segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"Fácil e Difícil"


Fácil é perguntar o que deseja saber.

Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando dá vontade.

Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.

Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.

Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.


Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.

Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica.



(desconheço a autoria)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"Crônica de amor "


A muito tempo recebi essa crônica, e acredito que pela época o que eu estava
vivendo ela me encantou muito ... Foi para a coleção das mensagens
interessantes que recebemos todos os anos e ao final dele, armazenamos a
mesma em um CD...

Hoje recebi a mesma novamente ... e mesmo tantas coisas tendo se alterado,
ela apresentando um contexto até antigo, nos seus pequenos detalhes valeu a
pena ler a mesma novamente ... ahahahahah

Quando for possível, leia vc também !!!


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os
honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo
a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O
verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do
Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela
paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de
voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando
menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não
respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela
de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o
Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que
ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais
viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com
você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga,
ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma
semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor
vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue
despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito
manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que
você ama este cara? Não pergunte para mim. Você é inteligente. Lê livros,
revistas, jornais. Gosta dos filmes os irmãos Coen e do Robert Altman, mas
sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu
cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo em todas
as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao
pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora
sexo. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma
equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não
funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos
milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família,
ta assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!


Crônica de amor Por: Arnaldo Jabor

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"BONECA DE CROCHÊ‏"


Um homem e uma Mulher estavam casados por mais de 60 anos. Eles tinham compartilhado tudo um com o outro. Eles tinham conversado sobre tudo.Eles não tinham segredo entre eles afora uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela. Assim por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato. Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria. Visto isso o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a tal caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou; - Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.


PRECE


Senhor, dai-me sabedoria para entender meu marido, amor para perdoá-lo e paciência para aturá-lo, Senhor, porque se eu pedir força, eu bato nele até matar, eu não sei fazer crochê...Amém!

“A CONSCIÊNCIA DE SUA TAREFA...”


Freqüentemente, eu me pergunto:
O que cada um de nós está fazendo neste planeta?
Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo
possível as horas e minutos, esse filme é bobo.
Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem basicamente dois motivos:
Evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens na verdade não são nossos.
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida
nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.
Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre
os melhores professores e é nos momentos difíceis que as
pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente.
As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar,
fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações,
aos desânimos para continuar o caminho é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar
dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida,
mas não pode ser a razão da vida.
Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King,
Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de
Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas,
que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos
e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.
O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente,
a não desistir nunca? A resposta é uma só:
a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho
você está realizando sua missão, você desenvolve
uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha
mais alta do planeta.
Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem
e distorce o sentido de sua existência
pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida.
E quando chega no final do caminho percebe que o
caixão não tem gavetas e que ela só vai poder levar
daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo aparente está aí
um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.
Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.
Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores,
na harmonia e na glória do bem.

Autor: Roberto Shinyashiki

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"Era uma vez"...


Era uma vez... As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.

Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.

Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.

Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.

Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.

Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.

Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.

Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores vôos de ambição.

Então, um dia... Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da História.

Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.

De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.

Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola.

Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante.

Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.

Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.

E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.

Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais.

As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam.

Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.

Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.

E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.

E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava.

Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.

Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.

Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só... Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.

Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.

A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.

A história parece um conto de fadas. Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.

Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos. Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.

A tudo confiramos o devido valor, jamais perdendo nossa alegria.

Haveres conquistados à troca de infelicidade somente geram infelicidade.

(O caçador de pipas, de Khaled Hosseini)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"É preciso esforço".


Certo dia, um homem caminhava por uma estrada deserta e começou a sentir fome. Não estava prevenido, pois não sabia que a distância que ia percorrer era longa.

Começou a prestar atenção na vegetação ao longo do caminho, na tentativa de encontrar alguma coisa para acalmar o estômago.

De repente notou que havia frutos maduros e suculentos em uma árvore. Aproximou-se mas logo desanimou, pois a árvore era muito alta e os frutos inacessíveis.

Continuou andando e foi vencido pela fome e o cansaço. Sentou-se na beira do caminho e ficou ali lamentando a sorte.

Não demorou muito e ele avistou outro viajante que vinha pelo mesmo caminho. Quando o viajante se aproximou, o homem notou que ele estava comendo os frutos saborosos que não pudera alcançar e lhe perguntou:

- Amigo, belo fruto você encontrou.

- É, respondeu o viajante. Eu o encontrei no caminho, a natureza é pródiga em frutos suculentos.

- Mas você tem a pele machucada, observou o homem.

- Ah, mas isso não é nada! São apenas alguns arranhões que ficaram pelo esforço que fiz ao subir na árvore para colher os frutos.

E o homem, agora com mais fome ainda, ficou sentado resmungando, de estômago vazio, enquanto o outro viajante seguiu em frente.

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Algumas vezes, fatos como esse também ocorrem conosco.

Ficamos sentados lamentando o sofrimento mas não abrimos mão da acomodação para sair em busca da solução.

Esquecemos que é preciso fazer esforços, lutar, persistir.

É muito comum ouvir pessoas gritando por um "lugar ao sol", mas as que verdadeiramente querem um lugar ao sol, trazem algumas queimaduras, fruto da luta pelo ideal que almejam.

Outras, mais acomodadas, dizem que Deus alimenta até mesmo os pássaros. Por que não haveria de providenciar o de que necessitam?

Essas estão certas, em parte, pois se é verdade que Deus dá alimento aos pássaros, também é certo que Ele não o joga dentro do ninho.

O trabalho de busca pelo alimento é por conta de cada pássaro, e muitas vezes isso não é fácil. Há situações em que eles se arriscam e até saem com alguns arranhões.

Por essa razão, lembre-se sempre de que Deus a todos ampara, mas a caminhada, os passos, a busca, é por conta de cada um.

Por vezes a escalada é árdua, exaustiva, solitária. Mas é preciso fazer esforços para alcançar o fruto desejado.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"ACORDE TODAS AS MANHÃS COM UM SORRISO"


Acorde todas as manhãs com um sorriso.

Esta é mais uma oportunidade que Você tem para ser feliz!!

Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice, pois Você nasceu para ser feliz!!

Enumere as boas coisas que Você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, Você será capaz de ir em frente, com força, coragem e confiança!

Trace objetivos para cada dia, assim sendo, Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez...

Seja paciente! Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, lhe ajuda a manter a dignidade. Acredite, seu valor está em Você mesmo! Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente. Quando nos deixamos vencer, não há surpresas nem alegrias. Conscientize-se que a verdadeira felicidade está dentro de Você!

A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim, dar. Estenda sua mão, compartilhe, sorria...abrace!!

A felicidade é um perfume que Você não pode passar nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante é Você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor e que isso produz maravilhosos efeitos colaterais. Não só cria um espaço feliz para os que estão ao seu redor, como também, encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora! O lugar de ser feliz é aqui!

Onde Estás Deus, Que Não Respondes?


Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.

"Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu t´escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos Te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, senhor Deus?"

À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.

Por que permitiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã?

Por quê?

Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.

E quando empreendemos as cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis?

E durante a Inquisição de tanta barbárie?

E todos os dias, onde está Deus?

Onde está Deus quando enganamos nosso irmão? Quando mentimos para conseguir favores que desejamos?

Quando desonramos o lar, com o adultério? Quando eliminamos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação?

Onde está Deus quando deixamos nossos filhos à matroca, sem orientação, porque preferimos a acomodação?

Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas?

Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso irmão? Ou da eutanásia?

Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.

Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.

Criou os mundos para que neles trabalhássemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.

A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a conseqüente Lei de Causa e Efeito.

Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.

Ele nos permite a livre semeadura, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.

Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem e alcançam felicidade.

Uns estão semeando hoje. Outros tantos estão realizando a colheita das bênçãos ou das desgraças que se permitiram semear.

Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.

Portanto, não indague onde está Deus, quando você contemple a injustiça. Trabalhe pela justiça.

Não pergunte onde está Deus, quando observe a violência. Semeie a paz.

Não questione onde está Deus quando a miséria campeia. Utilize seus recursos para semear riquezas.

Enfim, onde quer que você esteja, lembre que Deus está em você e com você. E espera que você seja o Seu mensageiro de bênçãos, onde se encontre.

Pense nisso. Pense agora e comece a demonstrar ao mundo o Deus que existe em sua intimidade.


Texto da Redação do Momento Espírita.

domingo, 16 de novembro de 2008

"Construindo Pontes"


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado.

Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

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As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.



Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em mensagem que circula pela internet, sem menção ao autor.

domingo, 9 de novembro de 2008

"UM TEXTO SOBRE SOLIDÃO"


NÃO É MUITO estranho que, num mundo como este, com tantas distrações e entretenimentos, quase todos sejam só expectadores e muito poucos os atuantes? Sempre que temos algum tempo livre, buscamos alguma espécie de distração. Apanhamos um livro sério, um romance, uma revista. Se estamos na América, ligamos o rádio ou a televisão, ou nos comprazemos em intermináveis conversas. Há o constante desejo de nos divertirmos, nos entretermos, fugirmos de nós mesmos. Temos medo de estar sós, desacompanhados, privados de distrações.


Mui poucos dentre nós saímos a passear no campo ou na floresta — não conversando nem cantando cantigas, porém andando tranqüilamente e observando as coisas em torno e dentro de nós. Quase nunca fazemos isso, porque quase todos vivemos sumamente entediados; vemo-nos colhidos numa estúpida rotina de aprender e ensinar, de deveres domésticos e profissionais e, por isso, em nossas horas de folga queremos distrair-nos, fútil ou seriamente. Tratamos de ler alguma coisa, de ir ao cinema; ou, o que é a mesma coisa, recorremos a uma religião. A religião se tornou também uma forma de distração, uma espécie de fuga “séria”, ao tédio, à rotina.

Não sei se já notastes estas coisas. A maioria das pessoas está constantemente ocupada com alguma coisa — puja, recitação de certas palavras, preocupações a respeito disto ou daquilo - porque todos têm medo de estar a sós consigo mesmos. Experimentai estar sós, sem distração alguma, para verdes como logo desejais fugir de vós mesmo e esquecer o que sois. Eis a razão por que essa enorme estrutura de diversão comercializada, de distração automatizada, se tornou parte tão relevante dessa coisa que chamamos civilização. Se observardes, vereis que no mundo inteiro as pessoas se estão tornando cada vez mais distraídas, cada vez mais afetadas e mundanas. A multiplicidade de prazeres, os inumeráveis livros que se vão publicando, as páginas dos jornais cheias de notícias esportivas — não há dúvida que tudo isso indica que estamos constantemente necessitados de distrações. Por que interiormente somos vazios, embotados, medíocres, servimo-nos de nossas relações e de nossas reformas sociais como meios de fugirmos a nós mesmos. Não sei se já notastes a grande solidão em que vive a maioria das pessoas. E, fugindo à solidão, corremos para os templos, as igrejas, as mesquitas, vestimo-nos a rigor para assistir a solenidades sociais, vemos televisão, ouvimos rádio, lemos etc, etc.

Sabeis o que significa solidão? Esta palavra poderá ser pouco familiar a alguns de vós, mas conheceis muito bem o sentimento. Experimentai sair sozinho a passeio, ou estar sem um livro, sem alguém com quem conversar, para verdes com que rapidez ficais entediado. Conheceis suficientemente esse sentimento, mas não sabeis por que vos entediais, pois nunca investigastes isso. Se investigardes um pouco o sentimento de tédio, descobrireis que sua causa é a solidão. É para fugirmos à solidão que procuramos andar juntos, que desejamos entretenimentos, distrações de todo gênero: gurus, cerimônias religiosas, rezas, ou os romances mais recentes. Vendo-nos interiormente sós, tornamo-nos na vida meros espectadores; e só seremos “os atuantes” quando compreendermos a solidão e a transcendermos.

Afinal de contas, a maioria das pessoas se casam e procuram outras relações sociais porque não sabem viver sós. Não estou dizendo que se deva viver só; mas, se uma pessoa se casa porque deseja ser amada — ou, sentindo-se entediada, se serve do trabalho como meio de esquecimento próprio — verá como sua vida inteira nada mais é que uma interminável busca de distrações. São muito poucos os que transcendem esse extraordinário medo à solidão; mas é preciso transcendê-lo, porque é além que se encontra o verdadeiro tesouro.

Deveis saber que há uma vasta diferença entre solidão e “estar só”. Alguns dos alunos mais novos ainda devem desconhecer a solidão, mas os mais velhos a conhecem: o sentimento de completo isolamento, de medo súbito sem causa aparente. A mente conhece esse medo quando, em dado momento, compreende que em nada pode confiar, que nenhuma espécie de distração poderá tirar-lhe aquele sentimento de vazio e de enclausuramento em si própria. Isso é solidão. Mas “estar só” é coisa toda diferente; é um estado de liberdade, que surge depois de termos passado pela solidão e a termos compreendido. Nesse “estar só”, de ninguém dependemos psicologicamente, porque já não buscamos o prazer, o conforto, a satisfação. É só então que a mente está completamente só, e só essa mente é criadora.

Tudo isso faz parte da educação: enfrentar a dor da solidão, aquele extraordinário sentimento de vazio que todos conhecemos e, quando ele se apresenta, não ter medo, não ligar o rádio, não correr para o cinema, porém enfrentá-lo, penetrá-lo, compreendê-lo. Não há ente humano que não tenha sentido ou não venha a sentir essa tremenda ansiedade. É porque, toda vez que essa ansiedade se apresenta, tratamos de fugir por meio de distrações e satisfações de todo gênero — sexo, Deus, trabalho, bebida, escrever poesias ou recitar certas palavras aprendidas de cor — que nunca chegamos a compreendê-la.

Assim, quando a dor da solidão vos assaltar, enfrentai-a, olhai-a, sem nenhuma idéia de fuga. Se fugirdes, jamais a compreendereis e ela estará sempre à vossa espera, em cada volta do caminho. Mas, se puderdes compreender e transcender a solidão, vereis que não haverá nenhuma necessidade de fugir, nenhuma ânsia de satisfação ou entretenimento, porque vossa mente conhecerá então uma riqueza incorruptível e indestrutível.

Tudo isso faz parte da educação. Se, na escola, só estudais certas matérias para passardes nos exames, então o próprio estudo se torna um meio de fuga à solidão. Refleti um pouco nisso, e vereis. Conversai sobre o assunto com os vossos educadores, e logo vereis quanto estais só, e quanto eles também estão sós. Mas, os que estão interiormente sós, aqueles cuja mente e cujo coração estão livres da dor da solidão — esses é que são indivíduos reais, porque são capazes de descobrir por si próprios o que é a Realidade, e de receber o Atemporal.

Krishnamurti – A Cultura e o Problema Humano - Cultrix

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"SOLIDÃO VISTA PELO CHICO BUARQUE"


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência..
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos. ..isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"O BOSQUE"


Tempos atrás eu era vizinho de um médico cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.
Logo depois fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não existia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno, entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos, debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo". Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar, portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

"O RIACHO E O PÂNTANO"


Era uma vez, um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.

Em certo ponto de seu percurso, notou que a sua frente havia um pântano, por onde deveria passar, olhou, então, para Deus e protestou: “Senhor, que castigo!...”.

Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso e você me obriga a um pântano sujo como este? Como faço agora?”“.

Deus respondeu:

“Isso depende da sua maneira de encarar o pântano”.

Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo do seu curso, dará voltas e inevitavelmente acabarás misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele.

Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens e o vento levará essas nuvens sobre o oceano. Ai, você se transformará em mar. ““.

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Assim é a vida... As pessoas engatinham nas mudanças...

Na maioria das vezes quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez, a força...

É preciso entrar pra valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.

Se uma pessoa passar a vida toda evitando o sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece.

Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.

Há tesouros guardados num projeto, numa praia deserta, nas montanhas, numa noite estrelada, numa viagem inesperada, numa busca desejada...

O mais importante é ir ao encontro deles..., ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.

Não procure sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.

Arrisque, ouse, avance na vida. Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"MOTIVAÇÃO"


A mola-mestra da Vontade.
Todos temos um Corpo Espiritual ao qual chamamos de Mental Superior, que é o da Vontade. Se está “em plenas condições de funcionamento“ somos donos da nossa vontade, de nosso querer, senhores de nossos atos e atitudes. Caso contrário, sofremos muito. Demasiadamente até. Não seremos portadores de Motivação, de Vontade, de Interesse, de Gana, de Tesão de realizar a Obra.
A Motivação é a Mola-Mestra de nossas conquistas.
Muitos de nós temos um viés de percepção. Acreditamos que o dinheiro é tudo. Pelo menos, quase tudo. Mas, não o é. A Motivação o é. Pelo fato de realizarmos o que estamos motivados nos leva a sermos poderosos, guerreiros, ferozes combatentes no sentido de alcançarmos os objetivos e as metas estabelecidas. Com Motivação é meio caminho andando. Ou mais. Numa equipe motivada forma-se a sinergia onde o todo é maior que a soma das individualidades.
Sempre oriento a Motivação antes da Remuneração. Saber as razões e os porquês que deverá fazer algo, é trabalhar entusiasmado, feliz, alegre. Sentir a sua própria importância dentro da engrenagem e transmitir aos seus pares esse estado mental a contagiar os demais é um feito maravilhoso.

Por outro lado, sentimos nalgumas pessoas, a evidente ausência de Motivação, seja pela apatia mostrada no semblante, seja pelo auto-boicote afirmando “isso não vai dar certo, isso não é pra mim, não vou conseguir ...” e até pela baixa auto-estima.
Essas afirmações configuram atitude mental negativa que em muitas ocasiões revelam casos de grandes fracassos no passado recente ou mesmo no passado longínquo.
Devemos exercitar a Motivação dentro de nós mesmos e aos nossos pares que nos cercam no dia a dia. O exercício da “venda da Motivação” é uma prática formidável no sentido de que Você permanentemente se automotiva.
Constantemente está “abanando a brasa da Motivação” sem deixá-la esvainecer.
Vamos praticar...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"As Aparências Enganam"


Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...

Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.

O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.

E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.

De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:

"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.

Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

......................................

Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.

Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.



História extraída da revista Seleções do Rider’s Digest, de maio/1945

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"A palestra"


Um palestrante entrou num auditório para proferir uma palestra e, com surpresa, deu com o auditório vazio.

Só havia um homem, e sentado na primeira fila.
Desconcertado, o palestrante perguntou ao homem se devia ou não dar a palestra só para ele.

O homem respondeu:
- Sou um homem simples, não entendo dessas coisas. Mas se eu entrasse num galinheiro e encontrasse apenas uma galinha para alimentar, eu alimentaria essa única galinha.

O palestrante entendeu a mensagem e deu a palestra inteira, conforme havia preparado.

Quando terminou, perguntou ao homem:
- Então, gostou da palestra?

O homem respondeu:
- Como eu lhe disse, sou um homem simples, não entendo dessas coisas. Mas se eu entrasse num galinheiro e só tivesse uma galinha, eu não daria o saco de milho inteiro para ela.

***

Uma das tarefas mais importantes na nossa vida é saber mudar os planos, quando a situação muda.
Todos têm um plano, mas nem todos sabem o que fazer quando ele não dá certo.
Esteja atento a tudo, mesmo a pequenos detalhes.
Adquira informação em abundância.
Aprenda todos os dias com a vida e as pessoas a sua volta.
E mesmo que erre, faça disso uma lição.
Só não erra quem não faz, e erra muito quem não se prepara e principalmente, não escuta conselhos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"Declarar Amor"


Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do cap. "Ecologia Doméstica", da obra Pais e Filhos – Companheiros de Viagem, de autoria de Roberto Shinyashiki, ed. Gente, e do texto "A Convivência Humana", de José Ferraz, extraído da revista Presença Espírita, nº 227, de novembro/dezembro 2001.

"Você Vale Mais que Isto"


Certa vez uma menina de oito anos estava passeando pelo shopping, próximo da sua casa, com algumas amigas. Viu um dinheiro sobre o balcão de uma loja e pegou-o.

A balconista viu e chamou-a de ladra. Segurou-a pelo braço e a levou até seus pais.

A menina estava aos prantos, e os pais ficaram desesperados com a situação.

Algumas pessoas mais próximas esperavam que os pais batessem e punissem a filha, mas os pais desejavam educá-la para a vida e mostrar-lhe o quanto a amavam.

Chegando em casa, os pais fizeram algo inusitado. Deram à garota o dobro do valor que ela havia furtado e lhe disseram que ela era muito mais importante para eles do que todo o dinheiro do mundo.

Explicaram que a honestidade e a dignidade não têm preço, pois nem mesmo toda a riqueza do mundo vale mais que essas virtudes.

A sabedoria dos pais transformou uma situação crítica em um momento mágico de educação, de extrema beleza, e a menina jamais esqueceu aquela lição.

Os pais valorizaram mais a filha do que o seu erro. E isto fez a diferença.

Em vez de punição, educação. Em vez de condenação, perdão. Em vez de agressividade, diálogo. Em vez de rigor, amor.

Os pais, embora muitas vezes bem intencionados, perdem inúmeras oportunidades de educar os filhos com sabedoria e usam um rigor que afasta e infelicita.

Valorizam demais os erros e não se dão conta de que o filho pede orientação e carinho e não punição e condenação.

São os filhos mais difíceis que testam a nossa capacidade de amar e educar.

Muitas vezes os filhos têm atitudes que parecem ter o propósito de nos tirar do sério, de nos irritar, mas quando penetramos nos seus motivos, percebemos que a intenção é bem outra.

O que geralmente acontece é que não analisamos bem a situação inesperada e somos precipitados nas reações, causando dor, sofrimento, e abrimos um enorme precipício entre nós e nossos filhos.

É importante levar em conta que nossos filhos são espíritos em busca de aperfeiçoamento e que são perfectíveis.

Muitos são náufragos em busca de um porto seguro, que nossos braços podem lhes ofertar, em nome do amor.

Se você deseja, com toda sinceridade, semear no solo fértil do coração do seu filho, as sementes de felicidade e esperança, penetre no seu mundo íntimo através do diálogo.

Estenda a ponte da compreensão, da tolerância, do perdão, da doçura, do afeto.

Não existe barreira capaz de se contrapor à força do amor em ação.

Pense nisso, e dê os passos necessários para chegar perto, bem perto mesmo, do seu filho problemático, mas extremamente carente de ternura.

...............

Mais importante do que passar regras e exigir que seus filhos as cumpram, é estar junto deles, dialogar com seriedade, saber dos seus reais sentimentos e intenções.

Somente quem conhece a fundo o seu educando, pode ajudá-lo na difícil arte de viver, e viver com dignidade.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4, parte 3, do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"O Poder do Afeto"


A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos.

Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas.

O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos.

O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância.

Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e se escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades.

São como os caramujos, os tatus, as tartarugas e outros semelhantes.

Ao se sentirem ameaçados, escondem-se em suas carapaças naturais, e não deixam à mostra nenhuma de suas partes vulneráveis.

A propósito, você já tentou alguma vez retirar, à força, de seu esconderijo, um desses animaizinhos?

Seria uma tentativa fracassada, a menos que você não se importe em dilacerar o corpo do seu oponente.

No caso da tartaruga, por exemplo, quanto mais você tentar, com violência, retirá-la do casco, mais ela irá se encolher para sobreviver.

Mas, se você a colocar num lugar aconchegante, caloroso, que inspire confiança, ela sairá naturalmente.

Assim também acontece com os seres humanos. Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente de desarma e se deixa envolver.

Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso.

Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores.

Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes.

A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa, além de causar sérios prejuízos à vida de relação.

Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério.

Mas para isso é preciso que pelo menos uma das partes o queira e o faça.

E se uma das partes quiser, por mais que a outra esteja revestida de uma proteção semelhante à de um porco-espinho, ninguém sairá ferido e o relacionamento terá êxito.

Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força, o afeto. E tudo se resolve sem desgastes.

...............

De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições:

A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem...

A convicção de que precisamos uns dos outros...

A certeza de que não podemos deter o passo...

A confiança no poder de renovação do ser humano.

Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes.

Fazer dos tropeços um passo de dança.

Do medo um desafio.

Dos opositores, amigos.

E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz.


Autor:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

"Olhar de Amor"


Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de câncer.

Sucederam-se os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, se sentiu muito triste. Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.

Sentia-se desencorajada. Seu marido continuaria a amá-la? E seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou em casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar a seu filho porque estava tão feia.

Ele apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso. Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino se aproximou e se aconchegou em seu colo, quietinho, a cabeça recostada em seu peito.

Ela acariciou a cabecinha do filho e disse: "você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes".

O menininho se levantou, olhou para ela, pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu: "seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho."

A mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava muito melhor.

O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.

Por isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união perdura, apesar dos anos transcorridos. Para quem têm olhos de amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.

Para esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha vencida.

Enquanto os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na face, aqui e ali, o amor mais cresce.

O sentimento se engrandece à medida que o passo deixa de ser tão vigoroso e um se apóia no outro para descer os degraus, para subir uma escadaria.

A solidariedade se torna mais intensa, enquanto a vista se embaça um pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura a outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.

Envelhecer ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro é reconfortante.

Felizes os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.

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De todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com amor.

Quando as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem recordados.

Momentos que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.

Por tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O Prognóstico de Rochelle M. Pennington, do livro Histórias para Aquecer o Coração das Mães, ed. Sextante.

"Auxílio Mútuo"


Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou: Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.

Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido na frente.

Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a si mesmo.

Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

.....................................

As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem perante o Pai Supremo são as suas próprias obras.

Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.

O coração que amparamos constitui-se agora ou mais tarde, em recurso a nosso favor.

Ninguém duvide!

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos.

Esta é a Lei Divina.



Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Jesus no Lar", cap. Auxílio mútuo.

"MOMENTOS DIFÍCEIS"


Por vezes nos encontramos em momentos difíceis, em fases dolorosas, onde a falta de direção é clara, onde a coragem, a confiança e o amor próprio são consumidos por uma voraz ansiedade, pelo vazio, pela confusão de pensamentos...
E, na maioria das vezes, não nos damos conta de que nós próprios criamos tais infernos. Condutas erráticas, escolhas equivocadas cerceiam-nos a oportunidade de crescer perante nossos olhos, nosso coração.
Em nenhum momento da vida devemos abandonar a guarda, a evolução, à mercê dos outros.
Quem deve abrir os nossos caminhos, somos nós mesmos.
Caminhos onde percorremos sozinhos, pois a evolução somente a nós pertence, só diz respeito a nós próprios.
Nossa ajuda se faz necessária para que a paz seja algo presente nos nossos dias, pois, a nossa busca, mesmo que não saibamos, continua silenciosa, dentro de nós, feito uma flor que desabrocha aos poucos, sutilmente, à espera da nossa presença para transformar-se na nossa realidade a qual devemos viver.
Ofereçamos oportunidade ao nosso despertar, através da disponibilidade em sermos presentes, em estarmos atentos, confiantes e amorosos em nosso caminhar. Lembremos que este é o nosso principal propósito. Sem a paz de espírito não poderemos desfrutar do que a vida nos tem a oferecer, pois, somente na presença da paz e do conhecimento é que podemos ter olhos para ver e coração para sentir as inúmeras belezas que nos cercam.
Autor Desconhecido

“O BORDADO”


O Prof. Damásio de Jesus é um dos maiores
tratadistas do Direito Penal Brasileiro, com
incontáveis publicações na área Processual.

Em novembro de 2002 ele escreveu isso:

- Quando eu era pequeno, minha mãe costurava
muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela,
e sempre lhe perguntava o que estava fazendo.
Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de
onde ela se encontrava sentada e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia
me parecia muito estranho e confuso. Era um
amontoado de nós, e fios de cores diferentes,
compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para
baixo e gentilmente me
explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando
terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco
sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho
da minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: -
Por que ela usava alguns fios de cores escuras e
outros claros?
- Por que me pareciam tão desordenados e
embaraçados?
- Por que estavam cheios de pontas e nós?
- Por que não tinham ainda uma forma definida? -
Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela
me chamou:
- Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei
no colo dela e me
surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de
baixo parecia tão
confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse:
- Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado
porque você não via que na parte de cima havia um
belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da
minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para
o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
- Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em
desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não
terminam e coisas boas que passam rápido.

- O Pai parece me dizer: "Meu filho, ocupe-se com
seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e...
Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em
meu colo e então vai ver o plano da sua vida da
minha posição."

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo
em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece
que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida!
Do outro lado, Deus está bordando...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"A BAGAGEM"


Quando sua vida começa,
você tem apenas uma mala pequenina de mão.

A medida em que os anos vão passando,
a bagagem vai aumentando
porque existem muitas coisas
que você recolhe pelo caminho,
porque pensa que são importantes .

A um determinado ponto do caminho
começa a ficar insuportável
carregar tantas coisas, pesa demais,
então você pode escolher :

Ficar sentado a beira do caminho,
esperando que alguém o ajude, o que é difícil,
pois todos que passarem por ali
já terão sua própria bagagem.

Você pode ficar a vida inteira esperando,
até que seus dias acabem.

Ou você pode aliviar o peso,
esvaziar a mala.

Mas, o que tirar ?

Você começa tirando tudo para fora.

Veja o que tem dentro:

Amor, Amizade ... nossa!
Tem bastante, curioso, não pesa nada...

Tem algo pesado ... você faz força para tirar...
Era a Raiva - como ela pesa!

Aí você começa a tirar, tirar
e aparecem a Incompreensão,
Medo, Pessimismo.

Nesse momento, o Desânimo
quase te puxa pra dentro da mala.
Mas você puxa-o para fora com toda a força,
e no fundo da mala aparece um Sorriso,
que estava sufocado no fundo da sua bagagem.

Pula para fora outro sorriso e mais outro,
e aí sai a Felicidade!
Aí você coloca as mãos
dentro da mala de novo e
tira pra fora a Tristeza.

Agora, você vai ter que procurar
a Paciência dentro da mala,
pois vai precisar bastante.

Procure então o resto, a Força,
Esperança, Coragem, Entusiasmo,
Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância
e o Bom e Velho Humor.

Tire a Preocupação também.
Deixe de lado, depois
você pensa o que fazer com ela.

Bem, sua bagagem está pronta
para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai
colocar lá dentro de novo, heim !

Agora é contigo.
E não esqueça de fazer isso mais vezes,
pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Cargas desnecessárias"


Conta-se que um homem caminhava vacilante pela estrada. Em uma das mãos levava um tijolo e, na outra, uma pedra.

Nas costas carregava um saco de terra e do pescoço pendiam algumas vinhas.

Completando a inusitada carga, equilibrava sobre a cabeça pesada abóbora.

Sua figura chamava a atenção e um transeunte o deteve e lhe perguntou:

Por que você carrega esta pedra tão grande?

O viajante olhou para a mão e comentou:

Que estranho! Eu nunca havia notado que a carregava.

Assim dizendo, lançou fora a pedra, continuando sua marcha, sentindo-se agora bem melhor.

Mais adiante, outro transeunte, lhe indagou:

Você parece muito cansado. Mas, por que carrega uma abóbora tão pesada?

Estou contente que me tenha perguntado. – falou o viajante. Eu nem havia notado o que estava fazendo comigo mesmo.

Então, jogou para longe a abóbora, prosseguindo a andar com passos mais leves.

Assim foi pelo caminho todo. Cada pessoa que ele encontrava, lhe falava de um dos pesos que ele levava consigo.

Por sua vez, o viajante os ia descartando, um a um, até se tornar um homem livre, caminhando como tal.

Seus problemas, acaso, eram a pedra, o tijolo, a abóbora? Naturalmente, não.

Era a falta de consciência da existência delas.

Quando as viu como cargas desnecessárias, lançou-as longe, liberando-se.

Esse é o problema de muitos de nós.

Carregamos a pedra dos pensamentos negativos, o tijolo das más impressões, a pesada carga de culpas por coisas que não se poderia ter evitado.

Penduramos ao pescoço a autopiedade, conceitos de punição e de que tudo está perdido, sem solução.

Não é de nos admirarmos, pois, que nos sintamos tão cansados, sem energia!

Portanto, hoje, verifiquemos se estamos carregando a canga da mágoa, o mármore do remorso, a lápide da culpa.

Seja um tijolo de recriminações ou uma grande pedra de queixas, lancemos tudo longe.

Aprendamos a nos libertar e sintamo-nos mais leves, seguindo pela estrada da vida como quem anda ao sol, em plena primavera, aspirando o ar das manhãs, enchendo pulmões e oxigenando o cérebro.

Desafoguemos o coração dos quilos de mágoa e vivamos lúcidos, perseguindo objetivos maiores.

Não culpemos a outrem pelo nosso desânimo e nosso cansaço.

Olhemos para nós mesmos, conscientizemo-nos das cargas desnecessárias, tomemos as devidas providências.

Sigamos felizes, leves, conscientes, perseguindo metas de saber, luz, paz, felicidade.

* * *

Mantém a tua consciência desperta. Não te deixes consumir pelo desalento ou por qualquer sentimento de incapacidade.

Aprimora-te sempre. Ilumina-te sempre e trabalha para alcançares a felicidade, que tanto anseias.


Redação do Momento Espírita, com base em história
de autor desconhecido.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

"A NOTA DA ESPERANÇA"


Foi num jornal de grande circulação que lemos a incrível história do violinista Isaac Perelman.

No dia 18 de novembro de 1995, Isaac Perelman se apresentou no Lincoln Center em Nova Iorque. Às oito horas daquela noite, Isaac Perelman pisou o palco.

O que para a maioria das pessoas seria uma tarefa simples, para Isaac este momento sempre representava um tremendo esforço.

Apoiado por aparelhos ortopédicos presos às suas pernas e em duas muletas, Isaac caminhou, como sempre fazia, lentamente, em passos penosos, porém, sem perder a majestade.

O público em geral já estava acostumado a esta cena, fruto de uma poliomielite que o atingiu ainda em sua infância.

Isaac se aproximou da cadeira, se sentou, desatou os aparelhos ortopédicos, deixou as muletas ao seu lado, no chão.

Com o auxílio das mãos, encolheu uma perna para trás, esticou a outra para a frente.

Em seguida, retirou seu precioso violino da caixa, colocou-o sobre o ombro, apoiado em uma das mãos.

Com a outra mão segurou o arco, e apontou para o regente da orquestra, indicando que ele começasse.

O que se viu em seguida, como de hábito, foi a genialidade de um homem através de seu violino, embalando o público com acordes de talentosa maestria.

De repente se ouviu um estalo!

Uma das quatros cordas do violino havia se rompido!

Todos olharam, em silêncio absoluto, para Isaac.

Ele fechou os olhos, respirou profundamente, levantou o arco, pedindo ao regente que continuasse no exato ponto em que haviam parado.

E Isaac tocou com incrível paixão, criando em sua mente, em sua alma, notas e acordes, de forma a produzir os mesmos sons da partitura original.

O público quase não podia acreditar. Isaac estava tocando a mesma sinfonia com um violino com três cordas.

Quando terminou, o público se ergueu e não parava mais de aplaudir.

Finalmente, os aplausos cessaram a pedido do violinista. As palavras que ele pronunciou tinham a doçura da convicção e continham uma grande lição:

Um músico deve produzir sonoridade com aquilo que lhe resta.

* * *

Todos somos músicos no concerto da vida. Mesmo com o coração dilacerado, as cordas dos sentimentos quebradas, é preciso continuar a executar as notas musicais.

Podem ser notas simples, isoladas, mas que aos poucos formarão uma melodia.

E embalados pela melodia da nossa própria dor haveremos de encontrar forças para executar a bela sinfonia da vida.

Mesmo que os dias amanheçam chuvosos e frios. Mesmo que o amor tenha partido. Mesmo que tenhamos ontem acompanhado os corpos dos nossos amores ao cemitério.

Continuemos tocando a melodia e descobrindo as notas de esperança que a vida nos oferece, no sorriso de uma criança, na mão de um amigo, no abraço carinhoso de um companheiro.

ESTOU PRONTO, AGORA


O capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se apressado para o porto.

Estava muito frio. Diante da vitrine de um restaurante, ele viu um menino quase maltrapilho, de bracinhos cruzados e meio trêmulo.

Que está fazendo aí, meu pequeno? – disse-lhe o capitão.

Estou só olhando quanta coisa gostosa existe para se comer. Além do que, deve estar bem quentinho aí dentro.

Tenho bem pouco tempo antes da partida do navio.

Se você estivesse arrumadinho, eu o levaria a esse restaurante para que comesse algumas dessas coisas boas e saborosas. Mas, infelizmente, não está... – falou o capitão.

O garoto, faminto e com os olhos rasos d’agua, passou a mãozinha magra sobre os cabelos em desalinho e falou:

Estou pronto, agora!

Comovido, o capitão o levou para o restaurante, fazendo servir-lhe uma boa refeição. E enquanto o garoto comia, perguntou-lhe:

Diga-me uma coisa: onde está a sua mãe, meu pequeno?

Ela foi para o céu quando eu tinha apenas quatro anos de idade.

E você ficou só com seu pai? Onde ele está? Onde trabalha?

Nunca mais vi meu pai, desde que minha mãe morreu.

Mas, então, tornou a perguntar o capitão, quem toma conta de você?

Com um jeitinho resignado, o menino respondeu:

Quando minha mãe estava doente, ela disse que Deus tomaria conta de mim. Ela ainda me ensinou a pedir isto todos os dias a Ele.

O capitão ficou cheio de compaixão e acrescentou:

Se você estivesse limpo e arrumadinho eu o levaria para o navio e cuidaria de você com muita alegria.

O menino pôs-se de pé, rápido, alisou os cabelinhos sujos e mal cuidados e voltou a repetir a mesma expressão:

Capitão, estou pronto, agora.

Vendo-o assim quase suplicante, aquele capitão o levou para o navio, onde o apresentou aos marinheiros e imediatos, dizendo:

Ele será meu ajudante e será sempre chamado de Pronto, agora.

Ali o garoto recebeu tudo o que carecia e as coisas transcorriam, aparentemente bem, até que um dia ele amanheceu febril.

Foi medicado, mas a febre não cedia. Vendo-o piorar, o capitão aflito disse ao médico:

Procure salvá-lo, doutor. Não quero ficar sem ele.

O médico fez tudo o que pôde, mas em vão. Na tarde seguinte, o menino, chamando o capitão, lhe falou:

O senhor foi muito bom para mim. Eu o amo muito e gostei de estar aqui, mas agora vou ao encontro de minha mãe. O senhor está pronto, agora, para aceitar que eu vá? Porque minha mãe está me dizendo que enquanto o senhor não estiver pronto, eu não me libertarei.

Com lágrimas nos olhos, o capitão, tomando as mãos do menino, disse:

Filho, estou pronto, agora!

O garoto cerrou os olhos, suspirou e seu Espírito abandonou o corpo enfermiço, indo ao encontro de sua mãe.

* * *

Abre-te ao amor e ao bem, onde estejas e com quem te encontres.

Aprende a entesourar bênçãos na dificuldade, como se colhesses lírios no pântano.

Cumpre os teus compromissos, mesmo aqueles que te pareçam mais aflitivos, com a alegria de quem se liberta.

Desta forma estarás sempre pronto para a vitória, as conquistas maiores e a felicidade que te aguarda.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

"Dois cavalos"



Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo. Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos. Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.

E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.

Viva de maneira simples,
Ame generosamente,
Cuide com devoção,
Fale com bondade...
E confie, deixando o resto para Deus...

"Tempo Mágico"


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

“SOLIDÃO”


Existem dois tipos de solidão: 1) Real; 2) Imaginária.

1) "Real": O ser humano é um ser social, necessita de companhia, de ser reconhecido, amado, aceito, de sentir-se pertencente a alguém ou a um grupo familiar social, de trabalho, etc. Na falta de um ou de todos esses grupos, tende a sentir a dolorosa sensação de solidão.

2) "Imaginária": É aquela em que, mesmo na presença de alguém ou de um grupo, o individuo se sente só.
Portanto, mesmo tendo um companheiro, uma família, estar rodeado de amigos, o ser humano sente um vazio interior, tristeza e solidão.
Visto por esse ângulo, a solidão é um estado da alma, um vazio do coração.
Neste caso, por mais que o solitário busque preencher esse vazio interior do lado de fora, não irá conseguir, pois é uma necessidade interna, de seu espírito.

Muitos buscam preencher esse vazio interior com drogas, sexo, bebida, jogos, comer compulsivamente, ou se ocupar trabalhando em excesso (“Workaholic”). Em todos os casos, essa “fuga” ilusória não resolve a sua solidão, pois o vazio interior continua presente.
É importante ressaltar que essa solidão, esse vazio interior é uma prova do quanto a pessoa está alienada, distante de si mesma, de sua essência divina, sua verdadeira natureza.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

“Perfeição de Deus‏”


No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum.
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
-Onde está à perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode lembrar-se de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
-Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
-Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
-Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar:
-Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira.
Nunca na sua vida ele tinha corrido... Mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola.
Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou:
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
- Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
- Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
-Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!
'Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,' Efésios 6:13