quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"ACORDE TODAS AS MANHÃS COM UM SORRISO"


Acorde todas as manhãs com um sorriso.

Esta é mais uma oportunidade que Você tem para ser feliz!!

Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice, pois Você nasceu para ser feliz!!

Enumere as boas coisas que Você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, Você será capaz de ir em frente, com força, coragem e confiança!

Trace objetivos para cada dia, assim sendo, Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez...

Seja paciente! Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, lhe ajuda a manter a dignidade. Acredite, seu valor está em Você mesmo! Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente. Quando nos deixamos vencer, não há surpresas nem alegrias. Conscientize-se que a verdadeira felicidade está dentro de Você!

A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim, dar. Estenda sua mão, compartilhe, sorria...abrace!!

A felicidade é um perfume que Você não pode passar nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante é Você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor e que isso produz maravilhosos efeitos colaterais. Não só cria um espaço feliz para os que estão ao seu redor, como também, encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora! O lugar de ser feliz é aqui!

Onde Estás Deus, Que Não Respondes?


Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.

"Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu t´escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos Te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, senhor Deus?"

À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.

Por que permitiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã?

Por quê?

Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.

E quando empreendemos as cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis?

E durante a Inquisição de tanta barbárie?

E todos os dias, onde está Deus?

Onde está Deus quando enganamos nosso irmão? Quando mentimos para conseguir favores que desejamos?

Quando desonramos o lar, com o adultério? Quando eliminamos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação?

Onde está Deus quando deixamos nossos filhos à matroca, sem orientação, porque preferimos a acomodação?

Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas?

Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso irmão? Ou da eutanásia?

Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.

Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.

Criou os mundos para que neles trabalhássemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.

A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a conseqüente Lei de Causa e Efeito.

Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.

Ele nos permite a livre semeadura, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.

Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem e alcançam felicidade.

Uns estão semeando hoje. Outros tantos estão realizando a colheita das bênçãos ou das desgraças que se permitiram semear.

Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.

Portanto, não indague onde está Deus, quando você contemple a injustiça. Trabalhe pela justiça.

Não pergunte onde está Deus, quando observe a violência. Semeie a paz.

Não questione onde está Deus quando a miséria campeia. Utilize seus recursos para semear riquezas.

Enfim, onde quer que você esteja, lembre que Deus está em você e com você. E espera que você seja o Seu mensageiro de bênçãos, onde se encontre.

Pense nisso. Pense agora e comece a demonstrar ao mundo o Deus que existe em sua intimidade.


Texto da Redação do Momento Espírita.

domingo, 16 de novembro de 2008

"Construindo Pontes"


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado.

Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

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As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.



Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em mensagem que circula pela internet, sem menção ao autor.

domingo, 9 de novembro de 2008

"UM TEXTO SOBRE SOLIDÃO"


NÃO É MUITO estranho que, num mundo como este, com tantas distrações e entretenimentos, quase todos sejam só expectadores e muito poucos os atuantes? Sempre que temos algum tempo livre, buscamos alguma espécie de distração. Apanhamos um livro sério, um romance, uma revista. Se estamos na América, ligamos o rádio ou a televisão, ou nos comprazemos em intermináveis conversas. Há o constante desejo de nos divertirmos, nos entretermos, fugirmos de nós mesmos. Temos medo de estar sós, desacompanhados, privados de distrações.


Mui poucos dentre nós saímos a passear no campo ou na floresta — não conversando nem cantando cantigas, porém andando tranqüilamente e observando as coisas em torno e dentro de nós. Quase nunca fazemos isso, porque quase todos vivemos sumamente entediados; vemo-nos colhidos numa estúpida rotina de aprender e ensinar, de deveres domésticos e profissionais e, por isso, em nossas horas de folga queremos distrair-nos, fútil ou seriamente. Tratamos de ler alguma coisa, de ir ao cinema; ou, o que é a mesma coisa, recorremos a uma religião. A religião se tornou também uma forma de distração, uma espécie de fuga “séria”, ao tédio, à rotina.

Não sei se já notastes estas coisas. A maioria das pessoas está constantemente ocupada com alguma coisa — puja, recitação de certas palavras, preocupações a respeito disto ou daquilo - porque todos têm medo de estar a sós consigo mesmos. Experimentai estar sós, sem distração alguma, para verdes como logo desejais fugir de vós mesmo e esquecer o que sois. Eis a razão por que essa enorme estrutura de diversão comercializada, de distração automatizada, se tornou parte tão relevante dessa coisa que chamamos civilização. Se observardes, vereis que no mundo inteiro as pessoas se estão tornando cada vez mais distraídas, cada vez mais afetadas e mundanas. A multiplicidade de prazeres, os inumeráveis livros que se vão publicando, as páginas dos jornais cheias de notícias esportivas — não há dúvida que tudo isso indica que estamos constantemente necessitados de distrações. Por que interiormente somos vazios, embotados, medíocres, servimo-nos de nossas relações e de nossas reformas sociais como meios de fugirmos a nós mesmos. Não sei se já notastes a grande solidão em que vive a maioria das pessoas. E, fugindo à solidão, corremos para os templos, as igrejas, as mesquitas, vestimo-nos a rigor para assistir a solenidades sociais, vemos televisão, ouvimos rádio, lemos etc, etc.

Sabeis o que significa solidão? Esta palavra poderá ser pouco familiar a alguns de vós, mas conheceis muito bem o sentimento. Experimentai sair sozinho a passeio, ou estar sem um livro, sem alguém com quem conversar, para verdes com que rapidez ficais entediado. Conheceis suficientemente esse sentimento, mas não sabeis por que vos entediais, pois nunca investigastes isso. Se investigardes um pouco o sentimento de tédio, descobrireis que sua causa é a solidão. É para fugirmos à solidão que procuramos andar juntos, que desejamos entretenimentos, distrações de todo gênero: gurus, cerimônias religiosas, rezas, ou os romances mais recentes. Vendo-nos interiormente sós, tornamo-nos na vida meros espectadores; e só seremos “os atuantes” quando compreendermos a solidão e a transcendermos.

Afinal de contas, a maioria das pessoas se casam e procuram outras relações sociais porque não sabem viver sós. Não estou dizendo que se deva viver só; mas, se uma pessoa se casa porque deseja ser amada — ou, sentindo-se entediada, se serve do trabalho como meio de esquecimento próprio — verá como sua vida inteira nada mais é que uma interminável busca de distrações. São muito poucos os que transcendem esse extraordinário medo à solidão; mas é preciso transcendê-lo, porque é além que se encontra o verdadeiro tesouro.

Deveis saber que há uma vasta diferença entre solidão e “estar só”. Alguns dos alunos mais novos ainda devem desconhecer a solidão, mas os mais velhos a conhecem: o sentimento de completo isolamento, de medo súbito sem causa aparente. A mente conhece esse medo quando, em dado momento, compreende que em nada pode confiar, que nenhuma espécie de distração poderá tirar-lhe aquele sentimento de vazio e de enclausuramento em si própria. Isso é solidão. Mas “estar só” é coisa toda diferente; é um estado de liberdade, que surge depois de termos passado pela solidão e a termos compreendido. Nesse “estar só”, de ninguém dependemos psicologicamente, porque já não buscamos o prazer, o conforto, a satisfação. É só então que a mente está completamente só, e só essa mente é criadora.

Tudo isso faz parte da educação: enfrentar a dor da solidão, aquele extraordinário sentimento de vazio que todos conhecemos e, quando ele se apresenta, não ter medo, não ligar o rádio, não correr para o cinema, porém enfrentá-lo, penetrá-lo, compreendê-lo. Não há ente humano que não tenha sentido ou não venha a sentir essa tremenda ansiedade. É porque, toda vez que essa ansiedade se apresenta, tratamos de fugir por meio de distrações e satisfações de todo gênero — sexo, Deus, trabalho, bebida, escrever poesias ou recitar certas palavras aprendidas de cor — que nunca chegamos a compreendê-la.

Assim, quando a dor da solidão vos assaltar, enfrentai-a, olhai-a, sem nenhuma idéia de fuga. Se fugirdes, jamais a compreendereis e ela estará sempre à vossa espera, em cada volta do caminho. Mas, se puderdes compreender e transcender a solidão, vereis que não haverá nenhuma necessidade de fugir, nenhuma ânsia de satisfação ou entretenimento, porque vossa mente conhecerá então uma riqueza incorruptível e indestrutível.

Tudo isso faz parte da educação. Se, na escola, só estudais certas matérias para passardes nos exames, então o próprio estudo se torna um meio de fuga à solidão. Refleti um pouco nisso, e vereis. Conversai sobre o assunto com os vossos educadores, e logo vereis quanto estais só, e quanto eles também estão sós. Mas, os que estão interiormente sós, aqueles cuja mente e cujo coração estão livres da dor da solidão — esses é que são indivíduos reais, porque são capazes de descobrir por si próprios o que é a Realidade, e de receber o Atemporal.

Krishnamurti – A Cultura e o Problema Humano - Cultrix

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"SOLIDÃO VISTA PELO CHICO BUARQUE"


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência..
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos. ..isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"O BOSQUE"


Tempos atrás eu era vizinho de um médico cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.
Logo depois fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não existia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno, entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos, debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo". Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar, portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.