me foi revelado o que aconteceu entre nós naquela vida passada, e como houve o meu arrependimento do fundo de meu coração, afirma que a alma dela irá sentir, e com isso, me aceitará.

Dois anos após o término da terapia, o paciente enviou um e-mail me agradecendo pela ajuda recebida e me dando duas boas notícias: havia se casado com sua namorada, e ela estava grávida de dois gêmeos, a Giovana e o Guilherme, vindo novamente como seus filhos, conforme o seu mentor espiritual havia lhe revelado em sua última sessão de regressão.

Osvaldo Shimoda é terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por ele através dos Espíritos Superiores do Astral. Ministra palestras e cursos de formação de terapeutas nessa abordagem

"Auto-estima"


A falta de amor por si mesmo é a causa essencial que está por trás dos desequilíbrios na maioria dos seres humanos desajustados. Sem esta qualidade básica, ninguém pode se direcionar na vida de modo positivo.

Infelizmente, nem todos os pais possuem a consciência do quanto é importante que a auto-estima seja estimulada desde cedo nas crianças. Muitos, ao contrário, por serem excessivamente críticos e exigentes, jamais se sentem satisfeitos com o desempenho do filho e fazem questão de afirmar isto, sempre cobrando mais perfeição ou comparando-o com outros, que eles julguem mais inteligentes ou habilidosos.

E esta é uma atitude das mais devastadoras, pois acontece numa fase em que a imagem que a pessoa tem de si mesma está sendo construída. O resultado é um ser humano inseguro, incapaz de sentir-se satisfeito consigo próprio, ainda que alcance alguns resultados positivos na vida. Ou seja, ele nunca estará realizado e sempre vai ter a sensação de que poderia ter feito melhor.

Cria-se um vazio interior, que procura ser preenchido de inúmeras formas, seja através de um desejo compulsivo por comida, por bebida ou alguma outra droga mais poderosa, ou por uma dependência afetiva, algo enfim que lhe dê a sensação, por algum tempo, de que é alguém de valor.

Nada pode substituir o amor, a atenção e o estímulo às qualidades positivas de uma pessoa, como forma de garantir que ela desenvolva uma auto-confiança indestrutível.
Ensinar alguém a amar a si mesmo, não é um estímulo ao egoísmo. Ao contrário, é uma maneira de fazer com que ele desenvolva sua capacidade de amar, para que só então possa direcionar este amor ao mundo exterior.

" ....A primeira amizade precisa ser consigo mesmo,
mas muito raramente se encontra uma pessoa que seja amistosa consigo mesma.
.....Ensinaram-nos a condenar a nós mesmos. O amor-próprio foi considerado como um pecado. Não é.
Ele é a base de todos os outros amores, e é somente através dele que o amor altruísta é possível.
Como o amor-próprio foi condenado, todas as outras possibilidades de amor desapareceram.
Essa foi a estratégia muito ladina para destruir o amor.
É como se você dissesse a uma árvore: "Não se alimente da terra, isso é pecado.
Não se alimente da lua, da chuva, do sol e das estrelas; isso é egoísmo.
Seja altruísta, sirva outras árvores".
Parece lógico, e esse é o perigo.
Parece lógico: se você deseja servir os outros, sacrifique-se; servir significa sacrificar-se.
Mas, se uma árvore se sacrificar, ela morrerá e não será capaz de servir nenhuma outra árvore;
de maneira nenhuma será capaz de existir.
Ensinaram-lhe: "Não ame a si mesmo". Essa foi praticamente a mensagem universal das pretensas religiões organizadas.
Não de Jesus, mas certamente do cristianismo; não de Buda, mas do budismo -
de todas as religiões organizadas, este foi o ensinamento: condene a si mesmo, você é um pecador, você não tem valor.
E, por causa dessa condenação, a árvore do ser humano se retraiu, perdeu o brilho, não pode mais festejar.
As pessoas vão dando um jeito de se arrastar, não têm raízes na existência - estão desenraizadas.
Elas estão tentando prestar serviço aos outros e não podem, porque nem foram amistosas consigo mesmas.
......Eu não tenho nenhuma condenação, não crio nenhuma culpa em você.
Eu não digo: "Isto é pecado".
Eu não digo que o amarei só quando você preencher certas condições.
Eu o amo como você é, porque essa é a maneira que uma pessoa pode ser amada.
Eu o aceito como você é, porque sei que esse é o único modo que você pode ser.
É assim que o todo desejou que você fosse. É como o todo destinou-o a ser.
Relaxe e aceite-se e alegre-se - e então vem a transformação.
Ela não vem através de esforços.
Ela vem pela aceitação de si mesmo com tal profundidade de amor e felicidade, que não há nenhuma condição, consciente, inconsciente, conhecida, desconhecida.
O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparece, é absorvida, é transformada.
A energia é liberada daquela forma.
Todas as coisas chamadas de pecado simplesmente desaparecem.
Eu não digo que você tenha que mudá-las; você tem que amar o seu ser, e elas mudam.
A mudança é um sub-produto, uma conseqüência.
Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental.
Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas este é o alicerce.
(Elisabeth Cavalcante)

terça-feira, 6 de abril de 2010

O amor quando chega...


O amor quando chega nos invade, acolhe, aconchega, nos faz brilhar... apesar de tanto desejar e esperar por ele, nem sempre somos abençoados com nobre sentimento! Mas quando chega, verdadeiramente, nos sentimos assustados, não sabemos o que fazer. Se é que deve ser feito algo... só conseguimos saber que sentimos algo forte, muito forte! "O que é isso?" nos perguntamos, "tão diferente do que já senti!"... pensamos! Não é por ser diferente que é errado ou com menor valor, apenas é diferente daquilo que conhecemos, mas talvez por isso mesmo seja algo tão assustador. Mas ao mesmo tempo é bom, tranqüilo, parece que liberta; muito diferente daquele sentimento que damos o nome de amor, quando na verdade está muito mais para apego, posse, atração, desejo, prisão.

Só depois que ele - amor - chega é que reconhecemos a sutil diferença ao que sentíamos e um dia demos o nome de amor, e ao que é amor realmente. Para nomear um sentimento com esse nome, ele deve ser muito nobre, o que em nada combina com ciúmes, agressões, insegurança, infidelidade, controle, manipulação, brigas constantes, entre outros! Não, o amor não traz nada disso, ele traz exatamente o contrário: paz, segurança, tranqüilidade, harmonia, crescimento mútuo, confiança, cumplicidade, enfim, aquilo que sempre desejamos ter, mas enquanto não for amor de verdade, dificilmente conseguiremos conquistar, por mais que o desejemos.

Mas por qual motivo é tão difícil encontrar o amor verdadeiro? Tudo começa com a falta de amor por nós mesmos, que geralmente vem associada à baixa auto-estima. Ou seja, se não reconhecemos nossos reais valores, como podemos nos amar? E como saber de nosso valor enquanto pessoa se nem todos se dão ao trabalho de se conhecerem? Dificilmente, alguém ama quem não conhece, ou ainda, quem não se dá o devido valor.

Isso nos faz chegar à conclusão que sem nos conhecermos, e em conseqüência nos amarmos - pois o amor vem do conhecimento, admiração, que se tem por outra pessoa ou por si mesmo - não conseguiremos verdadeiramente amar alguém ou permitir que tal amor chegue até nós!

Sem nos conhecermos, não sabemos quais são as necessidades emocionais que temos, as quais não deixam de existir por não as reconhecermos. Elas muitas vezes são responsáveis por nossas expectativas frustradas, escolhas erradas, repetições de padrões que não mais desejamos viver, pois muitas vezes esperamos que nosso companheiro venha a suprir tudo aquilo que necessitamos desde crianças e que não fomos correspondidos. Com isso tendemos a idealizar o outro, vendo nele aquilo que gostaríamos que fosse e não quem ele é na realidade. E conforme ele vai se mostrando a nós, sentimos como se tivéssemos sido enganados. Mas será que fomos mesmo enganados ou sequer nos demos tempo para saber quem é essa pessoa que deixamos entrar em nossa vida, sem pedir licença, e colocamos nosso coração e nossa vida totalmente em suas mãos? Geralmente, vemos o outro como um ideal e não como real.

Resumindo: a falta de amor-próprio, a baixa auto-estima, as necessidades emocionais não reconhecidas, geralmente causadas pela falta de autoconhecimento, somada às idealizações, expectativas, carências, histórico de vida, podem comprometer nossos relacionamentos e dificultar o encontro com o verdadeiro amor. O que, no fundo da alma, é o que todos buscamos.

Portanto, devemos realizar toda essa caminhada de autoconhecimento para depois nos permitirmos nos envolver com outra pessoa, o que raramente as pessoas fazem. Elas querem alguém que não as façam se sentir sozinhas e, nessa busca, muitas vezes se encontram mais sozinhas do que antes. Por medo de ficar só envolvem-se com pessoas cujo relacionamento traz apenas sofrimento.

"Mas como reconhecer se o que sinto é amor?" você deve estar se perguntando... Para reconhecê-lo é preciso ter um mínimo de autoconhecimento, pois do contrário estará vulnerável a considerar toda pessoa que vier a conhecer e/ou se relacionar como uma possibilidade de vivenciar o amor, podendo assim facilmente confundir apego, posse, atração, com amor. Fará isso porque irá sobrepor suas carências, sem respeitar suas reais necessidades, que muitas vezes está muito distante de serem supridas por esse pessoa. Claro que devemos considerar que ninguém supre as carências de ninguém, mas sempre queremos uma pessoa que seja carinhosa, compreensiva, amiga, enfim, que tenha valores semelhantes aos nossos, mas ignoramos isso e nos envolvemos sem o menor conhecimento do outro, em conseqüência da falta de conhecimento de nós mesmos, assim nos tornamos dependentes emocionais. Sim, não podemos saber isso sem dar o mínimo de chance para conhecer o outro, mas quantas vezes não entramos num relacionamento sem sabermos muito bem sequer o que queremos?

Como encontrar alguém que lhe faça feliz se nem você mesmo o sabe? Como conhecer alguém se você mesmo não se conhece? Como não repetir padrões se nem sabe quais está repetindo? Sim, o autoconhecimento se torna importante até para iniciar um relacionamento, portanto, procure se conhecer mais, saber o que é importante para você no relacionamento afetivo, tenha referência de como seria o relacionamento ideal para você, ainda que ele não seja exatamente igual, ao menos saberá o quanto está perto ou distante do que deseja realmente para sua vida.

(Rosemeire Zago)

"Extremos"


Não nos damos conta, mas somos vítimas de nossos extremos... Quais? A Raiva e a Paixão, por exemplo.
Quando nós estamos com muita raiva, cometemos algumas falhas de personalidade que nos trazem amargas recordações e péssimas consequências futuras.
Neste estágio, alteramos a voz. Não nos damos conta de que estamos tentando, de forma inconsciente, gritar, até com nosso interior, pedindo calma. Quando levantamos a voz, estamos gerando um alerta para nós mesmos... que parece dizer: Ei, cara, calma...
Neste estágio, enfarruscamos a testa e literalmente "fechamos" o sexto chakra, nosso terceiro olho. Sem ele a ausência de conteúdo cresce. Quanto mais tranqüilos estamos, mais aberto está o nosso olho de visão futura. É com ele que nossa "intuição vê".
Neste estágio, atraímos estranhas forças negativas que só potencializam nossos dissabores. Ninguém que esteja tranqüilo será vítima de energias que aprofundam o descontrole.

Neste momento nos tornamos reféns de posturas que criam exclusivamente atitudes com as quais nos arrependeremos depois.

Enfim, o extremo "raiva" é uma postura que precisamos vigiar, policiar para que ela jamais seja nossa companheira. É óbvio que não se trata de uma missão fácil.
Por outro lado, a paixão também tem o seu lado negativo.
Neste estágio, esquecemos que o "brilho" do momento é efêmero e que a realidade é bem diferente daquilo que nosso sentimento está analisando, pontualmente, nesta situação.

Neste estágio, o "perfume de vida sentido" é fruto exclusivo de nosso olfato alterado pelos sinos da paixão. Neste estágio, o arrebatamento é absolutamente ridículo para quem está em estado de equilíbrio, olhando a cena e o nosso comportamento pelo lado de fora.
Neste estágio, nossas decisões são absolutamente comprometidas pela fantasia que a energia cria e nunca pela percepção da realidade que o equilíbrio traz.

Portanto, não importa se para mais ou para menos, sempre que convivemos com os extremos cometemos erros em nossas decisões impensadas e impulsivas. As piores que tomei em minha vida sempre tiveram estes dois coadjuvantes como parceiros. Tanto o estar apaixonado, como a raiva, mostram ausência de autocontrole e, portanto, nunca deveríamos tomar qualquer tipo de posicionamento. Nada é mais prejudicial do que decidir sem equilíbrio. O sistema nervoso não pode ser nosso companheiro quando estamos decidindo o nosso futuro.

Existe uma frase que precisa ser muito bem entendida e estudada:
NÃO HÁ BEM QUE SEMPRE DURE E NÃO HÁ MAL QUE NUNCA ACABE...
Muitas pessoas usam-na para justificar o fim de uma etapa, de um ciclo e com ela assinam o final, como se vítimas fossem. Não é verdade. O Mal que acabou é porque aprendemos com ele. O Bem que não durou é porque ele não tinha conteúdo suficiente para se tornar eterno.
Faltou efetivamente equilíbrio em nossos pensamentos e nas conseqüentes decisões. O mal acabou porque aprendemos a lição. O "bem" acabou porque ele era somente paixão.
Todo ser humano é vitima de seus descontroles. Quanto melhor ele vive, mais evita conviver com seus extremos. A isso se dá o nome de equilíbrio.
Jamais, contudo, poderemos nos esquecer que somos os únicos que damos vida, conteúdo e realização aos nossos sonhos.

Saul Brandalise Jr é autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.

"UM CORAÇÃO QUE OUVE"


Você já pensou que só pelo simples fato de ouvir alguém, podemos ajudá-lo a se curar? Ouvir, é um dos nossos cinco sentidos, SIMPLESMENTE OUVIR! Colocar-se à disposição do outro para escutá-lo. Ficamos com situações ou pessoas entaladas na garganta, apertando e barrando o fluir da criatividade expressiva. Ou, quando engolimos, desce raspando, e cai como uma bomba no estômago, causando ulcerações inclusive físicas. Quando podemos expressar, ficamos mais leves, e aptos a enfrentar todos os obstáculos. Ao recusarmos ouvir o outro, criamos divisão, separação, e permanecemos na dualidade, causando mais dor e sofrimento. A arte de saber ouvir foi ressaltada na história do Rei Salomão.

A versão mais conhecida é que o jovem Salomão pediu sabedoria a Deus e, por isso, ganhou fama universal em função da grande virtude que lhe foi concedida. Mas, os fatos não foram exatamente esses. Salomão, na verdade, não pediu sabedoria. A palavra compreensivo, em hebraico, é "shama", que significa ouvir, escutar, obedecer. Shama não é sabedoria. "Salomão, implorando a proteção divina, quando empossado ainda moço disse: "Sou ainda menino e tenho que governar um povo numeroso, e recorreu ao Senhor para que o orientasse. Foi ouvido: "Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que antes de ti, nem depois de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum outro rei jamais teve ou terá". E o que Salomão pediu foi: Um coração que ouve!

É uma carcterística rara hoje em dia, entender o que os outros falam e saber ouvir. Ouvir algo como é dito é a coisa mais difícil, pois, a maioria escuta o que quer e quando quer, não o que o outro está tentando dizer. Quem não tem na família alguém com deficiência auditiva, porém, quando conversamos perto dele(a) de repente a pessoa responde, e nós, nos admiramos: nossa... pensei que não ouvisse!

Usamos as nossas vivências, padrões e crenças como radares na mente e interpretamos o que o outro fala, de acordo com isso e nem percebemos as reações emocionais daquele que está se expressando, o que poderia fazer toda a diferença na compreensão de sua comunicação. Às vezes, o sofrimento é tão grande, que a pessoa fala uma coisa, e suas expressões corporais indicam outra. O simples fato de conseguir ouvir o outro, poderia mudar o destino muitas vezes traçado pela nossa insana rigidez. Aprenderíamos com suas experiências sem ter que passar por elas e ficaríamos preenchidos de generosidade, compaixão, e gratidão pela oportunidade criada. E, quanto sofrimento poderia ser evitado na nossa própria vida, se déssemos essa oportunidade ao próximo e a nós mesmos?
Nas situações difíceis nos sentimos sem rumo, sem saída, e com dificuldade para compreender o que está criando o caos. Dentro de uma situação caótica não é sinal de fraqueza sentirmos medo, insegurança, desamparo, e , se pudermos expressar toda a dor, reconheceremos estes sentimentos, criando oportunidade de transformá-los. São momentos, que precisamos do apoio daqueles que estão conosco no caminho da vida, e a melhor maneira de fazer isso no processo de cura é ser um bom ouvinte.

Saber ouvir é uma dádiva divina! A divindade não desaprova. Não é intelectualmente orgulhosa. Tem a paciência necessária com aquele que está tentando se expressar, e que muitas vezes não sabe fazê-lo, porque não aprendeu, não teve chance. Mas, para isso temos que ser humildes e exercer a arte da sensibilidade, da captação correta daquilo que o outro está dizendo para nós, compreendendo que ele se baseia na experiência de vida que teve! E tem que ter muita tolerância, humildade e equilíbrio emocional para entrar na energia do outro, mantendo as nossas fronteiras psíquicas. Ouvir é a dádiva divina que nos permite manifestar amor, respeito, ternura, dedicação, afeto e amizade. Mas, sem a humildade julgamos! E todos querem ser ouvidos e tem o direito a expressar-se. Só perde esse direito aquele que o faz para agredir, para magoar, para ferir, sem um propósito de auxílio, mas, achando que "esse é o jeito dele" e os outros tem que aguentar.

"Na Hierarquia da Luz, Metre Confúcio diz: Meus amigos, seguidamente vos alertamos: deveis ser deuses em atividade - homens puros com todas as forças latentes... Aqui em vossa vestimenta física podeis ser perfeitos. Os passos que vos separam desta meta são fáceis de superar se derdes vossas mãos às Mãos de vossos Amigos da Luz. Todo vosso conhecimento é suficiente para alcançardes esta meta. O Plano Divino em vosso coração pode concretizar-se. A Força para isso está ao vosso dispor... O ponto culminante no Templo da Precipitação é saber escutar. Sois disciplinados a manter silencio, concentrando-vos em Vosso Plano Divino e a ouvir aquilo que é necessário escutar. Aqui, nos mundos internos, na freqüência de vibração mais acelerada, isto é possível. Levai o exercício à vida cotidiana..."

A arte de saber ouvir é o caminho para o entendimento, para o amor e inclusive para a tão almejada prosperidade que todos querem e precisam. No entanto, ela depende de nós pararmos para ouvir o outro, e, por quê? Porque quem não ouve seu semelhante não ouve também a Deus! O Pai nunca se manifesta de maneira direta, pois quer que nós aprendamos a refletir e tomar decisões sozinhos para que assumamos a responsabilidade, então a vida, Deus em ação, manda seus recados através do outro, muitas vezes uma criança fala para nós aquilo que precisamos ouvir. Por isso, perdemos enormes oportunidades não ouvindo. Quando não serenamos a mente para ouvir deixamos também a intuição passar desapercebida e, dessa maneira, não entendemos as mensagens divinas. Com certeza, quem não sabe ouvir perde muitas oportunidades de crescer e evoluir.

Preencha seu coração de luz, de amor e paciência e conquiste a dádiva de ser um coração que ouve, pois ele estará bem perto de Deus!

Vera Godoy

(por El Morya Luz da Consciência)

Naturalmente...


Quando estamos diante de um problema e... logo queremos resolver com o que temos em mãos, não levamos em conta o tempo certo... e, muito menos o fato de que, nossos julgamentos podem ser equivocados, porque quase sempre são baseados no que vemos e no que interpretamos da situação... que é muito pouco diante do todo... Nos apegamos e defendemos nosso ponto de vista, como se fosse verdade absoluta, esquecendo-nos que é só uma parte infinitamente pequena... diante do que não conseguimos enxergar nem perceber.

E, assim, vamos reagindo à vida tentando resolver as coisas com nossa percepção equivocada e não damos tempo para que as coisas se resolvam sozinhas...

De alguma forma, pelo que tem me acontecido, estou muito atenta a como "percebo" a realidade e buscando não julgar apressadamente as situações porque sei que o que vejo é muito pouco... e que se não atropelo a vida, tentando resolver tudo baseado no que vejo, com certeza, o Universo se encarrega de trazer mais clareza a situação... e muitas vezes ela se resolve naturalmente...

Especialmente julgar a ação do outro pode nos fazer cometer muitos equívocos, porque está envolvida muito mais coisa do que podemos perceber.

Hoje, diante de qualquer problema, faço primeiro ho'oponopono para limpar as memórias equivocadas envolvidas na situação... e ou se resolve naturalmente... ou a Divindade nos guia para a ação correta.

Parece que o Universo está me pedindo mais entrega... ao mostrar com tanta insistência como nossa percepção filtrada pelas memórias pode ser falha e como ao tentarmos resolver nossos problemas, baseados nessa percepção, podemos cometer erros e injustiças.

E o que mais gosto é que... Ele também tem me mostrado que, se tenho calma e confio... tudo chega naturalmente, e a situação se esclarece de uma forma inesperada.

A verdade se revela por si só... se damos espaço...

O nosso tempo quase nunca está em sintonia com o tempo do Universo e, ao querer resolver apressadamente um problema, podemos correr o risco de atrapalhar o que já estava sendo resolvido e se manifestaria na hora certa...

Quase nunca estamos no fluxo natural da vida... que sempre nos supre de tudo que precisamos momento a momento... Queremos garantia e controle sem nos darmos conta quão ilusórios são...

Aprendemos a acreditar e a confiar em coisas inacreditáveis, se olhadas sob o prisma da verdade... e resistimos a crer nessa parte em nós que flui silenciosa... que nos une a tudo e a todos... em uma sinfonia orquestrada com a mais absoluta precisão...
Temos tudo e nos prendemos ao nada...

Mas nunca é tarde para recomeçar... para fluir naturalmente em sintonia com o Universo e receber suas dádivas e bênçãos... que sempre nos são oferecidas abundantemente no eterno presente...

(Rubia A. Dantés)

"Libertação"


Libertar é um ato que pode ser dirigido a outrem ou a nós mesmos e se refere a uma ação que promove a liberdade, seja ela concreta, exterior ou a que experimentamos interiormente.

Ao nos libertarmos daquilo que nos aprisiona, sentimos uma sensação de felicidade intensa, que poucas coisas na vida podem nos proporcionar.

Mas, para a maioria das pessoas, sentir-se interiormente livre parece um ideal inalcançável. Elas vivem presas a valores, crenças e conceitos que engessam sua real natureza.

Como fazer, então, para sentir novamente a sensação de liberdade que experienciamos ao chegar ao mundo? Só há uma saída possível, e esta se resume na tarefa de recuperar nossa autenticidade, despindo-nos de tudo o que nos foi imposto como sendo a única maneira verdadeira de se viver.

Manter-se fiel às próprias verdades, ainda que elas nos levem a situações dolorosas, visto que nem sempre serão compartilhados pelo restante do mundo, é um desafio e tanto.

Por essa razão, muitos acabam desistindo e preferindo seguir com a corrente, pois acham que esta é uma forma segura de evitar o sofrimento. Entretanto, não passa de ilusão, pois na medida em que reprimem sua verdade essencial, ela acaba por ressurgir em algum momento, na forma de fobias ou outros transtornos emocionais mais graves.

Viver em harmonia com o Todo só é possível quando, antes de tudo, conseguimos juntar as partes dissociadas de nosso Eu, que se encontram aprisionadas nas diversas máscaras que assumimos para nos adaptar às exigências alheias, negando nosso ser autêntico.

"Amado Mestre,
Repressão é sempre ruim?

Prezado,
Absolutamente ruim, sempre ruim, ruim, sem exceções. Repressão significa simplesmente que você não entende suas energias vitais. Repressão significa que você está forçando as energias da sua vida para o inconsciente, jogando-as no porão do seu ser. Lá elas vão crescendo, eles vão entrando em ebulição ... e, mais cedo ou mais tarde, a explosão. É por isso que muitas pessoas ficam loucas.

Loucura é resultado da repressão. É por isso que muitas pessoas estão mentalmente doentes - mesmo que não sejam loucas, mentalmente perturbadas - em todo o mundo.

... A menos que você seja totalmente uma rocha por dentro, impossível não fantasiar com alguém de vez em quando, não ser atraído. Se você tem sensibilidade, sensitividade, inteligência, é natural ser atraído de vez em quando. Isso não quer dizer que você está cometendo um pecado, significa simplesmente que você entende o que é beleza, isto significa simplesmente que você está observando a vida ao seu redor.

... Repressão de qualquer tipo é destrutivo para o corpo, a mente, a alma. Energias têm que ser transformadas, não reprimidas. Energias são suas riquezas potenciais, em estado bruto, você tem que polir as energias, então, elas podem se tornar grandes diamantes. Estas mesmas energias, energias sexuais, podem se tornar sua libertação espiritual. Reprimidas você estará em um cativeiro.

Eu não estou dizendo para você se tornar indulgente, ir para o outro extremo. Buda também não vai apoiar a sua indulgência. Ele é absolutamente pelo caminho do meio, significa a média de ouro. Não seja nem repressivo nem indulgente. Esteja atento, esteja alerta, seja amigável com as suas energias, simpático. Elas são as suas energias; não crie uma fissura, caso contrário, você estará sempre em conflito, e lutar com suas próprias energias é uma dissipação desnecessária.

Lutando com suas energias, você está lutando consigo mesmo: você não pode vencer. Você estará simplesmente desperdiçando a oportunidade da vida. Esteja ciente, não reprima. Não sacie. Esteja ciente, seja natural. Deixe as energias serem aceitas e absorvidas. E, então, as mesmas energias, energias brutas, tornam-se tão refinadas, - passando através da consciência - que grandes flores florescem em seu ser - lótus de iluminação.

A menos que aconteça, você nunca vai se sentir em casa na existência, você nunca vai se sentir bem-aventurado, você nunca vai sentir o que é Deus, você nunca vai sentir o que é o nirvana, o que é libertação".
OSHO - O Dhammapada: The Way of the Buddha
(Elisabeth Cavalcante)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Resistências emocionais dificultam suas conquistas


O processo criador é divertido e leve para quem já está acostumado a construir sua própria realidade com o bom uso da lei da atração magnética. Contudo, é muito comum percebermos que somos nós quem impedimos que as realizações positivas aconteçam com mais frequência e profundidade.

As resistências são sentimentos criados no momento em que projetamos nossos pensamentos na direção de nossas metas. São emoções baseadas em crenças que possuem o incrível poder de anular o pensamento criador.

Para compreendermos melhor o fenômeno das resistências, citaremos abaixo alguns casos reais:

Certa vez, um senhor nos procurou pedindo ajuda. Ele sonhava em adquirir uma linda caminhonete, de última geração. Entretanto, ainda não tinha condições financeiras para comprá-la. Como ele queria muito e sabia que podia conquistar com o poder de sua intenção, inscreveu-se em um dos nossos cursos para, na esperança de entender o processo do Criador da Realidade, manifestar seu desejo.

Durante o curso, sempre debatemos muito entre os alunos, expondo exemplos, trocando idéias e submetendo as metas de cada um a avaliações muito positivas, o que refina o desejo, tornando-o mais claro, proporcionando mecanismos para que ele se manifeste mais rápido. Na realização de um dos primeiros exercícios, esse senhor expôs ao público a sua meta. Falou abertamente sobre sua intenção em conquistar a caminhonete dos seus sonhos. Toda a turma deu o maior apoio, incentivando-o prontamente.

Fizemos uma visualização, pedindo para que cada participante imaginasse como se a sua meta já estivesse realizada. Todos fecharam os olhos e mergulharam profundamente no exercício. Confessamos que esse é um dos momentos que mais gostamos de assistir, quando os diversos participantes do curso, cada um em seu processo criativo, mergulha profundamente na visualização. Mais interessante ainda, é observar a face sorridente de cada um, divertindo-se ao imaginar seus sonhos conquistados. Assistíamos tudo atentamente, quando ao observar a face daquele senhor, uma grande tensão carregava seu rosto de meia-idade com fortes marcas de expressão. Ele não estava feliz, ele se sentia mal, mas por quê?

Ao término da prática, os comentários foram os mais positivos possíveis. Cada um à sua maneira, sorria abertamente ao experimentar a sensação doce, do desejo realizado. Mesmo assim, aquele senhor mantinha-se com o semblante sério, destoando de todo o grupo. Quando questionado sobre seu exercício, a sua resposta foi típica de um exemplo de resistência.

Embora ele tenha conseguido se imaginar em sua caminhonete de última geração, ainda que tenha mergulhado na viagem de visualizar-se dentro do veículo, dirigindo alegremente em uma estrada bonita, a preocupação tomou conta de sua visão.
As ideias que vinham em sua mente eram:

- Como eu posso conseguir uma caminhonete dessas com o salário que eu ganho?
- Como poderei pagar o seguro se nem para o combustível eu tenho?
- O que meus vizinhos pensarão de mim?
- Como meus colegas de trabalho vão reagir a essa minha conquista?
- As pessoas à minha volta sentirão inveja?

Sim, esses foram os pensamentos predominantes que surgiram daquela visualização. Ao passo que ele colocava intenção para criar a sua realidade futura, os sentimentos negativos surgiam na direção contrária, gerando resistência ao processo criador.

É aí que muita gente empaca! Porque ficam se perguntando, como: Será? É possível? De que jeito? De que maneira?

Pois essa não é uma resposta que você recebe logo. Seu primeiro passo é simplesmente pedir, depois acreditar, e a medida que o universo responde, aprender a receber.

Quando você pede, foca energia no sentido da meta e começa a criar sua realidade. Até aí tudo certo. Mas se não acredita, então, também não manifesta!

Muitas pessoas não crêem em nada disso. Não aceitam a idéia da força do pensamento positivo, da lei da atração magnética, tampouco que podem criar suas próprias realidades. Nesse caso, sempre sugerimos que façam o teste, ou melhor, gostamos de desafiar os céticos, mesmo porque é um desafio onde ninguém perde nada ou ninguém sai prejudicado e, para isso, é provável que a pessoa queira começar com metas mais simples, como rever alguém que não vê há anos, ou comer algum tipo de comida que deseja. Os resultados são muito divertidos...

Mas as resistências, essas você precisa eliminar!!! Elas sempre surgem da dúvida de uma mente cheia de crenças e paradigmas equivocados. Então, deixe de imaginar as consequências negativas, a exemplo desse caso. Perceba que a mente das pessoas está solta, não está com o foco certo... Claro que todos nós precisamos de treino para ir acreditando mais e mais a cada dia. Mas lembre-se sempre: a lei da atração magnética funciona, querendo você ou não, acreditando você ou não.

Qualquer que seja o seu desejo, quando ele surgir, procure perceber se há algo impedindo que o sentimento seja bom, leve e tranquilo. Se qualquer emoção negativa surgir, indicará um desequilíbrio que impossibilitará a realização da meta. Por esse motivo é que sempre recomendamos que as pessoas escrevam as suas metas e, ao longo dos dias, se necessário, que ajustem os pedidos, refinando mais e mais, para que fiquem cada vez mais claras e produzam sentimentos de alegria e conforto.

Quando imaginar a sua meta se realizando, se isso vier do seu interior, da sua alma, o sentimento necessariamente será confortador e alegre. Toda vez que seu desejo carregar uma sensação de peso, tensão ou preocupação, indica resistência; algumas surgindo em decorrência de nossas crenças limitadoras como foi citado no exemplo acima. Entretanto, outras surgem como aviso de que a meta que almejamos não produzirá harmonia em nossas vidas, e isso somente você poderá reconhecer.
Uma coisa é certa: se você persistir em fazer bem feito a sua parte, em pouco tempo você encontrará o ajuste perfeito para o conteúdo dos seus desejos. Isso manifestará um sentimento abundante de paz e bem-estar.

Por Bruno J. Gimenes

"INADEQUAÇÃO"


Sentimo-nos deslocado da vida e da sociedade, não encontramos nosso lugar, não nos afinamos com a família, amigos e vem sempre a pergunta: o que viemos fazer? Por que vivemos nesta sociedade tão diferente de nós? Qual nossa tarefa na vida?
Todo ser vivo pensante que pisa no chão deste planeta pertence à mesma nascente universal. Há leis semelhantes em todo universo para todo ser vivo que nele existe e estas leis especificam a qual classe ou nível espiritual pertencemos. Espiritual sim, porque todos somos almas ora transitando no plano físico ou no astral. (espiritual).

Quando possuímos o sentimento de inadequação em relação à sociedade que vivemos não é porque não fazemos parte dela, mas sim, que ultrapassamos o estágio que os demais se encontram. Como numa escola comum, os de ensino médio passaram pelas classes primárias, mas ainda continuam sendo alunos da mesma escola. O mesmo acontece com aqueles que se sentem inadequados ao ambiente que vive, embora mais adiantados, são ainda alunos.

O destruidor de antanho é atualmente o construtor daquilo que lesou. O aborígene, o selvagem primitivo tem o mesmo destino do europeu culto, do americano rico ou o indiano espiritual, são todos da mesma origem e seguem pelo mesmo caminho para um destino em comum: evolução.

É de praxe que o maior ampare o menor. O professor não entra numa sala de aula para se sentir superior aos seus alunos; veio para ensinar aquilo que aprendeu. O médico não recebe doentes no consultório para mostrar que tem mais saúde que o paciente, e sim, devolver o equilíbrio físico a aqueles que não têm. Os que se sentem superior, espiritualmente falando, têm a missão de elevar os que estão abaixo de si.

A crítica nunca deixou obras de valor.Só os atos de compreensão e de auxílio deixam rastros positivos.

A sociedade que criticamos é aquela que nós mesmos criamos em existências anteriores e que hoje viemos para corrigir e melhorar.

Uns se encontram no início, outros já percorreram metade do caminho e poucos estão chegando ao termo, mas todos são viajantes da mesma estação de partida indo para o mesmo destino.

Ninguém é melhor só porque está chegando, mas sim, porque adia a chegada para ajudar os que estão vindos.

MISSIONÁRIO OU EXILADO?

Você que se sente exilado sentindo que a Terra não é sua patria...
Você que não se adapta ao sistema de vida da sociedade atual...
Você que sente saudades não sabe de quê e nem de quem, com vontade imensa de voltar para seu lugar de origem...
Lembre-se que:

Somos todos voluntários de uma missão imprescindível à evolução do planeta, dos homens e de nós mesmos. Procurando ter paciência com aqueles que percebemos ser espiritualmente menores do que nós. Lembrando da extrema tolerância que os seres superiores tiveram com a nossa própria inferioridade.
Se nos sentirmos um pouco acima da maioria das pessoas, ontem, fomos iguais a eles. Por isto, sejamos compreensivos mostrando que a evolução está justamente nesta compreensão.
O catedrático não diminui os companheiros que estão no jardim da infância ou pré. Ampara e ama.
Ao sentir uma certa incompatibilidade em relação aos familiares como se a família não é aquela que achamos que seja a verdadeira; lembremos que todo ser vivo do universo pertence ao mesmo tronco de origem.

Ninguém é especial, ninguém é superior, embora em níveis diferentes, somos todos iguais e com o mesmo valor.

A humanidade é nossa família e o cosmo o nosso lar. E pode, no lar onde nascemos, estar a maior razão de estarmos aqui.

Estando numa viagem de tarefas, a proposta é auxiliar os homens nesta época difícil, sem criticá-los e nem formar uma sociedade com apenas criaturas iguais a nós. Se todos os mestres constituissem salas só de mestres não haveria aprendizado em lugar algum. E não existe mestre completo, todos ainda têm algo a absorver. Os realmente grande já não precisam mais voltar à terra.

É compreensível que haja saudades por estarmos apartados de nosso ambiente espiritual e dos mais queridos afetos. Lembremos sempre, que estamos aqui por nossa própria escolha, como um guerreiro que vai à luta deixando sua pátria e família, buscando a vitória em sua empreitada.

Cumpramos nossa tarefa com bom ânimo e fé.
Todos os sacrifícios que beneficiarem a humanidade se reverterão em bônus espirituais para nossa própria evolução. Somos trabalhadores voluntários e não exilados de uma esfera superior.

A ordem é avançar! Não recuar ou desistir, pois muito tempo e suor foi empregado na preparação daqueles que vieram fazer deste mundo um lugar melhor para viver.

Somos obreiros do Senhor da Luz. Façamos, então, luz em nós para alumiar os que ainda estão em trevas.

Mitera - Miryã Kali

15/03/2010

"Façamos luz em nossos corações para que o coração do mundo resplandeça" (Miryã Kali)

Era uma vez, o amor...


Era uma vez, o amor...
morava numa casa repleta de estrela e enfeitada de sol.
Luz não havia na casa do amor, afinal, a luz era o próprio amor.
E uma vez o amor queria uma casa mais linda para si.
Então fez a terra, e na terra fez a carne, e na carne soprou a vida e na vida imprimiu a imagem de sua semelhança.
E chamou a vida de homem.
E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa, pequenina, mas palpitante, inquieta e insatisfeita como o próprio amor.
E o amor foi morar no coração do homem.
E coube todinha lá dentro porque o coração do homem foi feito do infinito.
Uma vez.... o homem ficou com inveja do amor.
Queria para si a casa do amor, só para si.
Queria a felicidade do amor, como se o amor pudesse viver só.
Então o amor foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher seu coração, encheu-o com todas as riquezas da Terra e ainda ficou vazio. (Ele sempre tinha fome).
E continuava com o coração vazio.
E uma vez...
resolveu repartir seu coração com as criaturas da Terra.
O amor soube... vestiu-se de carne e veio também receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o amor e o pregou numa cruz.
E continuou a derramar suor para ganhar a comida.
O amor teve uma idéia: Vestiu-se de comida, se disfarçou de pão e ficou quietinho...
Quando o homem ingeriu a comida o amor voltou à sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.